Policial
Novo Batalhão da PM traz segurança aos moradores e empresas do Distrito Industrial de Cuiabá
O governador Mauro Mendes entregou, na manhã desta quarta-feira (29.06), a nova sede do 24º Batalhão da Polícia Militar “Major Thiago Martins de Souza”, em Cuiabá. O novo prédio, localizado no Distrito Industrial, recebeu investimento do Governo de Mato Grosso no valor de R$ 3,766 milhões.
“Essa obra representa muita luta e um sonho de todos os empresários do Distrito Industrial. Há décadas, nós empresários e os moradores aguardávamos por um Batalhão ou Companhia da PM nessa região, e foi nessa gestão que conseguimos concretizar isso, trazendo mais segurança a todos. É uma realização, satisfação, conquista de todos nós, empresas e trabalhadores”, destacou a senadora Margareth Buzetti, que é presidente licenciada da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic).
O governador Mauro Mendes ressaltou que o Governo de Mato Grosso investe na segurança pública em todas as áreas, desde o digital até ao armamento mais moderno.
“O Distrito Industrial é uma área importante com muitas indústrias e residências, e estamos entregano uma sede 100% nova, equipada, moderna e eficiente. O último investimento em obras, como essa, foi feito 1994. Hoje, o Governo de Mato Grosso está construindo batalhões, reformando e construindo mais cinco núcleos da PM, no interior do Estado”.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, ressaltou que a entrega do novo Batalhão da PM é mais uma da série de investimentos que estão sendo realizados pelo Governo nesta área e que resultam diretamente na diminuição dos índices de criminalidade, em Mato Grosso.
“O novo Batalhão irá ajudar toda região com patrulhamento mais ostensivo. A ideia é trazer para a sociedade a sensação de segurança. O governador está fazendo os investimentos e a resposta está na diminuição dos índices de violência. Cuiabá é a segunda capital com menor índice de homicídios e, hoje, com todos os investimentos feitos, o policial trabalha com muito mais satisfação e devolvendo isso para sociedade”, afirmou o secretário Bustamante.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, a nova sede do 24º Batalhão da PM é um “grande ganho para toda a comunidade”, desde a presença de policiamento para a segurança pública e também com o uso das dependências do prédio, que com espaço amplo, podem contemplar a população com cursos e ações sociais.
“Aqui os empresários colocam suas indústrias e empresas, gerando renda e empregos. Com isso, as pessoas que aqui trabalham e residem, também necessitam de segurança. É algo inédito, com a aquisição do espaço realizada pelo Governo do Estado, onde a região contemplada pela grande Pedra 90, Cinturão Verde, Tijucal, Pascoal Ramos, vão ganhar com mais presença física e de rondas da Polícia Militar e isso é bastante significativo para melhoria da segurança pública nessa localidade”, reitera o comandante-geral da instituição.
A nova sede do 24º Batalhão da PM, possui área total de 3.600 m², dos quais 516,85 m² de área construída no pavimento térreo e 485,90 m² no pavimento superior. No local, irão trabalhar os mais de 100 policiais militares que atuam na unidade e que realizam o policiamento de 55 bairros e 60 km² da zona rural da Capital.
O nome do novo prédio é uma homenagem póstuma ao major Thiago Martins de Souza, falecido em abril de 2021, em decorrência da covid-19. A mãe e irmã do major participaram da solenidade de inauguração.
Inauguração da 2º Companhia da PM no bairro Pedra 90
Ainda na manhã desta quarta-feira (29), o secretário Alexandre Bustamante e o comandante-geral da PMMT, coronel Mendes, realizaram a entrega da 2º Companhia da PM pertencente ao 24º Batalhão, no bairro Pedra 90, que passou por uma reforma e recebeu o nome do cabo Élcio Ramos Leite.
O comandante do 24º Batalhão da PM, tenente-coronel Hender Ulisses da Silva, destacou que a nova base de segurança proporcionará um atendimento completo para a comunidade. “Aqui também vamos realizar a lavratura do boletim de ocorrência, com apoio da Polícia Judiciária Civil, com isso a população não precisa realizar grandes deslocamentos. Além disso, continuamos com o policiamento ostensivo, sendo esta base um maior apoio para os policiais militares que compõem o 24º Batalhão”, afirmou o tenente-coronel Hender.
Entre as autoridades que acompanharam o evento de inauguração estavam a secretária de Comunicação, Laice Souza; o secretário-chefe de Gabinete de Governo, tenente-coronel Jordan Espíndola; o senador Wellington Fagundes; a comandante-geral adjunta da PMMT, coronel Francyanne Siqueira Chaves; o subchefe do Estado-Maior Geral da PMMT, coronel Wilker Soares Sodré; o corregedor-geral da PMMT, coronel Fábio Andrade; o comandante do Primeiro Comando Regional da PMMT, coronel Wankley Rodrigues, entre outras autoridades civis e militares.
Fonte: PM MT
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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