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Milho e etanol: uma união de valor
Há quem diga que o milho em poucas safras irá ultrapassar o volume da soja em Mato Grosso. Não duvido muito, até porque hoje produzimos praticamente a mesma quantidade de cereal em relação a oleaginosa, porém em uma área 50% menor. A expectativa é que a produção do cereal mato-grossense para safra 2018/19 fique prevista em 32,26 milhões de toneladas, enquanto em soja foram 32,5 milhões de toneladas. O impulsionador para isso não somente foi o clima, mas também o etanol.
Com uma tonelada de milho é possível produzir 420 litros de etanol, 180 Kg HF + 105 Kg HP (seco) de DDG (produto utilizado para ração animal, tanto de bovinos quanto de aves, suínos e peixes), 18 litros de óleo de milho (que pode ser refinado ou virar biodiesel), além da co-geração de energia elétrica, diante o uso de biomassa.
Mato Grosso na safra sucroalcooleira 2019/2020 deverá produzir 2,27 bilhões de litros de etanol. Tal volume supera em 25,9% a oferta do ciclo passado de 1,8 bilhão de litros. A entrada da operação de mais usinas “full”, ou seja, que utilizam apenas o milho para a produção do biocombustível é a propulsora para o resultado, uma vez que a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar está estabilizada.
Contamos hoje no estado com três usinas “full” em operação e outras duas sendo construídas com previsão de entrar em operação em 2020. Além disso, duas novas usinas foram anunciadas recentemente e, de acordo, com a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), há pelo menos mais cinco projetos em médio prazo. Vale lembrar que ainda contamos em Mato Grosso com três usinas “flex” produzindo o biocombustível tanto a partir da cana-de-açúcar quanto do milho.
O crescimento do número de usinas “full” em Mato Grosso comprova os dados que a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgados há cerca de dois meses, de que o etanol de milho não só está ganhando espaço, mas como veio para fortalecer a cadeia dos combustíveis de fontes renováveis, bem como a própria cadeia produtiva do cereal que hoje conta com mercado “garantido”.
Conforme a Conab, o etanol de milho deverá fechar a safra 2019/2020 sucroalcooleira respondendo por 46% da produção total de etanol em Mato Grosso. Isso quer dizer que dos 2,27 bilhões de litros projetados para o atual ciclo 1,04 bilhão de litros virão do cereal.
Temos que destacar que Mato Grosso, segundo a Conab, é hoje o 5º maior produtor de etanol do Brasil, sendo o maior na produção de etanol a partir do milho. A entrada da operação de duas usinas “full” em 2019 e a ampliação de uma inaugurada em 2017, inclusive, impulsionou um aumento de 76% na produção de etanol de milho em Mato Grosso no atual ciclo em comparação a safra 2018/2019, quando produzimos somente 590,9 milhões de litros.
Não podemos negar que a união destas duas cadeias, a da produção de milho e a de biocombustível, é uma união de valor. Uma união na qual muitos saem ganhando. O produtor rural por ter para quem vender, a indústria por não ficar ociosa na entressafra da cana-de-açúcar (como é o caso das usinas flex) e o estado e municípios com investimentos gerados pelas construções das usinas, geração de emprego e arrecadação de impostos.
Um novo ciclo sustentável floresce em Mato Grosso e, para exemplificar, serão 10 milhões de toneladas de milho industrializados que vão gerar R$ 846 milhões de ICMS aos cofres do estado. O mesmo volume de milho exportado gera R$ 86 milhões para Mato Grosso, por meio do Fethab.
*Marino Franz é sócio fundador da FS Bioenergia e presidente de Fundação de Pesquisa Rio Verde
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Indústria que move sonhos e transforma vidas

Por Ulana Maria Bruehmueller
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Joao Carlos e Wanessa Zagner
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O infarto pode começar no intestino?

A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:
Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.
O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?
Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.
Os pesquisadores observaram que:
o infarto altera a microbiota intestinal;
aumenta a permeabilidade do intestino;
bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;
isso amplifica a inflamação do organismo;
e piora a lesão cardíaca.
Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.
O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO
Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo),
derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.
E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:
maior o tamanho do infarto;
maior a inflamação;
pior a função do coração.
Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:
O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.
O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?
Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:
colesterol;
pressão arterial;
remédios.
Hoje sabemos que:
inflamação intestinal,
microbiota desequilibrada,
resistência insulínica,
obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,
privação de sono,
estresse crônico
Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.
O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO
O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;
ativação exagerada do sistema imunológico;
maior dano ao músculo cardíaco.
É exatamente por isso que:
obesidade,
diabetes,
má alimentação,
sedentarismo,
sono ruim
Estão tão conectados ao risco cardiovascular.
A NOVA ERA DA PREVENÇÃO
A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais
cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.
Precisamos:
modular inflamação;
melhorar microbiota;
preservar massa muscular;
controlar glicose;
reduzir gordura visceral;
melhorar sono;
aumentar capacidade física;
restaurar metabolismo.
Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.
CONCLUSÃO
Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.
E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:
saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.
Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.
Será sobre Estratégia Metabólica.
Dr. Max Wagner de Lima Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
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