Mato Grosso
Mutirão da Cidadania leva serviços e benefícios sociais aos distritos de Ouro Branco e Colorado do Norte

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou, entre os dias 10 e 11 de junho, mais duas edições do Mutirão da Cidadania, desta vez nos distritos de Ouro Branco e Colorado do Norte, no município de Nova Canaã do Norte. A iniciativa, idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes e promovida em parceria com a prefeitura, levou serviços essenciais, benefícios sociais e acolhimento às famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante os dois dias de ação, foram oferecidos atendimentos como emissão de segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito), plastificação de documentos, foto 3×4, orientações sobre os cursos do SER Família Capacita, atendimentos relacionados ao SER Família Habitação, orientações da Van Rosa do SER Família Mulher, emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA), além de palestras sobre bullying e cyberbullying nas escolas dos distritos, atendimentos do Procon e informações gerais sobre os programas do SER Família.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A primeira-dama Virginia Mendes reforçou o compromisso do Governo do Estado em levar cidadania e dignidade às comunidades mais distantes.
“Sabemos das dificuldades que muitas famílias enfrentam, especialmente nas áreas mais afastadas. Por isso, o Mutirão da Cidadania é tão importante. Estamos levando serviços essenciais e acolhimento para quem mais precisa. Ver o retorno positivo das comunidades é o que nos motiva a continuar”, destacou.
Além dos atendimentos, o mutirão garantiu a entrega de 480 cestas básicas com kits de higiene, 120 filtros de barro, 400 cobertores, 200 brinquedos e 200 kits de guloseimas. Os itens proporcionaram mais dignidade e conforto para as famílias beneficiadas, fortalecendo o compromisso do Governo de Mato Grosso com a inclusão social e o bem-estar da população.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Morador do Distrito Ouro Branco, Claudemir Martins Noronha aproveitou a oportunidade para atualizar o Cadastro Único e buscar uma vaga de emprego por meio do Sine-MT.
“Busquei o Sine a procura de uma oportunidade como motorista. Estou desempregado há um tempo. Aproveitei o mutirão também para atualizar o Cadastro Único. É a oportunidade que temos com todos os serviços disponíveis e o atendimento está sendo muito bom. Facilita bastante para a população”, afirmou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Também no Distrito Ouro Branco, dona Adelaide Regina de Lima, moradora há 15 anos, recebeu cesta básica, kit de higiene e cobertor. Vivendo sozinha e sem renda fixa, ela ressaltou a importância da ação.
“Essa ajuda é muito boa, Deus abençoe vocês todos. Só moro eu e Deus, e essa cesta com o kit de higiene e o cobertor me ajudaram bastante. A gente vive com 600 reais, que não dá para custear todas as despesas. Tem que pagar casa, comida, gás, conta de energia elétrica. Então isso aqui é uma bênção. A primeira-dama Virginia Mendes me ajudou muito, que Deus abençoe ela também”, disse emocionada.
O secretário da Setasc, Klebson Gomes Haasgma, destacou a importância de ações que descentralizam os serviços e levam dignidade a quem mais precisa.
“O Mutirão da Cidadania é mais do que uma entrega de benefícios, é uma ponte entre o Estado e a população vulnerável. Ao estarmos presentes nos distritos, estamos ouvindo, acolhendo e garantindo acesso a direitos básicos que muitas vezes são difíceis de alcançar. Essa proximidade faz toda a diferença na vida das pessoas e reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com uma assistência social mais humana, eficiente e inclusiva”, reforçou.
O prefeito de Nova Canaã do Norte, Vinicius Oliveira, celebrou a realização do Mutirão da Cidadania nos distritos de Ouro Branco e Colorado do Norte, destacando a importância da ação para as comunidades mais distantes da sede municipal.
“Essa parceria com o Governo do Estado, com o apoio do nosso governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virginia Mendes, é fundamental. Sozinho o município não consegue alcançar todas as demandas, principalmente das regiões mais afastadas. A população está muito satisfeita com os atendimentos e com a entrega das cestas, kits de higiene, brinquedos e cobertores. É um momento de muita alegria e acolhimento para todos nós”, afirmou o prefeito.
Foto: João Reis | Setasc-MT
No Distrito Colorado do Norte, os serviços também foram muito bem avaliados pelos moradores. Ivanete dos Reis Cruz participou da ação em busca de documentos e informações sobre habitação.
“Vim atrás da segunda via da certidão de nascimento e para saber mais sobre o programa de moradia. Achei ótimo. Muita gente não tem essa informação e aqui tivemos tudo de forma gratuita. Sou muito grata à primeira-dama Virginia Mendes por fazer isso pela nossa comunidade”, destacou.
Tallya Letticia dos Santos Lopes, também de Colorado do Norte, participou pela primeira vez da ação e elogiou os serviços ofertados.
“Achei tudo muito interessante, principalmente por trazerem esses atendimentos até nós, que moramos longe da cidade. Os brinquedos para as crianças foram ótimos, e a cesta básica com o kit de higiene ajudou muito. Nem sempre temos condições de comprar tudo o que precisamos. Quero agradecer a Deus e à dona Virginia. Foi uma grande ajuda para a nossa comunidade”, disse.
Com uma atuação que une cidadania, solidariedade e acesso a direitos, o Mutirão da Cidadania reforça o papel do Estado em transformar realidades e levar dignidade a todos os cantos de Mato Grosso.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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