Política MT
Método do Policiamento Rural de Rondonópolis será implantado em outros Comandos Regionais da PMMT
O 4° Comando Regional da Polícia Militar de Rondonópolis é referência na redução da criminalidade na zona rural do município e região

O Policiamento Rural de Rondonópolis é referência no estado de Mato Grosso- Foto: Assessoria
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), em reunião remota da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) com o comandante geral e coronel Jonildo José de Assis da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), recebeu informações relevantes relacionadas ao trabalho desenvolvido pela instituição. Uma delas foi a implantação do patrulhamento rural prevista nos Comandos Regionais existentes no Estado.
Coronel Assis informou que está em fase de finalização o Protocolo de Procedimento Operacional Padrão para implantação das patrulhas rurais nos Comandos Regionais da Polícia Militar. “Nós estamos, a exemplo de Rondonópolis que é nosso polo experimental e está dentro de uma normativa que vai ser encaminhada para cada Comando Regional. Ali, nasceu uma ideia, uma vontade, uma grande parceria entre a polícia militar, as associações e sindicatos dos produtores rurais, entre outros parceiros que deram um ótimo resultado”, explica o comandante geral.

A parceria entre a polícia militar e a comunidade rural é essencial para a redução da criminalidade na zona rural- Foto: Assessoria
Procedimento
O tenente-coronel Handson Freitas Farias do 4°Comando Regional da Polícia Militar de Rondonópolis conta que o procedimento da patrulha rural foi uma proposta apresentada pelo tenente-coronel Gleber Candido Moreno e coronel Wilker Soares Sodré ao comandante-geral Assis que aprovou o método aplicado e teve a intenção de estender para outras regiões de Mato Grosso. “Este projeto existe há dois anos e conta com um policiamento especializado feito pela Força Tática que atua de forma repressiva e preventiva. O bom que aproxima a polícia da comunidade rural. Houve a redução da atuação de criminosos nas propriedades rurais com a implantação da patrulha”, explica.
Deputado Claudinei avalia ser um grande avanço aplicar este plano de ação para outros municípios, para que, assim, não tenha espaço para os criminosos que migram para a zona rural para cometer delitos, como roubos de defensivos agrícolas, trágico de drogas e furtos dentro das propriedades rurais. “Se está dando certo em Rondonópolis, acho ideal em avançar para outras cidades para que tenhamos a redução da criminalidade. Excelente iniciativa da Polícia Militar, ainda mais que os moradores rurais passam a ser parceiros com a instituição e praticamente fazem o policiamento comunitário”, posiciona o parlamentar que é presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMT.
Referência
De acordo com o tenente João Felipe Queiroz de Melo da Força Tática, a parceria entre os proprietários rurais e a polícia militar é essencial para os bons resultados obtidos. “Neste período de execução da patrulha rural, nós conseguimos reduzir a criminalidade. A parceria e proximidade com a comunidade rural e as ocorrências positivas que nós temos, sem dúvida é um balanço bem positivo”, destaca.
A iniciativa do patrulhamento rural veio na busca de referência de outras polícias militares do país que deram certo, comenta Melo. “As instituições pioneiras que fazem escola da Patrulha Rural foram as Polícias Militares de Goiás e Distrito Federal. É uma grande troca de experiências para a construção de um policiamento rural avançado. Essas referências possuem até batalhões específicos para a realização de patrulha rural e com base nestas experiências positivas, nós temos conseguido aprimorar e avançar e traçar novos horizontes”, esclarece.
Metodologia
Os métodos aplicados para contribuir com as ações do policiamento rural foi a realização do Cadastro Rural Ambiental (CAR) e o georreferenciamento das propriedades para a formação de um banco de dados com informações do imóvel. “Vem dado certo, a gente consegue chegar com mais agilidade nas solicitações de ocorrências pelas localizações das propriedades. No entanto queremos evoluir, tanto que está sendo desenvolvido uma parceria junto a Associação dos Produtores Rurais para a criação de um aplicativo que vai ter a função de copilar este georreferenciamento, bem como, informações inerentes à segurança de cada propriedade rural”, adianta o policial da Força Tática.
Melo diz que hoje são cerca de 800 proprietários e moradores rurais presentes em nove regionais, em que contam com grupos de WhatsApp regionalizados junto com a polícia militar. “Além de Rondonópolis, outras regiões estão envolvidas como Jaciara, Alto Taquari, São José do Povo, Itiquira, Gleba Rio Vermelho, Assentamento Carimã, Alto Araguaia. O policiamento comunitário, coloca a comunidade rural de forma participativa no processo da segurança pública com este meio comunicação”, ressalva.
Crimes
Um dos principais crimes combatidos pelo Policiamento Rural de Rondonópolis é o roubo de defensivos agrícolas, explica Melo. “São quadrilhas armadas e especializadas que levam pouco volume e valor agregado muito grande. Uma lata, por exemplo, pode sair por R$ 20 mil reais. Tem a questão dos furtos das pequenas propriedades rurais. Este trabalho que fazemos, reduzimos o tempo e resposta. As informações chegam com mais agilidade, principalmente com individuo suspeito”, pontua o policial.
Em relação às normas estabelecidas pela Casa de Leis devido à Covid-19, o local da reunião com o deputado Claudinei ocorreu na sala de reuniões Deputada Sarita Baracat da ALMT– por meio de videoconferência. Participaram também do encontro, o deputado Dr. João Matos (MDB) e os parlamentares integrantes da Comissão de Segurança Pública – membro titular Elizeu Nascimento (DC) e o suplente João Batista (Pros).
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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