Mato Grosso
OSS descumpre contrato e Estado passa a administrar Hospital Regional de Sinop
O governo do Estado determinou a intervenção no gerenciamento e na operacionalização e execução dos serviços de saúde no Hospital Regional de Sinop, até então administrado pelo Instituto Gerir. A intervenção terá a duração até o fim deste mês de janeiro, dia 31.
O decreto com a medida foi publicado no Diário Oficial do estado desta quinta-feira (17.01) e foi assinado pelo governador Mauro Mendes. A decisão do Estado em retomar a gestão da unidade hospitalar foi baseada em critérios técnicos de avaliação do contrato com a OSS. No mesmo decreto, o governo nomeou como interventor do hospital o servidor Jean Carlos Alencar da Silva.
De acordo com o Relatório Trimestral de Acompanhamento do Contrato de Gestão de nº 001/SES/MT/2018, realizado pela Comissão de Monitoramento, Controle e Avaliação, houve uma série de descumprimentos e de execuções indevidas do contrato por parte do Instituto Gerir.
O relatório cita que o instituto não realizou a retenção mensal do percentual mínimo de 3% (três por cento) dos valores recebidos, que era previsto no contrato. Além disso, durante a gestão do hospital pelo instituto, ocorreram várias paralisações e suspensões de diversos atendimentos, gerando instabilidade administrativa e insegurança ao usuário do SUS estadual.
Outro relatório de auditoria formulado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) também apontou irregularidades e recomendou, entre outras medidas, a instauração de processo intervenção no Hospital Regional de Sinop, nos termos da Lei Complementar 583/2017.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, explicou que a gestão feita pelo instituto tem colocado em risco o cumprimento das obrigações assumidas no contrato de gestão. Desta forma, cabe ao Estado, através da secretaria, assumir a execução dos serviços pactuados a fim de manter a sua continuidade.
“As causas acima implicam, isoladamente ou em conjunto, iminentes riscos quanto à regularidade do gerenciamento empreendido pela Organização Social contratada e o descumprimento das obrigações assumidas no Contrato de Gestão”, destacou o secretário, no decreto.
O secretário Gilberto Figueiredo viajou nesta manhã para Sinop para comunicar a decisão da intervenção do Estado aos servidores e funcionários do Hospital Regional de Saúde. Às 16 horas, no Hospital Regional, ele concederá coletiva para a imprensa local.
Objetivos da intervenção
A intervenção tem como objetivos recuperar a regularidade do gerenciamento empreendido no Hospital Regional de Sinop, a fim de evitar a paralisação da prestação de serviços de saúde aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde); cumprir as obrigações não adimplidas pela Organização Social contratada, previstas no Contrato de Gestão, imprescindíveis à continuidade e melhora da prestação dos serviços públicos de saúde e apurar a responsabilidade pelas causas determinantes deste ato de intervenção e por quaisquer outras irregularidades no gerenciamento do hospital ou inadimplemento de obrigações que porventura sejam apontadas pela Comissão Permanente de Contratos de Gestão no curso do prazo da intervenção.
O interventor deverá compor grupo de Trabalho para em conjunto ou isoladamente proceder ao levantamento da situação Gerencial do Hospital; instaurar procedimento administrativo, e se necessário Tomada de contas no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da publicação do ato respectivo, para apurar as causas determinantes da medida, e definir responsabilidades.
Nesse período deverá ser realizado o levantamento de todos os débitos financeiros em aberto junto a fornecedores, empregados/Recursos Humanos e terceiros e providenciar inventário dos bens e equipamentos, além dos respectivos laudos da situação do hospital. A Organização Social Gerir deverá apresentar o relatório patrimonial e financeiro do Hospital até a data em que permaneceu da direção da Unidade.
Mato Grosso
Mato Grosso recebe mais de R$ 14,84 milhões do Governo do Brasil para ampliar infraestrutura cultural
Desde 2023, investimentos contemplam nove municípios mato-grossenses com cinco CEUs da Cultura e três unidades do MovCEU. Em todo o país, aportes federais em infraestrutura cultural já superam R$ 699,8 milhões

Os investimentos reforçam a democratização do acesso à cultura e ampliam a oferta de equipamentos culturais em territórios urbanos, periféricos e rurais. Fotos: Giba/ MinC
Desde 2023, os investimentos federais em infraestrutura cultural em Mato Grosso ultrapassam R$ 14,84 milhões, alcançando nove municípios e beneficiando uma população estimada em 1,46 milhões de pessoas. Os recursos são destinados à implantação de novos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) da Cultura e à ampliação da rede de equipamentos culturais itinerantes MovCEUs, fortalecendo o acesso à cultura, a inclusão social e o desenvolvimento territorial em todas as regiões do estado.
Mato Grosso conta com cinco CEUs da Cultura em implementação, somando investimentos de R$ 13,02 milhões por meio do Novo PAC. As unidades estão distribuídas nos municípios de Campo Verde, Poconé, Várzea Grande e dois na capital do estado, Cuiabá.
O estado também recebeu três unidades do MovCEU, com investimentos totais de R$ 1,83 milhão do Novo PAC e do Ministério da Cultura (MinC). Uma unidade já foi entregue, beneficiando o município de Vila Bela da Santíssima Trindade. Duas unidades estão previstas para Diamantino e Peixoto Azevedo.
NACIONAL – Desde 2023, os investimentos federais em infraestrutura cultural no Brasil ultrapassam R$ 699,8 milhões, distribuídos em 372 municípios. A estratégia nacional reúne a implantação de 225 novos CEUs da Cultura, a retomada de 23 obras dos CEUs das Artes e a expansão da rede MovCEU, que contará com 124 unidades financiadas pelo Governo do Brasil em todas as regiões do país.
Do total nacional, R$ 574,97 milhões foram destinados aos novos CEUs da Cultura, por meio do Novo PAC. Outros R$ 54,01 milhões foram investidos na retomada das obras dos CEUs das Artes. Nos MovCEUs, foram R$ 70,82 milhões, sendo R$ 40 milhões do Novo PAC. Os investimentos reforçam a democratização do acesso à cultura e ampliam a oferta de equipamentos culturais em territórios urbanos, periféricos e rurais.
REGIÕES – Regionalmente, o Nordeste concentra o maior volume de investimentos federais em infraestrutura cultural, com R$ 268,07 milhões. Em seguida aparecem o Sudeste, com R$ 149,98 milhões; o Sul, com R$ 114,79 milhões; o Norte, com R$ 94,01 milhões; e o Centro-Oeste, com R$ 62,74 milhões.
CEU E MOVCEU — O CEU da Cultura é um equipamento público que integra arte, educação, esporte, lazer, meio ambiente e cidadania, com foco em comunidades em situação de vulnerabilidade social. O MovCEU, por sua vez, é de uma van adaptada para levar cultura a pequenas cidades, assentamentos rurais e populações tradicionais em territórios afastados dos centros urbanos ou em áreas periféricas. O veículo é equipado com biblioteca, estúdio para produção e edição audiovisual, óculos de realidade virtual, palco montável, projetor e telão, além de recursos que permitem a realização de apresentações, cinema ao ar livre e oficinas de formação artística e produção cultural.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Mato Grosso
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Por Bruna Pinheiro / Formad
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