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Polícia Civil prende executores de sete homicídios ligados ao tráfico em Pontes e Lacerda

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Investigações da morte de sete pessoas na cidade de Pontes e Lacerda, comandadas pelas Delegacias Regional e Municipal de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste), por meio do  Núcleo de Inteligência, identificaram que membros da associação criminosa usaram três armas de fogo para a execução das vítimas, armas modelo pistola da marca Luger, daí o nome da operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (22.11), em quatro cidades de Mato Grosso e uma de Goiás.

Para a operação a Justiça da comarca expediu oito mandados de prisões temporárias (30 dias) e nove buscas e apreensão contra os criminosos que estão diretamente ligados a homicídios dolosos de pelo menos sete pessoas, assassinadas nos anos de 2016, 2017 e 2018.

Tiveram mandados de prisão decretados: Fabrício Gomes Gonzaga, 31 anos, e Lázaro Vieira Rodrigues, 37 anos,  Natália Putare Oliveira, 21, ambos pela prática de homicídio qualificado, motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e associação criminosa armada. Outros cinco suspeitos: Natália Putare Oliveira, 21, Maria Aparecida da Silva Lima, 57, João Batista da Costa, 62,  Guilhermina Gonçalves, 46, e seu filho Guibson Gonçalves, 24, também tiveram as prisões decretadas por estarem associados aos crimes.

Os mandados de prisão foram cumpridos em Pontes e Lacerda e na cidade do estado de Goiás, Mozarlândia. Nove buscas foram realizadas nos municípios mato-grossenses de Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Lacerda, Conquista do Oeste e de Pontes e Lacerda.

O suspeito Lázaro é apontado como uma das lideranças criminosas. Ele  foi preso em Mozarlândia (GO), onde também foi presa sua mulher, Natália Putare Oliveira.

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Lázaro teve dois mandados de prisão expedidos na investigação dos assassinatos em Pontes e Lacerda.  Ele já tinha sido  preso na   cidade de Heitoraí, estado de Goiás, após ser flagrado com mais de 200 quilos de droga e armas de fogo. Na mesma ocasião, outros dois comparsas e executores (Wemerson Bruno Gonçalves (Bidú) e  Weverson Gonçalves da Costa (Nenê)) foram mortos durante o confronto ocorrido no dia 15 de março de 2018, no município goiano de Heitoraí.

Segundo a investigação, a arma de fogo utilizada nas mortes de Renato Santos Barbosa, Edmar Rodrigues de Freitas e Vlader Ronaldo Leite Ribas é mesma, uma pistola calibre 9mm, conforme laudo pericial de comparação dos projéteis e estojos. Já Eder Bispo Dos Santos e Francisco Barros de Lima foram mortos com outra arma de fogo.

As investigações desenvolvidas em inquéritos separados, apontam que o suspeito Fabrício Gomes Gonzaga está relacionada às mortes de Vlader Ronaldo Leite Ribas, 19 anos, (13/08/2016), Renato Santos Barbosa, 28 anos (05/07/2016), e Edmar Roberto de Freitas, 33 anos (22/07/2016). Em interrogatório sobre o assassinato de Vlader Ronaldo Leite Ribas, o suspeito Fabrício Homes  assumiu sozinho a autoria do crime, mas indícios  apontam que ele estava na companhia de outros. Um deles é Wemerson Bruno Gonçalves, conhecido por “Bidú”, que foi morto em confronto policial no estado de Goiás.

No inquérito do assassinato de Eder Bispo dos Santos (13/07/2017), as investigações atribuem à autoria do crime para  Lázaro, Bidú e Nenê ( ambos mortos em confronto no Estado Goiás). Eles são apontados como  executores da vítima com uso de uma pistola 9mm. O crime teve a participação de uma mulher (Natália Putare Oliveira), esposa de Lázaro, que o auxiliou durante o tempo em que ele necessitou para confirmar o endereço da vítima até que fosse finalmente executada. Segundo investigação, Lázaro e os comparsas ficaram vários dias “monitorando” a vítima a fim de propiciar o melhor momento para execução.

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A perícia de confronto balístico realizada na pistola 9mm Luger, apreendida no dia 29/06/2018 durante as investigações, na casa da irmã do suspeito Lázaro, deu positivo para a arma usada nos homicídios de  Wanderson Morais Almeida e sua filha de dois anos, além da tentativa contra a esposa e mãe da criança, que ficou ferida devido os disparos. O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro de 2018.

Também estão relacionados ao assassinato da vítima Wanderson (que tinha ligação com o tráfico de drogas) e sua filhinha, os suspeitos: Natália Putare Oliveira, Maria Aparecida da Silva Lima, João Batista da Costa, Guilhermina Gonçalves e seu filho Guibson Gonçalves.

O casal João e Maria são pais de Weverson Gonçalves da Costa,  o “Nenê” (morto em GO). No casa do sítio deles foram encontrados arma de fogo e munições, confirmando assim “que não se trata apenas de mortes isoladas, mas de verdadeira quadrilha voltada a tal fim, com a participação dos executores e familiares, estes sabendo do intento daqueles, os auxiliava guardando armas de fogo e tirando proveito do lucro oriundo da execução de tais crimes, pois não se trata de crimes gratuitos, mas cometidos mediante paga ou promessa de recompensa, ou seja, a mando de alguém”, destaca trecho do relatório do pedido de prisão do delegado regional Rafael Scatolon.

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Na operação foram apreendidas armas de fogo (espingardas), munições, aparelhos celulares, roupa camuflada e outros itens.

Nome da Operação

Luger é uma antiga pistola fabricada na Alemanha, considerada o maior souvenir da Segunda Guerra Mundial e adotada pelo Exército Alemão em 1908, por conta disso levou o nome de Luger P08. A pistola foi patenteada por George Luger, que aprimorou a arma e iniciou a produção em série.

Apoio operacional

Em Goiás, dois mandados de prisão foram cumpridos pela equipe do delegado de Pontes e Lacerda, Carlos Augusto do Prado Bock, com apoio do delegado Gilvan Borges de Oliveira, da Delegacia de Mozarlândia (GO).

Em Mato Grosso, a operação tem a participação de policiais civis das Delegacias Regional e Municipal de Pontes e Lacerda, Vila bela da Santíssima Trindade, Comodoro, Jauru, Nova Lacerda e policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE) de Cuiabá. O efetivo empregado foi de 55 policiais civis.

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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