Mato Grosso
Polícia Civil esclarece tentativa de roubo em residência em Novo São Joaquim e prende suspeito

Uma tentativa de roubo a um imóvel, ocorrida na madrugada desta terça-feira (11.3) em Novo São Joaquim, foi esclarecida pela Polícia Civil, com a prisão em flagrante do autor poucas horas após o crime. O suspeito, de 21 anos, é monitorado por tornozeleira eletrônica e há poucos dias tinha realizado um trabalho na residência da vítima.
As investigações iniciaram pela manhã, quando a vítima procurou a Delegacia de Novo São Joaquim, relatando que estava dormindo em sua residência, quando foi surpreendido por um homem com um pedaço de madeira nas mãos fazendo ameaças e pedindo dinheiro.
Segundo as informações, o suspeito usava uma camiseta para ocultar o rosto e um isqueiro para iluminar os cômodos. Quando o suspeito pediu novamente o dinheiro, a vítima o reconheceu como a pessoa que havia trabalhado em sua residência carregando o cascalho.
A vítima disse que não tinha dinheiro e que estava doente, ocasião em que o suspeito, após subtrair alguns objetos, fugiu do local, deixando o pedaço de pau na residência.
Diante das informações passadas e do reconhecimento do autor do crime, os policiais da Delegacia de Novo São Joaquim iniciaram as diligências, conseguindo localizar o suspeito em um bar da cidade. Com ele, foi encontrado um frasco de perfume subtraído da vítima.
Diante das evidências, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Campos de Júlio, onde após ser interrogado pelo delegado José Mauro Dias de Souza, foi autuado em flagrante pelo crime de roubo tentado, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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