Mato Grosso
Polícia Militar prende cinco suspeitos por latrocínio de idoso em Poconé
Policiais militares de Poconé prenderam dois homens e apreenderam três adolescentes, suspeitos pelo crime de roubo seguido de morte que vitimou Sérgio Barbieri, de 73 anos, na zona rural do município. Os suspeitos foram presos em flagrante, na madrugada deste domingo (28.01).
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes da 6ª Companhia de PM receberam informações sobre o desaparecimento do idoso, que teria saído de Cuiabá com destino a Poconé. Familiares da vítima teriam denunciado que ele não havia retornado para casa e nem entrado em contato após sair da Capital.
Em diligências, os militares receberam informações sobre a localização do veículo da vítima, um Fiat Fastback, nas proximidades da Praça Matriz da cidade. No local, os policiais foram informados por populares que o carro teria sido deixado por quatro suspeitos, que aparentavam serem menores de idade.
Nas buscas pelas imediações, os suspeitos foram localizados. Em revista pessoal, foi encontrado as chaves do carro e uma carteira contendo documentos e outros objetos pessoais de Sérgio. Questionado, o suspeito confessou que a vítima teria sido morta a tiros por outros dois homens e que o corpo foi escondido na rodovia Transpantaneira.
No local indicado pelos criminosos, a polícia encontrou o cadáver da vítima, escondido em um matagal, com ferimentos decorrentes de arma de fogo. Equipes da Polícia Judiciária Civil e Politec foram acionadas e realizaram os procedimentos necessários.
Nas continuidades das buscas aos demais suspeitos envolvidos no crime, os policiais militares se deslocaram até duas residências, indicadas pelos criminosos detidos anteriormente. Nos locais, foi possível encontrar mais dois suspeitos, que confessaram participaram no homicídio da vítima, e a arma de fogo utilizada no crime, sendo apreendido um revólver calibre .22.
Os cinco suspeitos foram conduzidos para a Delegacia de Poconé para registro da ocorrência e demais providências. O caso foi entregue para a Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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