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Polícia indicia 56 membros de facção criminosa no Sul de MT

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Foto: Assessoria-PJC

A Polícia Judiciária Civil indiciou 56 membros da facção criminosa que tentava implantar uma espécie de milícia em cidades do Sul de Mato Grosso. Os criminosos foram desarticulados na operação “Insurgente”, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Primavera do Leste, Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Pedra Preta, Alto Araguaia e Poxoreu, no dia 27 de julho.
Os alvos da operação, coordenada pela Delegacia de Primavera do Leste e pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), foram indiciados por crime de organização criminosa (pena de 03 a 08 anos) e alguns, que estavam aliciando também adolescentes para prática de crimes, vão responder por corrupção de menores (de 01 a 04 anos de pena).
No caso dos investigados que já se encontravam nas unidades prisionais será realizada a somatória dos crimes atuais aos anteriormente por eles praticados.
Provas produzidas pela investigação tiveram autorização da Justiça para serem compartilhadas com outras unidades, que estão com investigações ligadas a crimes praticados por membros da facção criminosa.
Em audiência de custódia, nesta semana, os presos de Primavera do Leste tiveram as prisões mantidas. Apenas uma mulher, que está amamentando, foi mantida em prisão domiciliar, não tendo sido encaminhada ao Sistema Penitenciário.
A investigação foi coordenada pela delegada Anamaria Machado Costa, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste.
“Por meio de um trabalho técnico e intenso foi possível apontar o papel de cada membro dessa facção criminosa que esta por trás da prática de crimes como roubo, tráfico de drogas, homicídios, latrocínio e aliciamento de menores por meio de ‘filiação/batismo’ para a prática de diversos delitos”, destaca a delegada.
Dos 87 mandados judiciais (31 de buscas e 56 de prisões), expedidos pelo Poder Judiciário, apenas duas ordens de prisão não foram cumpridas.
Conforme a delegada Anamaria Machado, em 10 meses de investigação, ficou comprovado que as ordens vinham de lideranças presas em presídios de Cuiabá, chamadas de “Conselho Final, que na hierarquia da organização, detinham maior poder de comando junto às lideranças intermediárias, intituladas como “vozes finais, que repassavam as ordens aos “disciplinas”, que executavam do lado de fora.
Um casal da cidade de Rondonópolis, conhecido, o homem, por “pai de santo”, era a principal liderança da região, que cumpria as determinações a mando da liderança do alto escalão, conhecida por Zacarias (o Lacoste), que está preso na Penitenciária Central de Cuiabá (PCE).
“O grupo agia buscando liderar o comércio ilícito (de entorpecentes) – cobrando uma espécie de aluguel de cada boca de fumo e coagindo os pequenos traficantes para que comprassem a droga de pessoas indicadas por eles. Embora não seja o caso de Primavera do Leste, em algumas cidades, a organização criminosa chegava a intimidar também o comércio lícito exigindo que comerciantes ‘pagassem’ para não ser assaltados, por exemplo”, explica a delegada.
A delegada reforçou que todas as lideranças, da maior a menor, foram presas na operação. “A operação busca impedir o crescimento e ramificações da facção em outras regiões”, explicou.
A operação Insurgente mobilizou policiais das delegacias da cidade de Primavera do Leste, Poxoréu, Campo Verde, Paranatinga, Sinop, e Delegacias de Rondonópolis, Alto Araguaia, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gerência de Operações Especiais (GOE), além de apoio do Ciopaer, e Diretoria de Inteligência e Diretoria de Interior, da Polícia Judiciária Civil. São ao todo 102 policiais mobilizados, 28 viaturas, e uma aeronave.
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Pedido de soltura de bombeiro acusado de atirar contra residência é negado em Rondonópolis

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A tentativa da defesa de transferir para o regime domiciliar o bombeiro militar, acusado de disparar contra uma residência em Rondonópolis (MT), foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O desembargador Paulo Sergio Carreira de Souza, da Terceira Câmara Criminal, manteve a prisão preventiva do militar, que buscava o atual companheiro de sua ex-namorada. Os advogados pleiteavam a substituição da pena por prisão domiciliar combinada com monitoramento eletrônico e tratamento psiquiátrico, alegando que o acusado sofre de transtornos mentais e necessita de acompanhamento especializado.

O episódio, ocorrido na noite de 2 de abril, gerou pânico entre os moradores da região. Conforme os autos, uma testemunha relatou à Polícia Civil que precisou correr para se proteger com o filho pequeno nos braços assim que os tiros começaram. No local do atentado, a perícia recolheu oito cartuchos deflagrados de calibre 12, e o cão da família acabou baleado na perna. O bombeiro foi identificado por meio de câmeras de segurança e, posteriormente, apresentou-se à delegacia com o auxílio de um sargento da corporação, resultando em uma denúncia formal pelos crimes de disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais.

Ao avaliar o pedido de habeas corpus, o desembargador considerou a prisão preventiva legítima e necessária para a garantia da ordem pública, dada a gravidade da conduta do agente. O magistrado destacou que o tribunal de segunda instância não poderia atropelar a análise do juiz de origem em Rondonópolis, que ainda avalia a aplicação de medidas cautelares alternativas. Além disso, o argumento defensivo sobre a demora na realização da perícia psiquiátrica — agendada apenas para agosto — não foi conhecido nesta ação, sob a justificativa técnica de que não se deve misturar debates sobre a legalidade da prisão com a celeridade de exames de insanidade mental em um mesmo recurso.

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Apesar de manter a detenção, o Judiciário demonstrou atenção às condições de saúde do réu. No despacho, o desembargador determinou que a direção da unidade prisional onde o militar está encarcerado preste informações detalhadas, no prazo legal, sobre a estrutura de atendimento interno. O estabelecimento penal deverá esclarecer se dispõe de profissionais habilitados nas áreas de psicologia e psiquiatria, se o paciente já está recebendo o devido acompanhamento especializado e qual tem sido a sua resposta clínica ao tratamento oferecido.

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Corpo de Bombeiros combate incêndio em três carretas estacionadas em posto de combustível

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na segunda-feira (25.5), um incêndio que atingiu três carretas que estavam estacionadas no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-163, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá).

A equipe do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) foi acionada após o fogo começar em uma das carretas e se alastrar para os outros dois veículos, que estavam vazios no momento da ocorrência. Conforme informações no local, as chamas tiveram início no veículo estacionado ao centro e se propagaram rapidamente para as carretas ao lado devido à proximidade entre elas.

Quando os bombeiros chegaram, o incêndio já estava em grandes proporções. Os militares iniciaram imediatamente o combate às chamas e conseguiram controlar e extinguir o fogo, evitando que o incêndio atingisse estruturas próximas ao posto de combustíveis.

Após a extinção das chamas, a equipe realizou o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e garantir a segurança da área. Não há informações sobre as causas do incêndio.

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Suspeitos são detidos por tráfico de drogas após resistência à abordagem policial em Alto Garças

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Durante patrulhamento em Alto Garças, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por meio de denúncia anônima informando sobre um possível ponto de comércio de entorpecentes em uma residência localizada na Avenida Mato Grosso, abaixo de um supermercado nesta terça-feira (26).

Ao chegar ao local, os policiais perceberam forte odor de maconha vindo da residência. Durante a abordagem, um dos suspeitos desobedeceu às ordens da equipe policial e avançou em direção aos militares com a mão na cintura, sendo necessário efetuar dois disparos de arma de fogo para cessar a possível agressão.

Na sequência, o suspeito retirou um aparelho celular da cintura e o arremessou ao chão, danificando o objeto, vindo posteriormente a se deitar no solo. Outro suspeito também apresentou resistência, retirando um objeto da cintura e o lançando sobre o telhado de uma residência vizinha. Apesar das buscas realizadas, o material não foi localizado. A terceira suspeita colaborou com a ação policial.

Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram três porções análogas à maconha, um rolo de papel filme utilizado para embalo da substância, três aparelhos celulares e a quantia de R$ 704,50 em espécie.

Todos os suspeitos, bem como os materiais apreendidos, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Alto Garças para as providências cabíveis.

Nenhum dos suspeitos foi atingido pelos disparos, sendo todos apresentados sem lesões corporais.

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