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Ministra encerra missão à Ásia com perspectiva de abertura de mercado para Brasil
De 9 a 20 de maio, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visitou quatro países da Ásia: Japão, China, Vietnã e Indonésia. Acompanhada de secretários, parlamentares e representantes do setor agropecuário, a ministra reuniu-se com autoridades dos países para debater a abertura de mercado para produtos brasileiros e ampliação da pauta de exportações.
Veja como foi a viagem da ministra à Ásia:
Japão
9 de maio
Tereza Cristina reuniu-se com representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e da Federação das Indústrias do Japão (Keidanren) e apresentou setores do agronegócio com potencial de investimento externo. A ministra e o ministro da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão, Takamori Yoshikawa, acordaram a realização do Quarto Diálogo Brasil-Japão em agosto. O evento ocorrerá no Brasil.

10 de maio
A comitiva brasileira divulgou cafés especiais em uma conceituada cafeteria de Tóquio. Os mais de 100 convidados tiveram a oportunidade de degustar várias amostras de cafés com aromas diferenciados, como do cerrado mineiro.

11 de maio
A ministra Tereza Cristina anunciou, em Niigata, que o Brasil passará a exportar arroz beneficiado para o México. Em contrapartida, o país importará o feijão mexicano. Na cidade japonesa, ela reuniu-se com o secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Victor M.Villalobos, para o anúncio.
A ministra Tereza Cristina participou da Reunião de Líderes de Agricultura do Hemisfério Ocidental. No comunicado final, o grupo firmou a intenção de trabalhar em conjunto “em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco”.

China
13 de maio
A ministra iniciou os compromissos na China por Xangai, onde encontrou-se com investidores chineses, que prometeram aumentar os investimentos no Brasil. A missão também divulgou os cafés especiais brasileiros em uma cafeteira.
Os investidores mostraram interesse em investir em ferrovias, biotecnologia, suinocultura e infraestrutura. Tereza Cristina recebeu camiseta feita a partir de fibra de milho.
14 de maio
Com a peste suína africana na China, executivos do Rabobank disseram à ministra que há espaço para a importação de proteínas animais de todos os tipos, o que significa uma oportunidade para os exportadores brasileiros.
A ministra inaugurou os estandes brasileiros na Sial China, maior feira de alimentos da Ásia. Os visitantes tiveram a oportunidade de degustar pão de queijo, açaí, cachaça, mel e carnes.

15 de maio
Em Pequim, a ministra Tereza Cristina e empresários chineses e brasileiros do setor de florestas plantadas e celulose trataram da uniformização dos certificados fitossanitários para o comércio dos produtos. Tema será debatido em reunião do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em novembro deste ano no Brasil.

16 de maio
Tereza Cristina reuniu-se com o administrador-geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng. Após o encontro, o Brasil tem expectativa de 78 frigoríficos receberem autorização para exportar ao mercado chinês. Equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá encaminhar às autoridades chinesas informações finais sobre os estabelecimentos nos próximos dias.
A China Agricultural University (CAU) e a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo, (Esalq/USP) se comprometeram a trabalhar em três projetos de pesquisa em agropecuária.
Vietnã
17 de maio
Na terceira etapa da missão à Ásia, a ministra Tereza Cristina reuniu-se com o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc. O primeiro-ministro ofereceu o Vietnã como porta de entrada para produtos brasileiros na Ásia. A ministra também debateu a venda de melão e bovinos vivos para os vietnamitas.
A delegação brasileira participou das celebrações dos 30 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Vietnã.

Indonésia
20 de maio
Na última etapa da missão à Ásia, a ministra esteve com Amran Sulaiman, ministro da Agricultura da Indonésia, para discutir a exportação de carne bovina.

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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