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Poder Legislativo debate proposta para promoção da saúde e da segurança nas escolas de MT

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Entre 2002 e 2023, o Brasil registrou 23 ataques violentos em escolas, sendo que dez deles ocorreram de agosto de 2022 até o dia 05 de abril, quando quatro crianças foram assassinadas em uma creche em Blumenau (SC). O número de pessoas mortas, incluindo agressores que cometeram suicídio, chega a 39 pessoas, das quais 27 eram estudantes e cinco professores, segundo levantamento de grupos de pesquisa de conflitos escolares da Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desde janeiro de 2023, 18 projetos de lei foram apresentados com intuito de conter a violência e promover um ambiente saudável e seguro nas escolas. São iniciativas que vão desde a proposta de instituição da “Política de Saúde Mental na Rede de Ensino do Estado de Mato Grosso”, por meio de PL 490/2023, até o projeto que torna obrigatória a instalação de pelo menos um botão de pânico para acionar a polícia em caso de emergência, por meio do PL 1033/2023.

Os atos de extrema violência nas escolas não são casos isolados. De acordo com especialistas, os ataques decorrem de uma série de comportamentos que são registrados todos os dias nas escolas, como preconceito, intolerância, desrespeito, agressões físicas e verbais. Solucionar o problema da violência nas escolas passa por uma ação interdisciplinar que envolve áreas da segurança pública, educação e saúde coletiva.

O professor aposentado do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Naldson Ramos Costa, explica que a questão da violência perpassa pela educação, segurança, saúde mental, família, exigindo a implantação de políticas públicas de modo em geral que ajudem toda a comunidade a resolver os conflitos e distúrbios que acontecem dentro de uma escola.

“Quando se analisa o perfil de jovens que cometem esses atos, é possível identificar que a maioria manifestou algum problema anteriormente, como distúrbios de aprendizagem, indisciplina, são vítimas de bullyng têm problemas familiares. Enfim, é preciso que haja um acompanhamento psicossocial dentro das escolas que ajude os profissionais da educação a identificar e resolver esses conflitos. Sem o devido preparo, muitas vezes os alunos são transferidos para outra unidade, sem que o problema de fato seja resolvido”, explica Naldson Ramos.

Para a psicóloga do Departamento de Psicologia da UFMT, Luciana Dadico, quando crimes de grande repercussão como os registrados nas últimas semanas acontecem, é comum tentar individualizar o problema, abordando apenas o perfil daquele agressor em questão. “A violência, entretanto, tem um aspecto muito mais amplo, que inclui questões de políticas pedagógicas. Ações como instalação de detectores de metais, militarização das escolas são reflexos do medo que atinge a todos. Mas é preciso tratar o problema, identificar os fatores que estão desencadeando a violência, trazer os valores democráticos como respeito, tolerância para dentro do ambiente escolar”.

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT), autor dos projetos de lei 490/2023, que trata da política de saúde mental nas escolas, e do PL 973/2023, que dispõe sobre a inserção de profissionais da área de serviço social e de psicologia nas redes de ensino público, afirma que a presença destes profissionais sempre foi importante e que, com o crescimento dessas redes de ódio, de fake news, se tornou mais necessária. “Os professores não têm formação para fazer o acompanhamento desses alunos e dos próprios servidores de educação. Hoje os municípios e estados já podem contratar esses profissionais, pois está previsto em lei federal. É preciso investir na saúde, não é só com polícia e detector de metais que vão conter a violência, é preciso política pública de forma ampliada”.

O autor do PL 1033/2023, deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), que propõe a instalação do chamado “botão do pânico” nas escolas, acredita que a ferramenta possa tornar o atendimento em casos de emergência mais rápido, além de ajudar a inibir os ataques. “O botão de pânico é uma medida simples e eficiente para permitir o contato direto entre a escola e a polícia local em casos de emergência, garantindo uma resposta rápida e eficaz em situações de perigo. Além disso, a instalação do botão de pânico pode prevenir situações de risco, uma vez que a presença do equipamento pode inibir potenciais agressores”.

Para Karine dos Santos Araújo, conselheira e coordenadora da Comissão de Educação do Conselho Regional de Psicologia em Mato Grosso (CRP), não há uma solução única para tornar as escolas mais seguras, sendo necessário um esforço contínuo que envolva diversos atores da sociedade. “Quando pensamos em promover a saúde e o bem-estar na escola, em reduzir a violência, nos comprometemos com o futuro e com o desenvolvimento de nossas crianças e adolescentes, bem como dos demais atores envolvidos no contexto escolar, que também precisam ser considerados”.

Implementação – Desde 2019, a Lei Federal n° 13.935 estabelece que as redes públicas de educação básica devem contar com serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação, por meio de equipes multiprofissionais. O prazo para cumprimento da lei, estabelecido na mesma, seria de um ano, porém, com a pandemia e outras dificuldades relacionadas a questões orçamentárias, a Lei n° 13.935 até hoje não está de fato implementada.

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De acordo com o Conselho Regional de Psicologia (CRP), desde a aprovação da lei, o Sistema Conselhos de Psicologia e o de Serviço Social têm realizado ações como promoção e participação de audiências públicas e a realização de incidências junto às entidades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo dos estados e municípios para que haja a regulamentação da lei. “Em Mato Grosso, realizamos audiências públicas na ALMT e na Câmara de Vereadores de Cuiabá em 2021. Além de reuniões com Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, Ministério Público para acompanhar o processo no estado”, explica Karine dos Santos Araújo.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), atualmente existem 30 profissionais da psicologia e da assistência social atuando nas Diretorias Regionais de Ensino (DREs) em atendimento às unidades escolares desde 2022. Em 2023, segundo a secretaria, haverá a implantação dos cargos nas unidades escolares por meio de terceirização.

Confira os Projetos de Lei em apresentados este ano na ALMT:

  1. PL 26/2023 – Institui Política Estadual de Combate ao Suicídio de Crianças e Adolescentes (PECSCA) – Deputado Eduardo Botelho
  2. PL 490/2023 – Institui a Política de Saúde Mental na Rede de Ensino do Estado de Mato Grosso – Deputado Valdir Barranco (PT)
  3. PL 63/2023 – Estabelece medidas protetivas e procedimentos para os casos de violência contra os servidores do quadro da Secretaria da Educação do Estado de Mato Grosso e estabelece outras providências – Deputado Thiago Silva (MDB)
  4. PL 202/2023 – Institui a Política Estadual de Atenção Neurológica e Sensorial nas Comunidades Escolares – Deputado Ludio Cabral (PT)
  5. PL 618/2023 – Institui a Semana Estadual de Segurança nas Escolas, no âmbito do Estado de Mato Grosso – Deputado Valdir Barranco (PT)
  6. PL 279/2023 – Institui nas escolas da Rede Estadual de Ensino o Programa “Estudante Frequente”, com intuito de combater a evasão escolar e resguardar a integridade dos alunos – Deputado Valdir Barranco (PT) –
  7. PL 290/ 2023 – Dispõe sobre a comunicação aos órgãos de segurança pública, acerca da ocorrência ou de indícios de violência doméstica, familiar, sexual e/ou outras formas de violência, inclusive as autoprovocadas, contra crianças e adolescentes, no âmbito das instituições de ensino do Estado do Mato Grosso. – Deputado Valdir Barranco (PT)
  8. PL 376/2023 – Cria o Programa de Suporte Emocional para Crianças e Adolescentes nas Escolas Públicas do Estado de Mato Grosso e dá outras providências – Deputado Valdir Barranco (PT)
  9. PL 386/2023 – Estabelece diretrizes para o Programa Estadual de Valorização da Vida nas escolas de Mato Grosso – Deputado Valdir Barranco (PT) –
  10. PL 525/2023 – Institui a Política Estadual de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares – Deputado Valdir Barranco (PT) –
  11. PL 693/2023- Institui a Campanha de Conscientização sobre a Depressão Infantil e na Adolescência no âmbito do Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Deputado Max Russi (PSB) –
  12. PL 769/2023 – Dispõe sobre o programa de medidas educativas de proteção à criança e ao adolescente, contra a violência, o uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis e dá outras providências – Deputado Sebastião Rezende (União)
  13. PL 926/2023 – Institui a Política Estadual de apoio ao acesso periódico de palestras educativas sobre questões sociais nas instituições de ensino do Estado de Mato Grosso e dá outras providências – Deputado Alex Sandro (PSB)
  14. PL 941/2023 – Dispõe sobre a criação do Programa Saúde na Escola no âmbito da rede municipal e estadual de ensino do Estado e dá outras providências – Deputado Paulo Araújo (PP)
  15. PL 973/2023 – Dispõe sobre a inserção de profissionais da área de serviço social e de psicologia nas redes de ensino público do Estado de Mato Grosso – Deputado Valdir Barranco
  16. PL 992/2023 – Dispõe sobre a instalação de portais com detectores de metais nas Escolas da Rede Pública de Ensino do Estado de Mato Grosso e dá outras providências – Deputado Fabinho (PSB) –
  17. PL 1030/2023 – Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de sistema de segurança baseado em monitoramento por meio de câmeras de vídeo nas escolas públicas estaduais do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências. – Deputado Wilson Santos (PSD)
  18. PL 1033/2023 – escolas da rede pública e privada do Estado deverão contar com pelo menos um botão de pânico, que permita o contato direto com a polícia local em caso de emergência – Deputado Elizeu Nascimento (PL)
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Fonte: ALMT – MT

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Evento esportivo bancado com recursos públicos tem participação de candidata questionada pelo TRE-MT

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Liminar determina que candidata não participe de cerimônias oficiais como oradora, homenageada ou responsável por premiações; competição está mantida

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou que a candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira Cróco de Souza seja impedida de exercer qualquer protagonismo institucional nas próximas etapas da Copa Integração 2026, realizada em Rondonópolis.

A decisão foi assinada nesta segunda-feira (7) pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Flávio Fraga e Silva, em representação apresentada pelo candidato a deputado estadual José Carlos Junqueira de Araújo. Também são representados no processo o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira de Souza, e o secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Alberto Pereira Júnior.

Segundo a representação, o município firmou Termo de Fomento com o Instituto Amor e Vida (IAV), no valor de R$ 1,048 milhão, para a realização da Copa Integração. O evento é classificado pela própria administração municipal como de caráter social, voltado à inclusão, integração comunitária e fortalecimento da cidadania.

O questionamento surgiu após a cerimônia de abertura, realizada em 29 de agosto, quando Alessandra, que não ocupava função institucional no município, subiu ao palco oficial, recebeu o microfone e discursou diante dos participantes. De acordo com a decisão, o episódio foi registrado e divulgado tanto pelo perfil do Instituto Amor e Vida quanto pelo perfil pessoal do prefeito, marido da candidata.

Juiz vê indícios de uso promocional

Na análise preliminar, o magistrado entendeu haver probabilidade do direito alegado e risco de repetição da conduta. A decisão aponta que a legislação eleitoral proíbe agente público de fazer ou permitir uso promocional, em favor de candidato, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo poder público.

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Para o juiz, os elementos apresentados indicam três pontos: o caráter social da Copa Integração, o financiamento público de R$ 1.048.160,00 e indícios de uso promocional da participação de Alessandra no evento. A decisão ressalta, porém, que a responsabilidade individual de cada representado ainda será analisada após a apresentação das defesas e a instrução do processo.

Competição não foi suspensa

A liminar não determinou a paralisação da Copa Integração. O TRE-MT decidiu preservar a continuidade da competição, mas neutralizar eventual utilização promocional do projeto em benefício da candidata.

Com isso, Alessandra não poderá, nas próximas cerimônias, atuar como oradora, homenageada, entregadora de premiações ou exercer qualquer outra forma de protagonismo institucional. Também fica proibida a concessão de palco, microfone ou espaço oficial que possa associar sua candidatura ao projeto.

O município, o Instituto Amor e Vida e os canais de comunicação vinculados ao projeto também foram proibidos de produzir ou impulsionar novas publicações que destaquem a candidata ou reproduzam sua participação de forma promocional. As publicações já existentes foram preservadas para fins de prova e não deverão ser removidas.

Prefeitura terá cinco dias para apresentar documentos

O juiz determinou ainda que a Prefeitura de Rondonópolis e o Instituto Amor e Vida apresentem, no prazo de cinco dias, a documentação integral relacionada ao Termo de Fomento, incluindo plano de trabalho, justificativa de inexigibilidade, cronograma de desembolso, prestação de contas e comprovantes de execução.

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Também deverá ser comprovada eventual existência de programa idêntico ou equivalente em exercício anterior, com autorização legal e execução orçamentária, questão relacionada à exceção prevista no artigo 73, §10, da Lei Eleitoral.

O processo segue agora para apresentação das defesas e manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral. A decisão foi proferida em caráter de urgência devido à proximidade das próximas etapas da competição.

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Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis

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Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria

A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.

Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.

Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.

A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.

O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.

Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.

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E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

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Foto- Assessoria

A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.

Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.

O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.

Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.

A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.

E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.

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A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.

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