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O que as crianças gostam de ler?

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Pesquisa mostra lista de livros infantis preferidos por crianças de até 15 anos

Para comemorar o Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado no dia 18 de abril, o Colégio Positivo realizou uma pesquisa com 992 crianças e jovens de um a 15 anos das cidades paranaenses de Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Ponta Grossa, além das catarinenses Florianópolis e Joinville. O trabalho revela a lista dos livros que as crianças mais gostam – citados por elas mesmas e divididos por idade e sexo. “Sabíamos quais os livros mais indicados por especialistas, professores e críticos literários, mas nunca vimos uma lista de livros infantis indicados de crianças para crianças”, comenta a diretora de marketing das unidades do Colégio Positivo, Patrícia Russo Gibran.

Apenas para os alunos da Educação Infantil (crianças até 5 anos), os pais preencheram a lista dos livros preferidos. No topo do ranking, a fábula dos Três Porquinhos. Nesta fase, a preferência varia bastante de acordo com o sexo da criança. Enquanto os livros preferidos das meninas são sobre princesas, os dos meninos são sobre dinossauros. Outros personagens entre os mais citados foram a Turma da Mônica, João e o Pé de Feijão e Chapeuzinho Vermelho. Com cinco anos, Lúcia Silva Galvão, de Curitiba (PR), citou um livro inusitado de princesas. O título é “Até as princesas soltam pum”, de Ilan Brenman, com ilustrações de Ionit Zilberman. “Ela acha muito engraçado”, comenta a mãe de Lúcia, Suellen Galvão.

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Entre as crianças de cinco a sete anos, o livro preferido é “A Vaca Fotógrafa”, de Adriano Messias, com ilustrações de Jean-Claude R. Alphen. Também é de Adriano Messias o segundo livro mais citado, “Telefante sem fio”, que traz ilustrações do premiado Rogério Coelho. As histórias de princesas continuam sendo as preferidas entre as meninas dessa faixa etária. Outros títulos como “Menina bonita do laço de fita”, de Ana Maria Machado, livros e gibis da Turma da Mônica e mangás também estão entre os preferidos de crianças dessas idades.

A curitibana Júlia Rigotto Oliva, de sete anos, é uma grande devoradora de livros. A atual coleção preferida dela é Bat Pat, do autor italiano Roberto Pavanello. Para recomendar livros e promover a troca entre amigos, ela e a mãe criaram uma página no Instagram chamada Biblioteca da Jujuba. “Com isso, procuramos incentivar a leitura e o consumo responsável”, conta Mariana Rigotto, mãe da Júlia.

Na faixa de oito a 11 anos, três coleções lideraram o ranking. Citados por ambos os sexos, a coleção de Harry Potter, da britânica J.K. Rowling, é a preferida das meninas, enquanto a coleção Diário de um Banana, do cartunista norte-americano Jeff Kinney, é a mais lida pelos meninos. A terceira do ranking é a coleção “A casa na árvore”, do australiano Andy Griffiths, com ilustrações de Terry Denton. Logo em seguida, foram citados o livro “O Pequeno Príncipe”, do francês Antoine de Saint-Exupéry, e a coleção “Homem Cão”, do norte-americano Dav Pilkey, mesmo autor de “Capitão Cueca”, também citado na lista.

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Dos livros da britânica J.K. Rowling, o João Bento, de nove anos, indica o “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. De acordo com o estudante, além de contar uma história legal e emocionante, o livro fala de um menino que não sabia nada sobre seus pais. “De repente, tudo muda quando vai para Hogwarts e descobre que é um bruxo poderoso e sempre foi amado por seus pais”, conta.

As meninas dessa faixa etária mencionaram ainda a coleção “Diário de uma garota nada popular”, da escritora norte-americana Rachel Renée Russell. Com dez anos, as amigas Ana Clara Salini Mirandola e Sofia Henn Godinho, de Joinville, contaram que estão lendo e adorando. Aluna do colégio bilíngue Passo Certo, de Cascavel, Alícia Theresa Leonel da Silva, de nove anos, disse que adora o autor inglês Shakespeare e indicou a obra Romeu e Julieta como a sua preferida.

Best-seller mundial, a série de sete livros do bruxinho Harry Potter é líder isolada da preferência dos jovens de 12 a 15 anos, principalmente entre as meninas. Nessa faixa etária, Diário de um Banana continua sendo a coleção mais lida pelos meninos, e “O Pequeno Príncipe” aparece em terceiro no ranking, escolhido igualmente entre eles e elas. Além de “Diário de uma garota nada popular” e “A casa na árvore”, outros dois títulos aparecem no topo desta lista: a trilogia “Divergente”, da norte-americana Veronica Roth, e a série “Percy Jackson”, do norte-americano Rick Riordan.

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Em Ponta Grossa, outro livro se destacou entre os jovens: Diário de Anne Frank, escrito entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, por Annelies Marie Frank, uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto. “O livro narra momentos vivenciados por um grupo de judeus confinados em um esconderijo durante a ocupação nazista dos Países Baixos”, conta a pontagrossense Joana Queiroz Dias, de 12 anos. “Anne começou a escrever o diário quando tinha apenas 13 anos de idade e faleceu aos 15. A história é muito forte e emocionante”, justifica Laura Menegat Schuinski, de 10 anos.

Veja a lista completa dos livros indicados por idade

1 a 5 anos

1° – Princesas

2° – Os Três Porquinhos

3° – Dinossauros

4° – Chapeuzinho Vermelho

5° – Turma da Mônica

6° – João e o Pé de Feijão

5 a 7 anos

1° – A Vaca Fotógrafa

2° – Telefante sem fio

3° – Princesas

4° – Menina bonita do laço de fita

5° – Turma da Mônica

6° – O Pequeno Príncipe

8 a 11 anos

1° – Harry Potter

2° – Diário de um Banana

3° – A casa na árvore

4° – O Pequeno Príncipe

5° – Homem Cão

6° – Diário de uma garota nada popular

12 a 15 anos

1° – Harry Potter

2° – Diário de um Banana

3° – O Pequeno Príncipe

4° – Divergente

5° – Percy Jackson

6° – Diário de uma garota nada popular

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A pandemia aumentou a compulsão por doces?

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Quem não gosta de um doce? Para a maioria das pessoas, é algo que proporciona prazer. Porém, o exagero pode indicar um transtorno alimentar. Infelizmente, muita gente tem passado dos limites, como foi apontado pela pesquisa da Fiocruz feita em parceria com a UFMG e a Unicamp.

Entre outros indicadores, o estudo mostrou que, entre abril e maio de 2020, quase metade das mulheres está consumindo chocolates e doces em dois dias ou mais por semana. Esse aumento representa 7% a mais do que antes da pandemia.

Inserido no Código Internacional de Doenças (CID), a compulsão alimentar é um transtorno caracterizado por uma perturbação persistente na alimentação e no comportamento que resulta no consumo ou na absorção alterada de alimentos e que compromete a saúde física, social ou emocional.

A pandemia foi um gatilho para quem já possuía um transtorno alimentar e viu o agravamento da doença. Mas outras pessoas desenvolveram o transtorno devido aos fatores emocionais relacionados à crise sanitária.

Os doces provocam a sensação de bem-estar decorrente da liberação de serotonina presente no alimento, o que explica a compulsão. É compreensível nesse momento, já que a imposição do isolamento social trouxe severas crises de ansiedade, estresse e depressão.

No entanto, não é saudável pensar que o chocolate serve apenas como um alento, trazendo bem-estar. O excesso prejudica o corpo de maneiras físicas e psicológicas. Vale lembrar que os brasileiros já consomem três vezes mais doce do que o recomendado, segundo a Organização Mundial da Saúde.

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Médicos e nutricionistas apontam que o açúcar, mesmo em pequena quantidade, ativa mecanismos dentro do seu corpo que não se restringem apenas à obesidade ou alergias alimentares, mas podem também alterar o sistema imunológico e prejudicar nossas defesas. Psicologicamente, a compulsão pode afetar a qualidade de vida.

Alguns sinais da compulsão alimentar envolvem comer mais rápido que o usual ou até se sentir desconfortavelmente cheio, comer grandes quantidades na ausência da sensação física de fome e até sentir desgostoso de si mesmo depois de comer.

O recomendado é procurar um psiquiatra e iniciar sessões de psicoterapia. O tratamento deve ser feito por uma equipe de assistência multidisciplinar composta por nutricionista, psicóloga e educador físico. É importante ainda trabalhar o autoconhecimento e buscar entender como a ansiedade, decorrente da compulsão, está afetando sua qualidade de vida.

(*) Raquel é Psicóloga; Psicoterapeuta Clínica; Coach de carreira; Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental pela CBI of Miami. É ainda Professora Universitária de Pós-graduação em Gestão de Pessoas; Coautora do livro “As Interfaces do Ser Adolescente” e autora do ebook 50 exercícios para alívio da ansiedade.  

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A importância de iniciativas para democratizar o ensino superior

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Fábio Fernandes*

O que impede as pessoas de terem acesso a um curso superior no Brasil? Não é difícil elencar uma série de fatores, culturais e estruturais, que permitem a reflexão para responder a tal questionamento. Porém, é importante dar visibilidade e fomentar possíveis caminhos e iniciativas inovadoras que podem endereçar a solução para alguns destes fatores.

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua anual sobre Educação, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que tem os dados mais recentes datados de 2019, mostrou que apenas 21,4% dos jovens com idades de 18 e 24 anos no Brasil cursam o ensino superior. Este é um dos piores resultados entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um dos principais fatores é a condição financeira das pessoas. Porém, não é apenas dinheiro que falta para as famílias brasileiras, conforme evidenciam outras pesquisas. Também há uma carência de referências e exemplos de quem tenha conseguido trilhar a jornada para iniciar e concluir um curso superior.

De acordo com o Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em média, quase 6 em cada 10 brasileiros (58,3%) cujos pais não tinham o ensino médio completo também pararam de estudar antes de concluir esse ciclo.

É fato, atestado por diversos estudos e indicadores, que o ensino superior traz maiores chances de empregabilidade e com melhores faixas de remuneração. A taxa de desemprego, por exemplo, é de 6% entre pessoas com curso de ensino superior, frente ao índice de 14% do trabalhador sem diploma, segundo a Pnad 2019. A Pesquisa de Empregabilidade do Brasil, realizada pelo Instituto Semesp, aponta que 5,8% dos entrevistados disseram ter renda superior a R﹩ 5 mil mensais antes de concluir um curso superior. Esse percentual passa para 41,4% após o término da graduação.

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As instituições de ensino superior privadas no Brasil, cientes da importância de trabalhar em parceria com os alunos para superar esse desafio, têm se mobilizado, seja em iniciativas conjuntas e em parceria com poder público, como subsídios para o pagamento de mensalidades; ou em projetos individuais com o objetivo de incentivar, democratizar e permitir o acesso ao ensino superior. E mais do que isso: criar condições para que, uma vez inseridos na jornada acadêmica, possam ter, o quanto antes, oportunidades de ter fontes de renda e empregabilidade.

Um modelo inovador de atuação que tem possibilitado ao mesmo tempo o fomento ao acesso ao ensino superior, por um lado, e a geração de renda, por outro, é ilustrado pela figura do consultor educacional.

Trata-se de um profissional que, devidamente capacitado e orientado, passa a atuar como um incentivador para ajudar as pessoas a entenderem que, sim, é possível cursar uma Graduação com investimento acessível, principalmente por meio do Ensino à Distância (EaD). Vale destacar aqui o processo 100% digital, pelo qual todo o processo de orientação e efetivação de matrícula é feito via aplicativo, em dispositivos móveis. Os consultores, por sua vez, são recompensados por comissões em cada matrícula efetivada.

Há ainda a possibilidade para os novos ingressantes no ensino superior seguirem o exemplo, atuando também como consultores para inspirar outras pessoas a seguir o mesmo caminho, tendo uma oportunidade de renda adicional enquanto seguem os seus estudos.

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Esse trajeto pode parecer simples para aqueles que desde os primeiros anos escolares já podem ter traçados os caminhos que levarão para uma faculdade. Entretanto, esse suporte é importante para aqueles que serão os primeiros de suas famílias a entrarem na graduação.

A inovação é uma característica natural dos brasileiros e, mais do que nunca, ela é fundamental na descoberta de novos conceitos e ideias em prol de uma sociedade mais equilibrada, que permita o desenvolvimento social e econômico das pessoas e das comunidades. A educação, sem dúvida, é um dos caminhos para tornar isso possível e há que se celebrar toda e qualquer iniciativa que nos permita uma jornada que contribua para o progresso educacional, econômico e social do País.

*Fábio Fernandes é head do Consultoria Educação, da Kroton

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Para que servem os Embargos de Terceiro?

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*Leandro Facchin

Em uma situação hipotética, imagine que em um determinado dia, o indivíduo descubra que o imóvel de sua propriedade foi arrematado em leilão judicial, decorrente de uma ação desconhecida, na qual sequer figurou como parte. É exatamente em situações semelhantes a essa que os embargos de terceiro entram em cena.

Os embargos de terceiro permitem ao embargante se socorrer do Poder Judiciário para afastar indevida constrição decorrente de processo no qual não participou, visando recuperar a posse ou o pleno exercício da propriedade (usar, gozar e dispor).

Terceiro é quem não realiza pedido e contra quem nada foi pedido, ou seja, não é parte no processo. O que interessa para a configuração da condição de terceiro é que a pessoa cujo bem foi alcançado de maneira indevida não seja “parte na demanda”.

O art. 674, do Código de Processo Civil de 2015 inovou ao prever expressamente os embargos de terceiro em caráter preventivo, quando o patrimônio está sob ameaça de sofrer constrição judicial, devendo, contudo, que essa ameaça seja real e efetiva. Em outras palavras, ainda que a constrição do bem não tenha se efetivado, p. ex. penhora, leilão, indisponibilidade, adjudicação etc., o receio real de que o bem possa vir a ser constrito é o suficiente para que o terceiro se valha dos embargos de terceiro.

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Além disso, a redação do §1º, do mencionado art. 674, passou a conferir a condição de terceiro não apenas ao proprietário do bem, mas também ao fiduciário e ao possuidor.

Ajuizados os embargos de terceiro, o art. 678, do Código de Processo Civil, confere ao terceiro/embargante a possibilidade de buscar a suspensão imediata da medida constritiva que tenha recaído sobre o bem, em caráter liminar, bastando, para tanto, que esteja suficientemente provada a propriedade ou posse do embargante, independentemente da demonstração de risco ou perigo da demora.

Quanto ao prazo, tem-se que o terceiro poderá se valer desse importante instrumento a qualquer tempo no processo de conhecimento, enquanto não transitada em julgado a sentença. No cumprimento de sentença e no processo de execução, os embargos de terceiro poderão ser utilizados até cinco dias após a adjudicação, alienação ou arrematação do bem, entretanto, a jurisprudência tem admitido a elasticidade desse prazo em circunstâncias específicas.

Leandro Facchin é advogado, vice-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT e especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – e-mail: [email protected]

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ALMT – Campanha Fake News II

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