Política MT
Max Russi lança selos “Mineral Social” e “Mineral Sustentável” e destaca avanços do setor durante a 3ª Expominério

O deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participou nesta quarta-feira (26) da abertura da 3ª edição da Expominério, realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
Durante a cerimônia, o parlamentar lançou oficialmente os selos “Mineral Social” e “Mineral Sustentável”, previstos no Projeto de Lei nº 711/2025, de sua autoria. As certificações reconhecem empresas que adotam práticas de responsabilidade social, gestão ambiental correta, transparência e tecnologia limpa.
O lançamento ocorreu no mesmo ato em que o governador Mauro Mendes sancionou o PL. Os selos foram apresentados como novos instrumentos para fortalecer a governança, o desenvolvimento local e a credibilidade das operações minerais em Mato Grosso.
Ao abrir seu discurso, Max Russi parabenizou a organização da feira e destacou seu crescimento ao longo das edições. “Participei da primeira Expo Minério e é uma satisfação enorme estar aqui na terceira edição de um evento que nasceu da necessidade de organizar, fortalecer e dar visibilidade a um setor estratégico para Mato Grosso”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que a feira se consolidou como “o maior encontro de mineração do nosso estado”, reunindo lideranças, pesquisadores, empreendedores e gestores públicos.
Max Russi lembrou que, pela primeira vez em 190 anos, a Assembleia Legislativa possui uma estrutura exclusiva dedicada ao setor: o Grupo de Trabalho da Mineração, presidido por ele.
Segundo o deputado, o GT tem protagonizado avanços concretos:
Lei Educa Mineração (Lei 12.727/24) – institui a Semana Estadual de Conscientização e leva conhecimento sobre mineração responsável para escolas de várias cidades.
Parcerias científicas com a UFMT – para projetos técnicos e de inovação.
Regularização e fortalecimento turístico do Vale do São Lourenço – incluindo apoio às concessões e à Associação dos Balneários.
Subgrupos temáticos com a SEDEC e ANM – para formular a primeira Política Estadual de Recursos Minerais.
Mineração na Mídia – projeto com dezenas de reportagens para combater desinformação e aproximar a população do setor.
Redução de burocracias – ações conjuntas com ANM, Sema, Ministério Público e outros órgãos, dando mais segurança e fluxo administrativo às operações.
Russi afirmou que essa articulação já resulta em números expressivos: recorde de empreendimentos regularizados, aumento de receita nos municípios e milhões movimentados nas edições anteriores da Expominério.
“Se fala muito dos maus mineradores, mas precisamos valorizar quem trabalha certo, quem cuida do meio ambiente, investe no social, gera emprego e desenvolve municípios importantes do nosso estado. O selo vem para premiar os bons mineradores de Mato Grosso”, destacou.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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