Mato Grosso
Orquestra CirandaMundo destaca o som do violão no concerto de setembro
Dando continuidade a Temporada Artística 2019 do Instituto Ciranda, nesta quinta-feira (12.09), a partir das 20h, o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros recebe a Orquestra Sinfônica CirandaMundo, sob a batuta do maestro Murilo Alves, para mais um concerto da série Cerrado. Como sempre, o ingresso é social, dois quilos de alimento entregues no dia da apresentação.
O violonista cuiabano André Marcílio será o solista da noite. Reservado para ele, o Concerto N°1 para Violão, do compositor e maestro italiano Mario Castelnuovo Tedesco, um dos mais prolíficos compositores para violão.
“Trata-se de uma bela peça, composta por Tedesco em 1939. Uma composição cheia de nuances e muito virtuose, de alto nível técnico e artístico. Requer muito foco”, adianta André Marcílio.
André iniciou seus estudos de violão em 2010, logo aos dez anos, sob orientação do violinista Leonardo Yule. Em 2015, ingressou no Instituto Ciranda para estudar fagote. A partir de então, como violonista, foi premiado em diversos concursos nacionais. Destaque para o prêmio especial recebido em 2018 no 10th Internacional Competition for Yung Guitarists André Segóvia, na Alemanha.
“Os estudos no Instituto Ciranda foram indispensáveis para minha formação. Lá eu desenvolvi técnicas mais apuradas e adquirir mais percepção de mundo, senso de grupo e valores importantes que levarei comigo para sempre”, afirma André Marcílio.
O repertório do concerto de setembro exibe ainda obras do compositor romântico Emmanuel Chabrier (Juyeuse Marche e Suite Pastoral) e do francês Maurice Ravel (Pavane pour um enfante défunt).
Instituto Ciranda
Há 16 anos ininterruptos, o Instituto Ciranda desenvolve um programa de educação musical dedicado a crianças e adolescentes em idade escolar. Em 2019, serão mais de mil jovens atendidos em nove polos de ensino distribuídos pelo Estado. São eles: Cuiabá (bairros Boa Esperança e Dr. Fábio), Poconé, Várzea Grande (Bairro São Matheus), Rondonópolis e Chapada dos Guimarães, além dos polos de João Carro e Água Fria, zona rural de Chapada.
Parte das primeiras gerações de instrumentistas formada pelo Instituto Ciranda, hoje, ensina para novas gerações de músicos, teoria e técnicas, leitura de partituras e prática em conjunto. “Desde sua criação, em 2003, a instituição vem transformando vidas ao tempo em que forma novas plateias, novos instrumentistas, professores e cidadãos”, comemora o maestro Murilo Alves, presidente do Instituto.
O Instituto Ciranda – Música e Cidadania é um dos 32 Pontos de Cultura apoiados pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer.
Serviço
Temas: Orquestra CirandaMundo destaca o som do violão no concerto de setembro
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Data: Quinta-feira (12.09)
Horário: 20h
Quem pode participar: Livre para todas as idades
Ingresso: 2 kg de alimentos
Outras informações: (65) 3623-1239
Assessoria de Imprensa: WhatsApp (65) 98425-1443
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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