Mato Grosso
Obras do novo Hospital Júlio Müller estão 80% concluídas

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller estão 80% concluídas. A licitação para a retomada das obras do novo hospital ocorreu em 2020 e a obra foi retomada pelo Governo de Mato Grosso em 2021.
O novo hospital começou a ser construído em 2012, pelo Consórcio Normandia. As obras deveriam ter sido concluídas em 2014, antes da Copa do Mundo, para que a estrutura servisse de apoio médico durante o evento. No entanto, apenas 9% do projeto foi executado, o que levou à rescisão do contrato no final de 2014, ficando paralisada por sete anos.
Após a paralisação, a estrutura ficou abandonada e, em gestões anteriores, chegou a ser condenada devido às condições do terreno, que sofria com alagamentos recorrentes. Além da drenagem, outros problemas apontados como inviabilizadores das obras eram relacionados ao sistema de captação de água e de esgoto.
A partir de 2019, por determinação do governador Mauro Mendes, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) retomou o projeto e realizou todos os estudos necessários para viabilizar a retomada das obras. Toda a estrutura já construída foi escaneada, para definir se poderia ser aproveitada.
Uma nova licitação foi realizada em 2020, na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), no qual a empresa vencedora é responsável pela elaboração dos projetos e pela execução das obras. O Consórcio JL-MBM foi o vencedor do processo e assinou o contrato ainda em 2020. Após elaborar os projetos, as obras recomeçaram em novembro de 2021.
O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacou o trabalho realizado pelo Governo para que a questão fosse solucionada e as obras retomadas.
“No começo de 2019 esta obra estava parada, com o terreno completamente alagado. Nós buscamos todas as soluções necessárias para resolver os problemas que inviabilizavam a construção. Lançamos uma nova licitação e agora a obra já está 80% executada. A verdade é que a retomada desse hospital é fruto de um trabalho iniciado no começo da atual gestão”, afirmou.
O novo hospital é construído em uma parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), que dividem o investimento de R$ 221,1 milhões.
O projeto prevê a construção de oito blocos, 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso, 63 leitos de UTI, além de 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios e diversas áreas de suporte, incluindo um banco de sangue e triagem.
O complexo hospitalar está localizado no km 16 da MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger, e contará com 58,5 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 147 hectares, tornando-se o maior hospital do estado.
A nova unidade será um hospital de referência no estado, tanto no atendimento à população quanto na formação de profissionais de saúde. Com a conclusão da obra prevista para este ano, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), vinculada ao Ministério da Educação do Governo Federal, será responsável por equipar a unidade e por sua administração.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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