Mato Grosso
Nota MT premia 1.004 consumidores no sorteio mensal de fevereiro
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) realizou, nesta quinta-feira (10.02), o terceiro sorteio mensal de 2022 do Programa Nota MT. Foram premiados 1.004 consumidores, sendo 1002 de Mato Grosso e um de Mato Grosso do Sul (Ladário). Um consumidor ganhou duas vezes.
Foram sorteados com prêmios de R$ 10 mil: Gonçalo de Lima Ponce, Jackeline Nascimento Silva e Otoneil Coutinho dos Reis, de Cuiabá; Ana Paula Soares, de Campo Verde; e Sabrina Cássia da Silva Dias, de Lucas do Rio Verde. Os outros 999 ganhadores vão receber prêmios de R$ 500,00.
As instituições sociais indicadas pelos vencedores dos prêmios de R$ 10 mil foram Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC), de Cuiabá, duas vezes; Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Cuiabá; Santa Casa de Rondonópolis e Associação das Obras Sociais Reviver, de Lucas do Rio Verde.
Dos prêmios distribuídos no sorteio desta quinta-feira (10.03), 357 foram para moradores de Cuiabá; Sinop teve 83 premiados; Várzea Grande, 6 ; Rondonópolis 58 e Nova Mutum teve 42. Esse sorteio teve como base o resultado da Loteria Federal desta quarta-feira (09.03). Desde seu lançamento, em junho de 2019, o Nota MT já realizou 43 sorteios.
No decorrer do ano a Sefaz vai realizar mais nove sorteios mensais com prêmios de R$ 500 e R$ 10 mil e três sorteios especiais, com premiações de R$ 50 mil. O próximo sorteio será dia 17.03, o Sorteio Especial de Carnaval, com 05 prêmios de R$ 50 mil.
O secretário adjunto de Relacionamento com o Contribuinte, Jefferson Delgado, coordenador do sorteio, destaca que os consumidores, mesmo não sendo cadastrados no Programa Nota MT, podem doar seus documentos fiscais sem o CPF para uma instituições social, que decorrer do ano, podem receber recursos extras, através do Doe sua Nota.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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