Mato Grosso
Produtor rural de Mato Grosso toma posse como presidente do Conselho de Administração da Embrapa
Carlos Augustin foi executivo da Sementes Petrovina, e atualmente é vice-presidente da APROSMAT e do Fórum Agro/MT, além de ser membro dos conselhos consultivos da AMPA e do IPA.

Observação: Carlos Augustin está de terno azul na foto
Tomou posse nesta quinta-feira (15), durante a 225ª Reunião Extraordinária do Conselho de Administração (Consad) da Embrapa, o novo presidente do colegiado, Carlos Ernesto Augustin, indicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O assessor especial do ministério é engenheiro agrônomo e produtor rural e assume em substituição a Guilherme Soria Bastos Filho. Estiveram presentes à posse a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e a diretora-executiva de Negócios, Ana Euler.
“Gostaria de dar as boas-vindas ao novo presidente e reforçar a expectativa de toda a Diretoria da Empresa de começar um trabalho conjunto com o Conselho, para que possamos avançar nas prioridades da Embrapa nos próximos anos”, disse Silvia, agradecendo pela disponibilidade de colaboração dos demais integrantes do colegiado.
Carlos Augustin disse que assumir a presidência do Consad é uma missão delegada a ele pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “Estou ciente dos estudos do grupo de trabalho de renovação, que talvez seja a missão mais significativa que vamos ter daqui para a frente”, comentou. “Não só conduzir bem a Embrapa, como também prepará-la para os próximos anos, em função das mudanças, da ciência, do mundo, da agricultura digital e também da forma de gerenciamento”, completou, lembrando ter se reunido com a presidente da Embrapa, para conversar sobre o que é possível fazer e como inovar.
Segundo ele, o Brasil e a Embrapa são referências para outros países, daí a importância de pensar a retomada da inserção na África e uma nova atuação na América Latina. “Já conversei com o Senar (Serviço de Aprendizagem Rural), porque temos que elaborar estratégias bem positivas no âmbito da extensão rural. A Embrapa é um fenômeno, mas precisa fazer com que as tecnologias cheguem ao agricultor”, comentou. “Talvez o melhor parceiro que tem potencial e capilaridade seja o Senar”.
Carlos Augustin foi executivo da Sementes Petrovina, empresa situada em Pedra Preta (MT), e atualmente é vice-presidente da Associação dos Produtores de Semente de Mato Grosso (Aprosmat) e do Fórum Agro/MT, além de ser membro dos conselhos consultivos da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e do Instituto Pensar Agro (IPA).
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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