Mato Grosso
Na 2ª edição da Expedição SER Família Mulher, primeira-dama de MT destaca luta incansável contra a violência doméstica
A regional em Nova Mutum compreende os municípios de Alto Paraguai, Arenápolis, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Nortelândia, Nova Maringá, Nova Marilândia, Santa Rita do Trivelato, Santo Afonso, São José do Rio Claro e Tapurah.
O evento teve a participação especial do grupo de alunos do Centro Social Desenvolver com a peça ‘A Força da União’, e da pastora Ângela Piovesan, com palavras de fé e motivação aos convidados, em especial às mulheres.
“Nós não somos mulheres que se moldam aos padrões desse mundo, que aceitam aquilo que o mundo acha que é normal. Dona Virginia, que Deus te fortaleça todos os dias e te dê saúde para que você possa continuar o chamado de Deus”, disse a pastora.
A primeira-dama Virginia Mendes parabenizou as ações realizadas no município sob a gestão do prefeito Leandro Félix e no âmbito social com a primeira-dama Aline Félix.
“Essa é uma luta de todos nós, é árdua e incansável. Acompanho os noticiários diariamente e toda essa violência me entristece muito. Nós estamos lutando de maneira incansável, mas muito ainda precisa ser feito. Precisamos que o Congresso Nacional tome uma atitude. Ainda existe muita discriminação e não podemos mais aceitar essa condição. Quero parabenizar o prefeito Leandro e a primeira-dama Aline, que têm realizado um lindo trabalho. Fiquei encantada com as ações direcionadas”, avaliou Virginia Mendes.![]()
Ela ainda agradeceu a dedicação de todos os integrantes da rede de combate e enfrentamento, e a dedicação da secretária da Setasc, coronel Grasi Bugalho e do coronel Roveri.
“Todos vocês que estão aqui compondo essa grande rede de segurança merecem o nosso reconhecimento. Quero também agradecer de maneira especial à secretária Grasi por toda sua dedicação em tirar os projetos que idealizei do papel, e do coronel Roveri, que tem sido um grande parceiro”, reconheceu Virginia Mendes.
O prefeito Leandro destacou o diferencial do atual governo, alinhado com as ações voluntárias da primeira-dama.
“Vocês têm mudado a dinâmica do Estado em todas as áreas. Por via de regra, todos deveriam viver em paz, mas a violência doméstica é uma guerra que existe há muitos anos, e nós temos que lutar. Graças a Deus, chegamos a um momento em que todas as forças estão unidas. Nós não vamos medir esforços para que a rede funcione”, salientou.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Roveri, a instituição é a porta de entrada de proteção e acolhimento às vítimas.
“Por meio de uma ligação, todas as forças de segurança estão aptas a atender as ocorrências. O Governo de MT tem feito os aportes necessários para a Segurança, a fim de levar essa expedição para todo o Estado, treinar nossos profissionais para que possam enfrentar esse problema e colher resultados. Parabéns por essa missão, dona Virginia Mendes. Nunca um programa atingiu as vulnerabilidades de acordo com suas especificidades”, afirmou.![]()
“É uma honra receber a Expedição em nossa cidade. Cada palestra, cada palavra dita será muito bem aproveitada. Nosso agradecimento por esse carinho, por escolher Nova Mutum para fazer parte da expedição. A nossa primeira-dama do estado conhece cada detalhe de todos os programas. De fato, ela se preocupa em resolver esse caos que é a violência doméstica e os crimes de feminicídio”, comentou a primeira-dama do município, Aline Félix.
Para a procuradora de Estado, Glaucia Amaral, o programa SER Família encanta porque possui estrutura completa.
“Esse programa fechou todas as pontas com aluguel, assistência social em parceria com Estado e municípios, e Segurança Pública. É incrível conversar com dona Virginia, porque ela sabe de todos os detalhes, imaginou todo esse projeto e se dedica a ele. Quero ressaltar que a rede de enfrentamento funciona sim, opera milagres, como temos visto em alguns municípios, a exemplo de Barra do Garças e Várzea Grande, que batiam recorde em crimes de feminicídio e já sentiram a queda nos números”, compartilhou.
“Se hoje a Polícia Civil Judiciária tem uma coordenadoria, é graças ao apoio que temos de dona Virginia. Foi tudo pensado e criado por ela. Estamos aqui porque o problema da violência doméstica é de toda a sociedade”, lembrou a delegada-geral da PJC, Daniela Maidel.
Também participaram da cerimônia o prefeito de lucas do Rio Verde Miguel Vaz e primeira-dama Janice Terezinha Vaz; o vice-prefeito de Nova Mutum, Alcindo Uggeri; representando o Tribunal de Justiça de MT, a juíza Ana Graziela; a superintendente de Políticas Públicas para Mulheres da Setasc, Miranir Gil; presidente da Igreja Casa da Bênção, pastor Christian; presidente do Conselho Estadual do Direito da Mulher, Cinira Benedita Evangelista; primeira-dama de São José do Rio Claro, Raissuellen Ribeiro; e a primeira-dama de Trivelato, Dirce Hoepers.
Investimentos no Social
Além da adesão do programa SER Família Mulher, o município é assistido pelo Governo do Estado no social através do programa SER Família e sua vertentes: SER Família Inclusivo; SER Família Indígena; SER Família Idoso; SER Família Criança; no período da pandemia 1.468 foram atendidas com o SER Família Emergencial, até o momento 2.388 famílias foram beneficiadas. Investimento de R$ 2,5 milhões. Em ações continuas o investimento soma R$ R$ 1,3 milhões. Ao todo R$ 3,8 milhões aplicados somente no social.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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