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Mato Grosso

Música cuiabana e haitiana agitam programação cultural da semana

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Para promover a produção e circulação de bandas independentes, será lançado no Cine Teatro Cuiabá a coletânea ‘Cabeça de Pacu’. O trabalho é fruto da união de artistas e grupos que mobilizaram para conseguir a gravação do álbum de músicas autorais. Participam oito bandas locais e o evento será no domingo (17.11).

A música haitiana será o destaque do Festival Gospel Kreyòl (dialeto haitiano), que apresenta bandas e corais de igrejas haitianas mobilizadas para mostrar a cultura desse povo e arrecadar fundos para os imigrantes que vivem em Cuiabá. Será nesta sexta-feira (15.11), também no Cine Teatro Cuiabá.

Para quem gosta de stand up, a programação conta com o espetáculo O Melhor Trabalho do Mundo, com Renato Albani, no Cine Teatro Cuiabá. Nele, o comediante traz seu ponto de vista peculiar e bem humorado sobre a evolução da vida.

A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça traz, no Palácio da Instrução, uma programação voltada para o Dia da Consciência Negra. Será na terça-feira (19.11) com oficina de penteado afro, bate-papo com o escritor e outras atividades.

Nas artes visuais, ainda dá tempo para conferir as exposição Sen[s]ação, na Galeria de Artes Lava Pés, e Cuiabá 300 Cores, na Casa Cuiabana. A agenda cultural inclui opções de visitas mediadas ao Museu de História Natural Casa Dom Aquino, Museu de Arte Sacra e Residência dos Governadores.

Todos os espaços culturais são geridos pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e/ou mediante contratos de gestão compartilhada.

Confira a programação

Cine Teatro Cuiabá

Festival Gospel Kreyòl

O Festival Gospel Kreyòl (dialeto haitiano) apresenta bandas e corais de haitianos, demonstrando as nuances da cultura haitiana e a espiritualidade do povo. O evento integra o projeto ‘Haiti Novos Cuiabanos’, que está na segunda edição. Todo o valor arrecadado será revertido para ações sociais e projetos da Organização de Suporte das Atividades dos Migrantes no Brasil e da Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes em Mato Grosso, instituições presididas por imigrantes que vivem na capital mato-grossense.

Serviço:

Quando: 15/11

Horário: 18h

Onde: Cine Teatro Cuiabá – Av. Pres. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá – MT, 78005-600

Ingresso: R$ 10 (inteira) mais 1 kg de alimento

Informações: (65) 98128.7126 / 98165.6430 / 2129-3848 e [email protected] / http://cineteatrocuiaba.org.br/programacao/

Espetáculo – Alguém Me Explica o Mundo

Depois do sucesso O Melhor Trabalho do Mundo, Renato Albani apresenta o seu segundo solo de comédia Stand Up. O comediante traz seu ponto de vista peculiar e bem humorado sobre a evolução da vida. Entre os temas: dificuldades e facilidades de morar sozinho, diferença nas pessoas com o passar dos anos, hipocrisia de rir dos outros mas não rir de si mesmo. Classificação: 14 anos. Ficha técnica – C.A. produções & Nume

Serviço:

Quando: 16/11

Horário: 20h

Onde: Cine Teatro Cuiabá – Av. Pres. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá – MT, 78005-600

Ingresso: R$ 100 (inteira) R$ 50 (meia)

Informações: (65) 2129-3848 e [email protected] / http://cineteatrocuiaba.org.br/programacao/

Lançamento Coletânea Cabeça de Pacu

A coletânea intitulada Cabeça de Pacu é fruto da união de diversas bandas de Cuiabá, que se mobilizaram para viabilizar a gravação do álbum, exclusivamente de músicas autorais. A proposta é incentivar a produção e circulação de bandas independentes do cenário local.

Ficha técnica – Bandas e artistas: Billy Espíndola, Banana Chips, Johnny Milk, Amuletos Orgânicos, Cão Latino, Tocandira, João Santos e Oitava Aurora. Produção: Espaço Musical Toma. Idealizador: Billy Espíndola.

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Serviço:

Quando: 17/11

Horário: 19h

Onde: Cine Teatro Cuiabá – Av. Pres. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá – MT, 78005-600

Ingresso: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

Informações: (65) 2129-3848 e [email protected] / http://cineteatrocuiaba.org.br/programacao/

Espetáculo de dança Habitação

A Cia O Líbano apresenta o espetáculo Habitação, que narra como os homens têm se sentido estranhos na comunidade de Efraim desde que a tristeza chegou. Um dia uma criança chega contando aos lares sobre alguém que gostaria de entrar em suas habitações. Essa história se passa no nosso atual contexto, sendo expressas pela dança contemporânea, ballet clássico, jazz, teatro e música. Classi¿cação: Livre. Ficha técnica – Direção: Rayssa Maia Da Silva.

Serviço:

Quando: 21/11

Horário: 20h

Onde: Cine Teatro Cuiabá – Av. Pres. Getúlio Vargas, 247 – Centro, Cuiabá – MT, 78005-600

Ingresso: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

Informações: (65) 2129-3848 e [email protected] / http://cineteatrocuiaba.org.br/programacao/

Palácio da Instrução

Dia da Consciência Negra

Oficina de Penteado Afro, bate-papo com escritor, mediação de leitura e desfile de moda e beleza afro. As atividades culturais na Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça marcam simbolicamente o Dia da Consciência Negra.

A oficina de Penteado Afro será conduzida por Ana Fashion, conhecida pelo trabalho que realiza há 18 anos, fazendo tranças em homens e mulheres, na Praça da República. São 20 vagas gratuitas. Ao final, haverá um desfile de moda e beleza afro.

Em uma parceria com a Paulus Livraria, as atividades incluem o bate-papo com o escritor nigeriano Sunday Ikechukwu Nkeechi, conhecido como Sunny. Com quatro livros publicados no Brasil (Contos da lua e da beleza perdida, As aventuras de Torty – a tartaruga, O natal de Nkem, Ulomma – a casa da beleza e outros contos), ele conta as histórias e fábulas milenares da tradição oral nigeriana, em obras de literatura infantojuvenil. O bate-papo será com estudantes do ensino fundamental.   

Serviço:

Data: 19/11

Horário: 13h às 17h

Entrada: Gratuita

Inscrições para a Oficina de Penteado Afro: https://www.sympla.com.br/consciencia-negra-a-biblioteca-na-insercao-reflexao-e-luta__718901

Endereço:  Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça / Palácio da Instrução – Rua Antônio Maria, 151, Centro de Cuiabá.

 Informações: (65) 3613-9240/9230 e [email protected].

Casa Cuiabana

Rituaiz

Com o objetivo de divulgar o trabalho e conteúdos produzidos pelo coletivo FWFRCO, será realizado neste sábado (16.11), na Casa Cuiabana, o evento Rituaiz. Haverá apresentações de Rap, Trap, Funk e Pop
Eletrônico, com participação dos Djs Absinta Bay, Xinn, Gramelicki, SD Mau Mau, Angie hope, Paulo Rawn.

Serviço:

Data: 16/11

Horário: 19h

Local: Centro Cultural Casa Cuiabana (Av. Gen. Valle, 181, bairro Bandeirantes, região central de Cuiabá)

Informações: https://www.facebook.com/events/801104893642880/

Cuiabá 300 Cores

A Casa Cuiabana recebe a ‘Exposição de Artes Visuais Cuiabá 300 Cores’, projeto que consiste na formação, produção e exposição de obras de artes contemporâneas nas linguagens de artesanato, pintura em tela, música e audiovisual. 

A proposta dessa exposição coletiva é difundir o trabalho de artistas renomados e divulgar os novos artistas, além de contribuir para o fortalecimento dos vínculos com a identidade cuiabana a partir da visibilidade de manifestações culturais da capital mato-grossense. A mostra contará com trabalhos dos artistas como  Victor Hugo, Dilson de Oliveira, Ariston de Souza, Neusa Barbosa Moura, Régis Gomes e Valdemar Souza.

Serviço:

Quando: Até 14/12

Horário: 8h às 12h e 14h às 18h

Onde: Centro Cultural Casa Cuiabana. Rua General Vale, 181, bairro Bandeirantes.

Entrada:

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Informações: (65) 99643-3001 / 99906-5449 / [email protected] / https://www.facebook.com/Cuiab%C3%A1-300-cores-102485161168219/

Museu de História Natural Casa Dom Aquino

A Casa Dom Aquino foi construída em 1842 na beira do rio Cuiabá e abriga desde 2006 o Museu de História Natural Casa Dom Aquino, apresentando para toda população uma exposição permanente de arqueologia e paleontologia.

Reaberto recentemente para visitação após mudanças estruturais e no acervo, o espaço conta agora com nova ala da exposição permanente, reserva técnica, cafeteria e loja de artesanato. A novidade do acervo é a ala de máscaras sagradas dos povos waurá e uma reserva técnica que segue os padrões internacionais de museologia.

A exposição paleontológica apresenta fósseis de animais da região, organizados cronologicamente, representando a evolução biológica através das Eras geológicas. Fosseis como o do tatu (Pampatherium humboldti) e Preguiça gigante (Eremotherium Iaurillardi), dinossauros (saurópoda), e animais marinhos do período que Chapada dos Guimarães foi mar.

A exposição arqueológica conta a nossa história através de artefatos produzidos pelo homem desde a pré-história até os dias atuais. Fazem parte da exposição instrumentos do homem caçador-coletor e do homem ceramista, como: pontas de lança de pedra lascada, machadinhos de pedra polida e fragmentos de cerâmica. Encontram-se expostos também louças, cerâmicas neo-brasileira, moedas e outros objetos encontrados nos casarões de engenho de Mato Grosso.

O Museu de História Natural Casa Dom Aquino é gerenciado pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS) juntamente com a Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso e tem como parceiros o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Ministério da Cultura, Grupo Terna e as Usinas Hidrelétricas (UHE) Sinop e São Manoel.

Serviço:

Horário de funcionamento:  quarta a domingo, das 8h às 18h

Entrada: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Endereço: Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Dom Aquino, Cuiabá (MT).

Informações: (65) 3634-4858 / 3052-8062 / [email protected]

Oficina Asas à Imaginação: aspectos evolutivos e contemporâneos

A Oficina Asas à imaginação: aspectos evolutivos e contemporâneos (ciência cidadã) será realizada nos dias 16 e 17 de novembro, períodos matutino e vespertino, nas dependências do Museu de História Natural Casa Dom Aquino. As inscrições encontram-se abertas e são 30 vagas.

Tem o objetivo de promover capacitação dos profissionais da educação a partir da vivência e percepção do ambiente do Museu Casa Dom Aquino, além da importância da observação de aves para o conhecimento do ambiente urbano da cidade de Cuiabá.

Data: 16 e 17 de novembro

Público: Profissionais da educação

Vagas: 30

Entrada: Inscrições abertas pelo link: https://bit.ly/32y77Ut .

Endereço: Museu de História Natural Casa Dom Aquino. Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Dom Aquino, Cuiabá (MT).

Informações: (65) 3634-4858 / 3052-8062 / [email protected]

Oficina de Dança Afrohouse – com Hermínio Nhantumbo

Outra ação realizada este mês, voltada à valorização da cultura negra, ocorre no Museu de História Natural Casa Dom Aquino. A Oficina de Dança Afrohouse, com o multi artista moçambicano Hermínio Nhantumbo, é oferecida aos sábados, com início no dia 16 de novembro.

Hermínio Nhantumbo circula por todo país em projetos que integram dança, música, artes cênicas e artes plásticas. Participou de festivais nacionais e internacionais, e hoje vive em Mato Grosso.

Serviço:

Quando:  todo sábado, das 17h às 18h, a partir de 16/11

Inscrições: https://bit.ly/2rCnsL9

Endereço: Museu de História Natural Casa Dom Aquino. Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Dom Aquino, Cuiabá (MT).

Informações: (65) 3634-4858 / 3052-8062 / [email protected]

Galeria de Artes Lava Pés – Exposição Sen[S]Ação

Com obras de Vitória Basaia, Gonçalo Arruda, Junne Fontenelle, Marcelo Velasco e Miguel Penha, a exposição coletiva Sen[s]ação está em cartaz na Galeria Lava Pés, de segunda-feira a sexta-feira, das 08h às 18h, com entrada franca e livre para todas as idades.

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A curadoria da mostra é de Marcelo Velasco, e reúne pinturas, esculturas e instalações. Nela, os cinco artistas exibem seus trabalhos mais recentes, organizados num projeto de expografia que promete mexer com as sensações do público.

Serviço:

Quando: De segunda-feira a sexta-feira, em cartaz até dia 01 de novembro 

Horário: das 8h às 18h

Onde: A Galeria de Artes Lava Pés está localizada no piso térreo da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), na Avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés) nº 510, bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Ingresso: Gratuito

Informações: (65) 3613-0232

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h, e oferece ao público uma exposição permanente composta por peças do período setecentista, remanescentes da antiga Catedral do Bom Jesus de Cuiabá, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nossa Senhora dos Passos, acervo pessoal do bispo Dom Francisco de Aquino Corrêa e peças adquiridas por doações particulares. Destaque para os famosos retábulos da antiga Catedral demolida em 1968 e a nova ala de instrumentos musicais da Igreja do Bom Jesus de Cuiabá do período colonial.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso é considerado um dos mais importantes monumentos de estilo eclético que exibe combinações de elementos da arquitetura clássica, medieval, renascentista, barroca e neoclássica. Foi fundado em 10 de março de 1980.

Serviço:

Quando: Aberto à visitação de quarta a domingo.

Horário: 9h às 17h. 

Onde: Praça do Seminário, na Rua Clóvis Hugney, 239, bairro Dom Aquino. O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso está localizado no prédio do Seminário Nossa Senhora da Conceição que fica ao lado da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho.

Ingresso: quarta a sábado: R$10 ou meia entrada R$ 5. Domingo: entrada gratuita

Mais informações: (65) 3646-9101 

Residência dos Governadores

Primeira edificação de status oficial, a Residência dos Governadores foi inaugurada na década de 1940. Além de servir como morada a 14 governadores, serviu de hospedagem para o ex-presidente Getúlio Vargas, em 1941, quando ele fez sua primeira visita a Mato Grosso. 

A Residência dos Governadores está aberta para visitação com uma mostra permanente e didática, composta por itens do antigo mobiliário, como objetos, pratarias e louças. 

Serviço:

A Residência dos Governadores é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Está localizada na rua Barão de Melgaço, nº 3565, Centro de Cuiabá. A entrada é gratuita. Aberto à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às18h. Telefone: (65) 3613-0232. Email: [email protected]

Primavera do Leste – 13 Festival Velha Joana

Primavera do Leste se transforma nesta semana em um palco de espetáculos de teatro, dança, encontros, performances e intervenções artísticas. A 13ª edição do Festival Velha Joana reúne 62 apresentações em um ambiente lúdico para as crianças e um espaço de entretenimento e cultura para jovens e adultos. O evento prossegue até domingo (17.11), com um público estimado de 15 mil pessoas.

Mais informações: http://online.fliphtml5.com/zspyy/lfrg/

Mato Grosso

Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática

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A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha (lei nº 11.340) completa 20 anos de promulgação. Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações mundiais quando se fala em defesa dos direitos das mulheres, ela ainda enfrenta muitos entraves para ser colocada em prática.

O reflexo dessas dificuldades bate à porta de Mato Grosso, afinal, de acordo com 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho deste ano, o estado registrou a terceira maior taxa de feminicídios do país em 2025. Naquele ano, Mato Grosso teve uma taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil habitantes.

Embora estes números sejam menores do que os registrados em 2024, ano em que Mato Grosso figurou em primeiro lugar nas taxas de feminicídios com 2,5 casos para cada 100 mil habitantes, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Rosana Leite, garante que ainda não é hora de comemorar.

Mas como mudar esse quadro? De que forma a lei Maria da Penha ajudou a enfrentar a violência de gênero em seus 20 anos de promulgação? Para tirar essas e outras dúvidas, Rosana Leite concedeu uma entrevista especial na qual faz uma análise da legislação e conta um pouco mais sobre a atuação do Nudem em todo o estado.

Confira a entrevista:

Qual o maior legado da Lei Maria da Penha (LMP) nesses 20 anos da sua promulgação?

Rosana Leite – Eu vejo que o maior legado é a discussão do enfrentamento à violência contra as mulheres. Hoje nós sabemos que qualquer violação às mulheres se perfaz em violação aos Direitos Humanos das mulheres. Com a lei nós passamos a falar muito mais sobre esse enfrentamento. Antigamente as mulheres não tinham voz, mas hoje nós temos voz. Com a redemocratização do Brasil, o nosso país passou a ser signatário de tratados e convenções internacionais e a LMP é uma resposta a tudo isso, ela quebrou paradigmas ao mostrar que a violência contra a mulher deve ser enfrentada pelo Poder Público e não por pessoas mais próximas, como amigos e familiares. A Maria da Penha mostrou que a legislação deve amparar todas das mulheres. E agora, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ela também deve amparar todo o segmento LGBTQIAPN+. Portanto, a lei trouxe uma forma diferenciada da sociedade enxergar as mulheres, os Direitos Humanos e ter consciência que nós mulheres temos direitos, que nós precisamos de respeito, de consideração da sociedade, que a nossa historicidade precisa ser garantida porque nós fomos deixadas de lado por muito tempo.

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Ainda há dificuldades para colocar em prática algumas ações e políticas públicas voltadas às mulheres?

Rosana Leite – Sim. A Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou que a Maria da Penha é uma das três leis mais importantes do mundo no que diz respeito ao enfrentamento da violência de gênero. Mas ela ainda não foi cumprida integralmente pelo Poder Público. A lei traz, por exemplo, políticas públicas importantíssimas em seu artigo oitavo que não foram todas cumpridas. E eu cito aqui a inclusão nos currículos escolares de matérias sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Infelizmente nós não temos essa inclusão. Imagina se tivéssemos essa inclusão há 19 anos. Será que já não teríamos uma sociedade diferenciada? O enfrentamento da violência contra as mulheres passa pela educação. Mas enquanto nós não mudarmos os currículos escolares, não iremos trabalhar no cerne do problema. A educação ainda é a chave. Virando essa chave, quem sabe poderemos ter outra realidade.

Outro ponto. Infelizmente a LMP ainda não é cumprida integralmente e de forma homogênea no Brasil. No Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) temos a Comissão de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres e lá nós conseguimos enxergar que em cada estado a LMP passa a ser aplicada de uma forma diferente. Portanto, essa falta de políticas públicas homogêneas, da aplicabilidade da lei de forma homogênea, tem prejudicado uma lei que já tem 20 anos.

Quando a LMP surgiu, nós tivemos que nos readequar, fazer com que a sociedade entendesse a lei. No começo ela foi chamada de inconstitucional. Quando a lei tinha apenas seis anos, a Corte Suprema do país teve que declarar a sua constitucionalidade. Já quando a lei estava em sua fase de “adolescência”, ela ganhou seus remendos e alterações. Hoje, na fase “adulta”, nós precisamos que ela seja cumprida. Mas esse cumprimento de forma homogênea nós ainda não temos.

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso em terceiro lugar nas taxas de feminicídio no Brasil em 2025. Em 2024 estávamos em primeiro lugar. Como a senhora analisa este quadro? Podemos comemorar essa queda do primeiro para o terceiro lugar?

Rosana Leite – Isso é muito delicado. Nosso estado é referência na aplicação da LMP. Aqui em Mato Grosso, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e o Ministério Público foram os primeiros do Sistema de Justiça a colocar a lei em prática. Somos referência para outros estados. Nós aplicamos dentro do Sistema de Justiça a competência híbrida que ajuda muito no atendimento das mulheres, mas, mesmo assim, ocupamos esse triste ranking. Então, não, eu não comemoro essa descida para o terceiro lugar. Não acho que deveríamos comemorar, mas sim nos preocupar. Até o início de agosto já registramos 27 feminicídios em Mato Grosso. Ter o nosso estado ocupando primeiro, segundo e terceiro lugar nesse ranking é muito triste e nos mostra o quanto nós vivemos num estado patriarcal. Esse ranking mostra que as nossas mulheres não são bem tratadas em Mato Grosso. Ele nos mostra que ainda vivemos o patriarcalismo, o machismo exacerbado, que somos um estado machista, homofóbico, transfóbico e que não tem respeitado os segmentos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Você disse que somos o estado que melhor aplica a lei Maria da Penha, mas mesmo assim estamos nesse ranking de onde mais morrem mulheres. Como explicar esse paradoxo?

Rosana Leite – Eu explico da seguinte forma: apenas o Sistema de Justiça não é capaz de resolver tudo. Não é possível resolver todo esse problema apenas com a aplicação da lei. Por isso que eu sempre defendo que o aumento de pena jamais vai resolver a situação. Nós vivemos em um país que não socializa e não ressocializa. A ressocialização das pessoas é quase impossível. Um dia cumprindo pena em uma cadeia do Brasil é horrível. Nós precisamos trabalhar a prevenção. A Ultima Ratio do Sistema de Justiça {expressão em latim que significa Último Recurso no Direito Penal} é a prisão do agressor, mas o aumento de pena não resolve. Hoje o feminicídio e o vicaricídio {crime em que o agressor mata uma pessoa próxima a uma mulher, como filhos, pais ou dependentes, no contexto de violência doméstica, com o objetivo exclusivo de causar sofrimento eterno, punir ou controlar a mulher} são os crimes com maiores penas, que são de 20 a 40 anos de prisão, mas somente isso não resolve.

E como você analisa os projetos de lei que ensinam mulheres a se defender com lutas, aulas de tiro e até mesmo os que liberam o uso de spray de pimenta?

Rosana Leite – Eu vejo que não trazem uma solução efetiva. Em uma luta corporal, por exemplo, fatalmente uma mulher perde. Se tem algo que nós somos diferentes é na nossa estrutura física. Imagina o spray de pimenta na mão de uma pessoa que não sabe usar, uma arma na mão de quem não sabe manusear? “Ah, mas nós vamos dar curso. Vamos ensinar a usar”. Mas e a estrutura física, onde fica? Aí eu volto na questão da luta corporal. Em regra, um homem vai vencer a mulher, então será que o uso errado do spray de pimenta não trará uma situação pior? Por isso eu acho que a prevenção através da educação das nossas crianças e adolescentes, desde a tenra infância até a fase da faculdade, é a forma mais eficaz. Temos que incluir nos currículos escolares o que é a violência contra a mulher, o que causa essa violência dentro da sociedade, como ela atinge o quadro familiar e a sociedade. Os presídios brasileiros estão cheios de pessoas que foram vítimas de violência doméstica na infância, ou que presenciaram essa violência. Por essa razão eu defendo que a educação é a forma que temos para garantir a prevenção da violência à médio e longo prazo.

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Agora vamos falar do Nudem. Quais são as maiores demandas do Núcleo?

Rosana Leite – A criação do Nudem aconteceu em 2014, mas nós fazemos a defesa das mulheres desde o advento da LMP. A DPEMT foi uma das primeiras do Brasil a aplicar a LMP, mas o Nudem como Núcleo surgiu a partir de 2014. Nacionalmente a Defensoria Pública fez questão de ampliar o atendimento das mulheres. A LMP foi tão de vanguarda que ela trouxe a necessidade das Varas de Justiça, dos Juizados dentro do Poder Judiciário e dentro da Defensoria Pública de termos núcleos de atendimento especializados. Tivemos o aumento das Delegacias Especializadas e toda essa gama do Sistema de Justiça ajuda no amparo das mulheres em forma de rede para que elas saibam onde pode buscar o atendimento. Aqui na Defensoria Pública nós fizemos questão de ampliar esse atendimento. Nós não atendemos apenas mulheres vítimas de violência, nós atendemos a violência de gênero nacionalmente. Então, toda e qualquer mulher que venha passar por violência, dentro ou fora de casa, pode buscar o Nudem. A violência que mais aporta aqui no Nudem é a violência doméstica e familiar, onde estão as ameaças e a violência psicológica. Esses são os crimes que as mulheres mais narram.

Como você espera encontrar a Lei Maria da Penha daqui 20 anos?

Rosana Leite – Nunca parei para pensar nisso, mas acho que de tempos em tempos nós estamos ganhando mais atuação, mais confiança da sociedade. Em 2019 o Data Senado fez uma pesquisa, ele entrevistou mulheres vítimas de violência e que decidiram não lavrar um boletim de ocorrência. Eles questionaram o porquê delas não terem lavrado o boletim. Nessa época, a LMP estava fazendo 13 anos e essa pesquisa me marcou muito, pois 79% das mulheres responderam que tinham medo de que a violência se tornasse ainda maior, mesmo com uma lei tão importante em mãos. Quer dizer, elas não acreditavam na lei. A sociedade ainda não confia na efetividade da Maria da Penha. Então, eu quero que as mulheres estejam confiando mais na efetividade da lei, que o Sistema de Justiça continue ampliando o seu atendimento, que o Poder Público, que a rede de atenção se debruce em prol dos Direitos Humanos das mulheres. Estamos em época de campanha política, nessa época ouvimos muito falar no enfrentamento à violência contra as mulheres. Só que a pauta nunca chega até onde nós queremos. Por isso que essa pauta deve avançar na política para enfrentar a violência que tem acontecido todos os dias. Mas, acima de tudo, precisamos dar crédito a palavra das mulheres. Todos os dias.

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Mato Grosso

Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano

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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.

A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.

“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.

Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.

Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.

Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.

“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.

Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.

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“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.

A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.

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Mato Grosso

Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

O 4º. Encontro de Cooperativas Nortox realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), foi marcado pelo lançamento de três produtos: duas misturas exclusivas (os inseticidas Typhoon e Tempus) e um herbicida exclusivo, o Raker Top. “A Nortox, que já vem marcando história em lançamentos de misturas exclusivas, agora marca uma nova era de misturas de genéricos com moléculas sob patente. Isso demonstra mais uma vez que a empresa tem sua estratégia bem definida. O lançamento desses produtos foi o ponto alto do 4º. Encontro de Cooperativas”, afirma o diretor comercial da Nortox, João Marcos Ferrari.

Os inseticidas Tempus e Typhoon chamaram muita atenção dos participantes. O Tempus, com ação prolongada e alta eficiência contra lagartas, oferece proteção duradoura em diferentes culturas, combinando o efeito choque do clorpirifós à persistência do clorantraniliprole. O Typhoon, com uma ação forte contra a cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, é uma mistura exclusiva da Nortox, com amplo espectro de proteção contra as pragas do milho e efeito de choque imediato. Os princípios ativos são Clorantraniliprole e Metomil – OD.

Já o Raker Top, grande destaque, é um herbicida seletivo e sistêmico de pós-emergência, formulado com os princípios ativos Nicossulfuron e Tolpiralate. Ele é indicado especificamente para o controle de plantas daninhas na cultura do milho. Além disso, conta com a segurança de dois safeners para um manejo de pós-emergência sem causar fitotoxicidade.

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A programação teve início na quarta-feira (29), com a recepção das equipes, e prosseguiu ao longo de toda a quinta-feira (30), reunindo palestras e apresentações técnicas voltadas às principais tendências do agronegócio e às soluções desenvolvidas pela Nortox para o campo.

Na abertura, o diretor-presidente da Nortox, Romeu Stanguerlin, apresentou a trajetória da empresa, seus resultados e as perspectivas de crescimento previstas no planejamento estratégico até 2030. Em seguida, João Marcos Ferrari destacou a evolução do portfólio da companhia, abordando investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos, nutrição vegetal e sementes.

Ao longo do encontro, também foram apresentados programas voltados às cooperativas, novas estratégias de manejo em fungicidas, soluções para pastagens, avanços na área de herbicidas, além de debates técnicos que promoveram a troca de experiências entre especialistas da Nortox e representantes das cooperativas. A programação contou ainda com palestras de convidados externos, como o economista Igor Barreto, do Itaú BBA, que apresentou uma análise do cenário econômico e das perspectivas para o agronegócio, e do pesquisador Aroldo Marochi, que abordou os desafios relacionados às doenças nas lavouras e ao manejo com fungicidas.

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