Mato Grosso
Procedimento sobre rito de posse de conselheiro seguirá trâmite regimental, explicou presidente
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| ABERTURA Primeira sessão do Tribunal Pleno de 2019 |
O conselheiro presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Gonçalo Domingos de Campos Neto, informou, na manhã desta terça-feira (19/02), durante a abertura da primeira sessão plenária do ano do Tribunal Pleno, a tramitação de processo (nº 7.233-0/2019) que trata, à luz do Regimento Interno e da Lei Orgânica do TCE-MT, de rito de posse no cargo de conselheiro de contas. Informou também que o assunto será objeto de pauta da reunião do Colégio de Membros, marcada para 14h30, ocasião em que será debatido o Plano Anual de Fiscalização (PAF).
Assinalando que o foco do TCE tem que ser o controle externo, Domingos Neto disse que será dado “seguimento aos estudos sobre o rito de posse”, de maneira a oportunizar “de forma coerente, madura e democrática, e respeitando a legislação, a regulamentação pretendida”.
Nesse sentido, o presidente comunicou ao Plenário a recepção de propositura de rito também elaborada e entregue na Presidência pelo conselheiro interino e ouvidor-geral Luiz Carlos Pereira. “A proposta será juntada ao processo já existente e terá encaminhamento conforme o Regimento Interno”, afirmou o presidente.
O conselheiro Luiz Carlos Pereira, em manifestação ao Plenário contextualizando a questão do rito de posse, justificou a sua iniciativa explicando que a questão da escolha de membro para Tribunal de Contas representa um ato complexo, “não sendo cabível a interpretação de que a Corte de Contas seja apenas uma instância homologadora dos atos de indicação e de nomeação”.
O conselheiro ainda reiterou que a propositura submetida à Presidência “não define os requisitos constitucionais”, nem busca legislar sobre o tema. “Não há ingerência nos critérios para indicação (de vaga) da Assembleia Legislativa. Não se trata de uma instituição propor uma relação de hierarquia à outra. Aqui temos a ideia de freios e contrapesos assentada no Estado Democrático de Direito em que não há Poder Absoluto na República”.
Ao final da manifestação do conselheiro Luiz Carlos Pereira, o presidente Domingos Neto reafirmou a juntada da proposta ao processo nº 7.233-0/2019, observando que o documento já havia sido autuado e protocolado.
Anexos |
| Manifestação do presidente Domingos Neto |
| Manifestação do conselheiro Luiz Carlos Pereira |
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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