Mato Grosso
Polícia Militar e Unemat assinam termo para garantir diploma para policiais
A Polícia Militar e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) assinaram nesta terça-feira (18.06) um termo de cooperação técnica para assegurar a emissão de diploma de graduação para 2.120 policiais militares.
O termo foi assinado pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, pela comandante da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de praça (Esfap), tenente-coronel Susane Tamanho, e pelo presidente da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) da Unemat, Valter Danzen. Também participaram do ato o diretor de Ensino da PM, coronel Ronelson Barros, e o coordenador de Comunicação e Marketing Institucional, tenente-coronel Luiz Fernando Dias.
O ato regularizará a situação dos soldados que ingressaram na PMMT a partir de 2015, por meio de concurso público, e concluíram o Curso de Formação de Praça pela Esfap da Polícia Militar.
Soldados de duas turmas, da 29ª e 30ª, já estão habilitados à diplomação em Tecnólogo em Segurança Pública. Já os alunos da 31ª, que ainda estão em formação, terão o mesmo direito após a concluírem a graduação, no final deste ano.
A tenente-coronel Susane, explica que o termo de cooperação corrige uma pendência que vinha desde 2015, ano em que o Centro de Formação foi transformado em Escola Superior da PM. Ela lembra que para obterem o diploma, os PMs frequentaram curso em regime integral com total de 1.875 horas/aulas.
O professor Valter Danzer avaliou o termo como um ato de fortalecimento do ensino superior e um instrumento que vai contribuir para que o policial usufrua dos direitos da graduação. Danzer colocou a Unemat à disposição da PMMT para outras parcerias.
O coronel Assis lembrou que a Unemat tem uma tradição de parceria com a Polícia Militar de Mato Grosso. No caso específico deste termo, o comandante-geral destacou a importância da graduação para os policiais.
Além de ser um direito, o diploma vai permitir que o policial continue na sua jornada pelo conhecimento, que busque uma especialização, mestrado, agregando qualidade aos serviços prestados a sociedade mato-grossense.

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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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