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Mato Grosso

Mulheres têm papel secundário na prática de delitos criminais dos companheiros

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O medo de denunciar e a fidelidade ao marido são algumas das características da maioria das mulheres que cumprem pena no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Atualmente, 220 mulheres estão na unidade. A lealdade ao relacionamento vai além das grades. Muitas delas sonham em sair da prisão e voltar a se relacionar com o homem que contribuiu para a sua reclusão e na maioria dos casos, o parceiro também cumpre pena.

Aos 30 anos, Cecília*, formada em Direito, viu sua vida desmoronar quando foi presa, em 2017. Na mesma época, o marido, hoje com 44 anos, também foi preso por tráfico internacional de drogas. Filha única, a jovem, que era moradora do município de Alta Floresta, o conheceu pela internet e já soma sete anos de relacionamento.

“Namoramos por um ano e meio e neste meio tempo ele foi preso por dois anos e foi absolvido. Aí terminei minha faculdade e vim para Cuiabá e fiquei aqui cuidando dele. Após um ano e meio na rua foi preso pela segunda vez. A minha prisão aconteceu após três meses da dele. Eu não estava envolvida, mas sabia. Mas eu nunca comprei, nunca usei e nunca entrou na minha casa”, argumenta.

Cecília lembra que neste período que está presa viu o parceiro uma única vez. As demais notícias ela obtém por meio de cartas endereçadas a ela pelo advogado.

“Na nossa conversa ele me demostrou arrependimento e que não quer mais esta vida e eu acredito que ele quer mudar. Eu sonho em ter uma família e retomar minha profissão. O crime destrói tudo, principalmente a família. O dinheiro te proporciona tudo, mas também tira tudo”, ressalta.

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Cecília foi condenada a 14 anos de prisão e o marido, a 19 anos, por tráfico de drogas e tráfico internacional de drogas, respectivamente.

O ano era 2016, em um final da tarde após um dia de trabalho na cidade de Cáceres. Vanessa*, hoje com 23 anos, ligou para o marido para busca-la quando no meio do caminho, o companheiro desviou da rota da casa e foi até um local indicado por um familiar. Ao chegar no destino sugerido, Vanessa* percebeu que acontecia uma briga. Ela chamou o marido para irem embora, mas o pedido foi recusado e ele acabou atirando contra um homem.

Em 2017, uma oportunidade de emprego trouxe a família para Cuiabá, mas, em 2018, ambos foram presos pelo crime.

“Ele também está preso, mas eu não desisti dele. Eu o amo e tenho planos de constituir família com ele. Hoje ele está com 31 anos e eu sei que está arrependido de tudo que fez. Ele se culpa por eu estar presa também. Aqui eu sofro muito, pois minha família é toda de Cáceres e eu fico sempre sozinha”, argumenta, acrescentando que tenta preencher o tempo com as atividades oferecidas dentro da unidade.

A diretora da penitenciária feminina, Maria Giselma Ferreira da Silva, cita que muitas das prisões são ocasionadas pela convivência e o medo de denunciar.

“O marido faz convites à mulher para resolver algo e quando ela percebe já está envolvida. A mulher se mantém fiel ao companheiro e é neste momento que se torna coadjuvante de uma situação criminosa”, explica.

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Recomeço

Alessandra*, 20 anos, está presa há sete meses por envolvimento com o tráfico de drogas. Desde 2017, a jovem se relacionava com um rapaz, hoje com 23 anos, que trabalhava como eletricista. Com o passar dos dias, Alessandra percebeu que tinha algo estranho e então descobriu que o companheiro estava “mexendo com drogas”.

“Eu tentei alertar, mas o convite ao mundo do crime veio por integrantes da família dele. Já morávamos juntos e eu não permitia que ele atuasse dentro de casa. Ele sempre fazia isso [o tráfico] na rua. Aí um dia ele me chamou para ir em um lugar com ele e no caminho a polícia nos parou. Na hora ele fugiu, mas eu imaginei que a fuga era porque ele estava sem a habilitação”, conta.

“Mais à frente sofremos um acidente e eu fui parar entre as rodas de um caminhão. Sofri fraturas e me machuquei bastante. Desse dia em diante estou aqui no presídio. Eu me arrependo de tudo. Não penso em voltar com ele quando sair daqui. Eu quero retomar minha vida, meus estudos e ficar com a minha família”, completa.

Sobre a unidade

Inaugurada em 2001, a penitenciária abriga 100 mulheres com prisões provisórias e 120 condenadas. Do total de mulheres condenadas, 50 trabalham em atividades laborais extra muro, fruto da parceria da unidade com órgãos estaduais e municipais.

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A contratação remunerada de reeducandos está prevista na Lei de Execução Penal, que prevê a quem contrata a mão de obra a isenção de encargos trabalhistas – o empregador fica isento de pagar encargos como férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de outros impostos que incidem sobre folha de pessoal. O empresário pode optar por empregar até 10% de mão de obra de reeducando no estabelecimento comercial. Nos órgãos públicos não há porcentagem a ser seguida.

Pelo trabalho, o reeducando também recebe a remição de pena, prevista em lei, e a cada três dias trabalhados, um é descontado na pena. A remição é homologada somente pelo juiz responsável pela execução penal.

O benefício também vale para a reeducanda que opta por estudar dentro da unidade. A cada 12 horas de estudo, um dia da pena é descontado.

Outras 30 presas, condenadas e provisórias, atuam no “Projeto Reflorescer”, desenvolvido internamente na penitenciária e que consiste em ensinar todo o processo de produção de flores. As plantas serão repassadas a comércios de Cuiabá para revenda e a renda arrecadada será repartida, sendo metade do valor para a manutenção do projeto e a outra metade para as próprias trabalhadoras.

*Os nomes são fictícios, para preservar as identidades das entrevistadas.

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Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

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Foto-Assessoria

Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.

Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.

Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.

Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.

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O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.

Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.

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