Mato Grosso
Primeira-dama de MT e Setasc leva 320 crianças para experiência inédita na Stock Car em Cuiabá

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com o Instituto Stock Car e com a idealização da primeira-dama Virginia Mendes, proporcionou um momento inesquecível para 320 crianças de projetos sociais de Cuiabá e região. Elas acompanharam de perto o treino da 10ª etapa da Stock Car, no Autódromo Internacional do Estado de Mato Grosso, localizado no Parque Novo Mato Grosso, na capital.
A ação integrou esporte, lazer e inclusão social, oferecendo às crianças uma vivência única no maior evento automobilístico do país. Para muitas delas, foi a primeira vez em um autódromo.
Para a primeira-dama Virginia Mendes, ações como essa reafirmam o compromisso com a inclusão social e o cuidado com as crianças.
Foto: Jana Pessôa | Unaf
“Proporcionar esse momento para nossas crianças é um gesto de amor e oportunidade. Quando abrimos portas, mostramos a elas que podem sonhar grande, que existem caminhos possíveis e um futuro cheio de esperança. Ver a alegria no olhar de cada uma é a prova de que estamos no rumo certo”, afirmou.
Entre os participantes, estava o jovem Gabriel Vinícius, de 16 anos, do Instituto Reação, no bairro Três Barras. Ainda emocionado com o momento, ele compartilhou sua experiência.
“Eu achei a experiência muito boa, até porque eu sou muito fã de carros, desde pequeno. É uma experiência incrível pra conhecer, pela primeira vez, uma pista de corrida. Estou me sentindo como se eu realizasse um sonho de infância. Eu lembro que eu assistia o filme Carros, e eu sempre queria ver uma corrida igual àquela que tinha nos filmes”, revelou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
O pai de Gabriel, Sued Santana, que atua no Instituto Reação, também comentou sobre a importância da ação. Ele trabalha na área de manutenção e auxilia instrutores no aprendizado dos alunos. Sued fez questão de destacar o valor do momento para as crianças e para sua família.
“É de grande importância para nós e parabenizo o Governo do Estado por seu excelente trabalho, em conjunto com a primeira-dama Virginia Mendes. Estendemos nossos parabéns às demais secretarias envolvidas, em especial à Secretaria de Assistência Social. Este evento representa uma conquista significativa para as crianças, pois Cuiabá e todo o Mato Grosso necessitavam de um espaço como este, com diversas opções de entretenimento para todos”, contou.
Sued também destacou a emoção de ver o filho vivenciando algo que sempre sonhou. “É um momento muito importante. Eu também sou fã de automobilismo, acompanhei Ayrton Senna desde criança. Estar aqui vendo Rubens Barrichello e Felipe Massa, que participaram da Fórmula 1, é muito gratificante. Será a primeira prova noturna, inaugurando um grande espaço na América Latina, o que torna o evento ainda mais especial. Assim como ele está feliz, sinto-me orgulhoso de participar deste momento”, afirmou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
O secretário de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou o impacto social da ação e a importância de garantir às crianças o acesso a experiências que ampliam horizontes.
“Essas crianças vivem hoje uma experiência que pode marcar para sempre suas trajetórias. A determinação da primeira-dama Virginia Mendes em incluir, acolher e abrir portas transforma realidades. A Setasc trabalha justamente para garantir oportunidades, fortalecer vínculos e permitir que nossas crianças sonhem alto. A emoção no olhar delas mostra que estamos no caminho certo”, ressaltou.
As atividades marcaram a abertura do fim de semana de provas e reforçaram o compromisso do Governo do Estado em promover ações de integração social por meio do esporte e da cultura. Para as crianças, ficam as memórias ‘aceleradas’ de um dia inesquecível.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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