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O que é racismo estrutural?

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PRECISAMOS FALAR DISSO!!!

Professora Susana Ribeiro

É notório que vivemos em uma sociedade que parece pensar que não existe mais racismo nos dias atuais, que essa onda discriminatória é coisa do passado, porém segundo registros e pesquisas não é bem assim que funciona, na realidade e prática social de muitas pessoas. Além disso, é cada vez mais comum presenciarmos cenas preconceituosas explícitas e implícitas no nosso dia a dia, torna – se necessário compreender que o racismo vem se estruturando ao longo dos anos e que continua enraizada em diversas atitudes e vivencias.

O mal da nossa geração é que acabamos naturalizando os malefícios causados aos negros e negras de todas as épocas, principalmente aos que foram arrancados de suas raízes para serem vendidos e escravizados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. O que percebemos é que nos imunizamos tanto das nossas ações que nos tornamos de certa forma pessoas “imparciais” e egoístas ao ponto de pensarmos que não temos culpa de nada disso pois, afinal não estávamos vivos nos séculos anteriores, assim atribuímos toda responsabilidade aos nossos antepassados. É menos doloroso se posicionar assim! Atribuir a culpa aos outros, mas na verdade estamos falando de ações recentes e atuais, dessa geração que se diz tão evoluída e modernizada.

O racismo estrutural é um processo que começa no Brasil desde o momento que chegam os primeiros navios negreiros em meados do século XVI, carregados de homens, mulheres e crianças, para serem vendidos como mercadorias para os senhores de engenhos. Esses mercadores se apropriavam da teoria de “superioridade de raças”, para traficar e escravizar povos africanos, sem sentirem remorsos ou qualquer outro sentimento.

Veja Mais:  Os melhores entre nós

[…] O racismo é revelado em um nível estrutural, pois pessoas negras estão excluídas da maioria das estruturas sociais e políticas. Estruturas oficiais operam de uma maneira que privilegia manifestamente os seus sujeitos brancos, colocando membros de outros grupos racializados em uma desvantagem visível, fora das estruturas dominantes. Isso é chamado de racismo estrutural [..]

(KILOMBA, 2019)

Depois da abolição da escravatura no Brasil em 1888, esse processo de estruturação racial se fortalece ainda mais, pois, de escravizados os negros passam a serem vistos como marginais. Receberam suas cartas de alforria, mas, não tiveram oportunidades de emprego, moradias e nem acesso as escolas para seus filhos, os empregos no Brasil foram ocupados por mão de obra imigrante e branca. Dessa forma, a luta por espaço e igualdade é longa e continua, os enfrentamentos que a sociedade negra encara no Brasil são muitas, e sem deixar de citar que, compõe grande parte da população brasileira e mesmo assim são os menos favorecidos. Segundo o IBGE, os negros (pretos e pardos) eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população. Os brasileiros que se declaravam brancos eram 45,5%.

O dia vinte de novembro não é uma data de festividades, mas, sim um momento em que devemos refletir acerca das lutas e movimentos liderados por grandes nomes da história que almejaram uma vida melhor, onde todos os seres humanos fossem vistos iguais independente de cor ou credo, onde as pessoas compreendessem que não existe raças, nem superiores e nem inferiores que existe apenas o ser humano. Houveram muitos líderes que lutaram por uma vida igualitária e de liberdade de expressão, entre os quais   podemos citar: Nelson Mandela, Martin Luther King, Dandara dos Palmares, Sueli Carneiro (fundadora do Instituto da Mulher Negra – Geledés), entre várias outras figuras de luta e resistência que buscaram e buscam por espaço e acima de tudo respeito e representatividade na sociedade.

Veja Mais:  Sejamos sempre como namorados!

O racismo estrutural existe sim e precisa ser combatido no dia a dia, façamos nossa parte enquanto cidadão que luta por um mundo melhor e mais justo, precisamos quebrar essa máquina geradora de preconceitos na qual fomos formados, precisamos quebrar os estereótipos de beleza imposto pela mídia europeia, precisamos defender as políticas publicas de inclusão, enfim precisamos entender que o racismo é uma ação e que não há neutralidade, ou eu defendo ou prático.

Professora Susana Ribeiro, 31 anos.

Graduada em História – UFMT/ROO;

Atualmente professora na Escola Plena Estadual Silvestre Gomes Jardim.

Cel.: (66)996835298

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Jovem Aprendiz: Muito além da obrigação, um compromisso com o futuro

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Por Ulana Maria Bruehmueller

Aproveitando o dia 1º de maio, gostaria de compartilhar nossa experiência com o programa Jovem Aprendiz.

O programa foi criado no ano 2000 e tornou-se obrigatório para as empresas em 2005. Desde então, temos oportunizado essas vagas, preferencialmente, para filhos e parentes dos profissionais que trabalham conosco. Entendemos que tal medida contribui para a retenção dos profissionais e um maior acolhimento dos jovens.

Temos como objetivo que estes jovens, ao concluírem sua jornada na empresa, estejam mais preparados para ingressar no mercado de trabalho — ou, ainda, possam ser contratados para integrar nosso time.

Ao longo dos anos, acumulamos experiências extraordinárias. Atualmente, 6% dos profissionais, em diversas áreas, iniciaram suas trajetórias por meio do programa — e alguns deles hoje ocupam cargos de liderança.

Outro ponto fundamental é a oportunidade que oferecemos para que conheçam diferentes áreas .Eles estão em um momento decisivo da vida, em que precisam fazer escolhas profissionais, e essa vivência contribui para decisões mais conscientes e assertivas.

O que vemos é uma geração ávida por aprender — mas de uma forma diferente daquela com a qual nós aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos.

Nós, que fazemos parte das gerações Baby Boomers e Geração X, temos um papel fundamental: incentivar e apoiar esses jovens em seu desenvolvimento.

Por isso, é essencial evitarmos falas como:

  • “No meu tempo era melhor.”
  • “Na minha época, as coisas eram mais difíceis.”
  • “Por que vocês não fazem como a gente fazia?”
Veja Mais:  Os melhores entre nós

Essas expressões criam distância.

Dê preferência para :

“Me mostre como você faz.”

Muitos dizem que os jovens só querem ficar no celular.
Mas quantos de nós paramos para perguntar: o que vocês  estão aprendendo? O que estão criando?

Hoje, jovens constroem negócios, comunidades e identidade digital dentro de um celular.

Façamos, então, uma mudança de perspectiva:

Não se trata de vício em meios digitais — trata-se de um novo formato de vida.

Cabe a nós contribuir para que esta geração — e as próximas — possam conduzir o futuro das empresas e da nação, promovendo o crescimento das pessoas e um mundo melhor para se viver.

Ulana Maria Bruehmueller é diretora executiva da Refrigerantes Marajá

Atenciosamente,

Cairo Lustoza 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E AGÊNCIA DE CONTEÚDO

MT: (66) 99915 5731

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Treinar forte é suficiente para proteger o coração?

Publicado

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista

A verdade que a maioria das pessoas fisicamente ativas ainda não entendeu

Você treina. Se alimenta razoavelmente bem. Se sente disposto. E, por isso, acredita que seu coração está protegido.

Mas aqui está o ponto crítico: a Atividade física não é sinônimo automático de saúde cardiovascular. E isso, na prática clínica, é mais comum do que parece.

O erro silencioso dos pacientes “ativos”!!!

Existe um perfil cada vez mais frequente nos consultórios:
* homens e mulheres entre 30–55 anos
* rotina intensa de trabalho
* treinam 3 a 6 vezes por semana
* aparência saudável
* exames básicos “ok”

Mas, ao aprofundar a avaliação, encontramos:
* gordura visceral elevada
* alteração na glicemia
* níveis de insulina elevados
* inflamação crônica de baixo grau
* perda de massa muscular (mesmo com treino)

Ou seja: um organismo metabolicamente desorganizado , mesmo com prática de exercício. O que está por trás disso?
O corpo humano não responde apenas ao exercício.  Ele responde ao conjunto da ROTINA .
E um dos principais mecanismos envolvidos é: Resistência à Insulina

Esse quadro ocorre quando o organismo passa a ter dificuldade em utilizar a glicose de forma eficiente.
Com o tempo, isso leva a:
* aumento da gordura abdominal
* maior risco de diabetes
* inflamação sistêmica
* disfunção vascular

E frequentemente evolui para:  A Síndrome Metabólica . Um dos maiores preditores de doença cardiovascular no mundo moderno.

Veja Mais:  Erradicar a miséria: uma questão econômica ou de consciência? 

Por que o treino, sozinho, não resolve?
Porque ele atua em apenas uma parte do sistema.
O exercício físico:
* melhora a capacidade cardiovascular
* aumenta gasto energético
* estimula ganho ou manutenção de massa muscular

Mas ele não compensa, de forma isolada:
* alimentação desorganizada
* excesso de ultraprocessados
* privação de sono
* estresse crônico
* consumo frequente de álcool
* rotina inconsistente

Em termos simples: você pode estar “treinando bem” e vivendo mal. O mito do “eu já faço minha parte”
Esse é um dos pontos mais delicados. Muitos pacientes utilizam o treino como uma espécie de “proteção psicológica”:
“Eu treino, então está tudo certo.” Mas a fisiologia não funciona por compensação emocional. Ela funciona por equilíbrio metabólico real.

O que realmente define saúde cardiovascular
Hoje, sabemos que o risco cardiovascular é determinado por múltiplos fatores integrados:

Composição corporal: Especialmente a presença de gordura visceral.
Metabolismo : Incluindo glicose, insulina e sensibilidade metabólica.
Inflamação : Processo silencioso que acelera o envelhecimento vascular.
Qualidade do sono: Diretamente ligada ao sistema hormonal e autonômico.
Estresse : Impacta cortisol, pressão arterial e comportamento alimentar.

Fitness ≠ Saúde .Esse é o ponto central do artigo.

Você pode ter:
* boa capacidade física
* bom desempenho no treino
* aparência saudável

E ainda assim ter um risco cardiovascular aumentado.

Porque:
fitness é desempenho.
saúde é funcionamento interno.
E os dois nem sempre caminham juntos.

Veja Mais:  Contra a corrupção, o voto!

O impacto do tempo:
O  fator tempo é decisivo. A desorganização metabólica pode evoluir lentamente, por anos, até se manifestar como:

* hipertensão
* diabetes
* doença coronariana
* eventos agudos (infarto, AVC)

E, novamente, quando isso aparece, o processo já vem de longa data.

A abordagem moderna:  A medicina atual não trata o exercício como solução isolada.

Ela integra:

* treino estruturado (força + aeróbico)
* estratégia nutricional individualizada
* ajuste do sono
* manejo do estresse
* acompanhamento clínico longitudinal

É essa integração que gera proteção real.

O que você deveria ajustar hoje !

Se você já treina, ótimo. Você está à frente da média.
Mas o próximo nível exige:
* entender seu metabolismo
* avaliar sua composição corporal de forma precisa
* analisar seus marcadores inflamatórios
* organizar sua rotina de forma consistente

A verdade que muda o jogo: Não é sobre fazer mais. É sobre fazer certo, com estratégia e acompanhamento.

Conclusão:

Treinar é essencial. Mas não é suficiente.
Saúde cardiovascular real exige visão completa.
Exige método.
Exige constância.
E, principalmente:  exige sair da lógica do “acho que estou bem”, e entrar na lógica do eu sei como está meu organismo.

Reflexão final:
Se você treina para ter performance… Por que não cuidar do seu corpo com o mesmo nível de precisão?

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista | Luminae – Excelência em Saúde
Método ROTINA | Longevidade com estratégia

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Saúde mental no trabalho começa na gestão, não no trabalhador

Publicado

 

*Fernando Wosgrau

 Imagine que uma lei obrigue todas as empresas a gerenciar um risco específico – e não defina quem deve ser o responsável em fazer isso. É exatamente o que ocorreu com a atualização da NR-1 – Norma Regulamentadora nº 1, que estabelece as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho no Brasil.

 A Portaria nº 1.419/2024, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), torna obrigatória, a partir de 26 de maio de 2026, a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de todas as organizações, independentemente do porte. Estresse crônico, sobrecarga, metas inatingíveis, ausência de autonomia e assédio deixam de ser “assunto de RH” e passam a ser riscos ocupacionais documentáveis, sujeitos à fiscalização.

 Os números mostram a urgência. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número em uma década, pelo segundo ano consecutivo. Conforme o Ministério da Previdência Social, a ansiedade e a depressão já formam o segundo maior motivo de pedidos de auxílio-doença, atrás apenas das doenças da coluna.

 Diante desse cenário, surge a pergunta inevitável: quem, dentro das organizações, tem competência para conduzir esse processo?

 A Orientação Técnica SIT nº 3/2023 da Secretaria de Inspeção do Trabalho é objetiva: “Ressalvadas algumas exceções inseridas em Normas Regulamentadoras específicas, não há a definição do profissional responsável pela elaboração/implementação do PGR, cabendo-se observar que o profissional deve ter conhecimento técnico condizente com a complexidade dos perigos e riscos existentes no meio ambiente de trabalho.” Base legal: Art. 157, inciso I, da CLT.

Veja Mais:  Sejamos sempre como namorados!

 Essa abertura gerou disputa entre categorias. Psicólogos e médicos do trabalho apresentam argumentos legítimos sobre suas atribuições. Os profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) integram esse processo na prática, mas sem exclusividade legal estabelecida pela norma.

 Mas há um ponto que ainda não entrou no debate. E que muda tudo. Os riscos psicossociais não nascem no adoecimento do trabalhador. Nascem nas decisões sobre como o trabalho é organizado. E quem organiza o trabalho não é o psicólogo, nem o médico, nem o profissional de SST. É o administrador.

 É ele quem define metas, distribui carga, estrutura hierarquias e constrói – ou destrói – a cultura do ambiente de trabalho. É ele quem decide como o trabalho funciona. E, portanto, é nele que os riscos psicossociais começam.

Esse entendimento já está posto no próprio sistema de Administração. Em maio de 2025, o Conselho Federal de Administração (CFA) foi direto: a gestão de riscos psicossociais é mais papel do administrador do que do psicólogo, porque é o administrador que entende de gestão e processos dentro de todo o contexto empresarial. A pergunta que fica sem resposta é outra: os cursos de Administração já prepararam esse profissional para assumir esse papel?

 Para ocupar esse lugar com consistência técnica, é preciso reconhecer uma lacuna que o currículo ainda não fechou. As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração (DCN) de 2021 incluem “Comportamento Humano e Organizacional” entre os conhecimentos fundamentais do egresso (Art. 3º, I). Há quem defenda que essa previsão já contempla o tema. Essa leitura é generosa, mas generosidade curricular não substitui competência técnica devidamente desenvolvida em sala de aula.

Veja Mais:  Contra a corrupção, o voto!

 O “Comportamento Humano e Organizacional” previsto pela DCN está orientado para produtividade, colaboração e desempenho. A NR-1 exige algo diferente: reconhecer quando a própria organização do trabalho está produzindo adoecimento. Em nenhum artigo da DCN aparecem os termos saúde mental do trabalhador, riscos psicossociais ou adoecimento ocupacional como competências a serem desenvolvidas pelo egresso.

 A norma trabalhista chegou a um ponto que o currículo ainda não alcançou. O curioso é que a solução já está prevista na própria DCN. O Art. 3º, §3º permite que os conhecimentos fundamentais sejam trabalhados como atividades, práticas supervisionadas e áreas de estudo, sem exigir reformulação curricular completa.

 O que falta agora não é só o tempo, a norma entra em vigor no próximo mês. O que falta, em muitos cursos, é a decisão institucional de reconhecer a lacuna e corrigi-la.

 O administrador está no lugar certo. Mas somente vai ocupá-lo com consistência quando a graduação decidir prepará-lo para isso.

 *Fernando Wosgrau é administrador, mestre em Agronegócios, professor de Administração e ex-conselheiro  de Educação (CEE-MT)

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