Mato Grosso
Presidente do TCE-MT defende fortalecimento de Ouvidorias e Corregedorias
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| ENCONTRO NACIONAL Mesa de abertura do evento composta conselheiros do TCE-MT, TCE do Paraná, Espirito Santo e membros do MPC Mato Grosso |
“Compartilhar experiências e aprender com outros Estados que têm muito a contribuir com o trabalho do Tribunal de Contas de Mato Grosso por meio da Ouvidoria e da Corregedoria”. Com esse objetivo, o presidente do TCE-MT, conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, deu início ao Encontro Nacional de Corregedorias e Ouvidorias dos Tribunais de Contas – 2019, na manhã desta quinta-feira (3/10), na Escola Superior do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
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“Com o evento e também no cotidiano de trabalho é preciso enaltecer a importância das unidades, e seu fortalecimento é fundamental para os Tribunais de Contas”, defendeu o presidente do TCE-MT. Ao todo são mais de 120 servidores e conselheiros de diversos Tribunais de Contas participando do evento que é sediado pelo TCE-MT, por meio da Corregedoria e da Ouvidoria-Geral. O evento conta com apoio institucional da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do Instituto Rui Barbosa (IRB) e segue até sexta-feira (4/10).
Os organizadores do evento em Cuiabá são o conselheiro interino Isaias Lopes da Cunha e o conselheiro substituto Luiz Carlos Pereira, respectivamente corregedor-geral e ouvidor-geral do TCE-MT. “É uma enorme satisfação receber algumas das personalidades que mais se destacam no Brasil devido à sua atuação seja ouvindo a sociedade como nas atividades correicionais”, afirmou o ouvidor do TCE-MT, Luiz Carlos Pereira.
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| Luiz Carlos Pereira, conselheiro substituto ouvidor-geral do TCE-MT |
“As boas práticas de outras instituições bem como nossas experiências serão compartilhadas durante o evento e nosso objetivo é acima de tudo aprender”, explicou o corregedor do TCE de Mato Grosso, Isaias Lopes da Cunha.
O ouvidor-geral do TCE-ES e vice-presidente de Desenvolvimento do Controle Externo da Atricon, Sebastião Carlos Ranna de Macedo, contou que “o evento reúne membros e técnicos dos Tribunais de Contas para partilhar conhecimentos que se consolidaram a partir das experiências na busca do aprimoramento e fortalecimento das Corregedorias e Ouvidorias dos Tribunais de Contas e com resultados efetivos nas instituições”.
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Nesse sentido, o conselheiro interino e vice-presidente do TCE-MT, Luiz Henrique Lima, defendeu que o trabalho das corregedorias no âmbito interno e das ouvidorias no relacionamento com a sociedade tem sido fundamental para que as Cortes de Contas ganhem solidez em suas atuações. “A realização de evento nos honra, pois além de aprendermos mais sobre as experiências de outros estados, podemos mostrar o que tem sido feito, especialmente sob a liderança dos conselheiros Isaías Lopes da Cunha e Luiz Carlos Pereira, que estão à frente dos trabalhos e da organização do Encontro”, disse Lima.
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As reuniões dos grupos de trabalho que precederam o encontro, segundo o presidente do Instituto Rui Barbosa e do TCE do Paraná, Ivan Lélis Bonilha, ainda oportunizaram solidificar o relacionamento e construir mais diálogo sobre a atuação das ouvidorias e corregedorias dos Tribunais de Contas.
Grupos de estudos
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Um dia antes do encontro (quarta-feira, 02/10), equipes de estudos do Instituto Rui Barbosa (IRB) estiveram reunidas na Escola de Contas, para discutir e alinhar questões procedimentais.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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