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Produtora de café orgânico dá exemplo de liderança em cooperativa

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Aos 47 anos, Vânia Lúcia Pereira da Silva resume em uma palavra o sentimento que tem ao olhar para sua trajetória como agricultora orgânica: gratidão. Produtora de café orgânico feminino, uma das linhas de café da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM), Vânia está envolvida com o trabalho da cooperativa desde a época em que a entidade era a Associação dos Pequenos Produtores de Poço Fundo (MG).

Inicialmente, seu envolvimento se deu por ser esposa de cooperado. Mas depois Vânia acabou se tornando uma das pioneiras da organização do grupo de mulheres organizado na Cooperativa.

Trajetória

Logo que começou a participar das assembleias e outros espaços da Cooperativa junto ao esposo, Vânia conheceu várias mulheres que iniciaram um processo de articulação e união. Da aproximação feminina, elas tomaram conhecimento de que havia uma oportunidade de mercado para o café que elas produziam.

E do envolvimento com o café as mulheres passaram a se articular e a promover espaços de conversas e trocas de experiências da cultura cafeeira. Até o nome do Grupo foi decidido coletivamente a partir da realidade local das mulheres da cooperativa. O grupo se chama Mulheres Organizadas Buscando Independência (MOBI).

A partir daí, as mulheres fizeram vários cursos, desde produção de doces até gestão. Elas foram se reunindo para buscar mais espaços de participação na cooperativa. Houve a percepção de que o grupo era importante para a cooperativa. Logo as mulheres começaram a buscar seus espaços nas práticas e lideranças e passaram a participar mais das assembleias e reuniões, ainda que sem direito ao voto. O voto foi conquistado após uma ação coletiva, quando uma das companheiras perdeu seu esposo e teve que assumir a propriedade sozinha.

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A partir da compra das cotas parte entre as mulheres, o Grupo MOBI se desenvolveu.  Vânia fez parte deste processo de construção coletiva. Primeiro, ela ocupou um dos espaços de coordenação da Rede Orgânicos Sul de Minas com o projeto das rosas orgânicas. Dentro da COOPFAM, ela foi indicada para a chapa da diretoria em 2016, pelo grupo MOBI para concorrer à diretoria. Foi uma surpresa para a Vânia quando ela esteve restrita ao grupo menor indicado para votação para diretoria.

Logo que foi indicada para a diretoria, chegou a hora das mulheres estarem mais presentes em espaços de decisões da cooperativa. Após pensar e conversar com a família, Vânia ganhou forças para aceitar a chapa montada. Desde então, Vânia passou a atua na gestão participativa da COOPFAM.

O que me impulsiona é a vontade de fazer um bom trabalho e de ser inspiração para outras mulheres“. Foto: COOPFAM

Aos poucos, Vânia foi participando e se tornando parte do processo. Como reconhecimento do seu trabalho, ela foi indicada para ser candidata à presidência para a nova chapa da diretoria para concorrer nas eleições no começo de 2019. 

Vânia foi eleita com sua chapa como presidente junto aos outros membros para o conselho administrativo. Junto à Vânia, mais uma mulher compõe a diretoria da Cooperativa. Composta por 7 conselheiros administrativos, ela e outra cafeicultura são as duas únicas mulheres.

Quando se pergunta da onde tirou forças para conseguir, ela sabe a resposta: da família, da confiança dos diretores com quem conviveu, e do Grupo MOBI. Ainda assim, Vânia sofreu resistência não somente por ser mulher, mas por duvidarem de sua capacidade de autonomia nos processos de tomada de decisões.

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 “Uma mulher assumir a presidência de uma cooperativa de café, realmente é histórico. Eu participo de varias reuniões e busco saber se há mulheres presidentes de cooperativas de café e a resposta que chego é que não existe. Eu acho que sou pioneira nessa questão aqui em Minas Gerais”. 

Vânia resume que se sente muito grata pela confiança, mas destaca que não a missão não é fácil devido à carga de preconceitos que as mulheres enfrentam. “Em pleno século 21 ainda existe muito preconceito com relação à mulher. Na verdade, falta mesmo confiança das pessoas com relação ao trabalho da mulher, ainda mais em um reduto bem masculino que é o de cooperativas de café. Eu confesso que para mim foi um desafio grande”, comenta.

Vânia é reconhecida por ser adepta ao diálogo, humana e por valorizar a verdade. Ela tem empatia pelas distintas situações com que se depara, principalmente, com relação às mulheres; e se coloca no lugar de cada uma. E celebra como essa conquista afeta a vida de muitas outras mulheres dentro da cooperativa.

“Eu avaliei muito, pensei muito e uma das coisas que me deu forças para aceitar, foi isso: nós mulheres temos que acreditar em nós mesmas, que somos capazes tanto quanto os homens. Não é querer ser mais, estar à frente, mas podemos estar lado a lado deles, buscando sempre fazer o melhor pelo bem do coletivo. Enquanto nós ficamos com medo, inseguras, e não arriscar, não ter a coragem, não entraremos nesse círculo onde a maioria são homens. Principalmente falando da questão da agricultura, do cultivo do café, em que existe muito tabu, muito preconceito com a mulher. Nós somos capazes, nós também podemos fazer um bom trabalho”, declara.

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Apesar dos desafios que ainda enfrenta, Vânia destaca que qualquer mulher pode assumir um cargo de liderança. “Eu sei que ainda existem preconceitos. Mas, não me preocupo muito com isso, não. Na verdade, o que me impulsiona é a vontade, a dedicação de estar fazendo um bom trabalho e de ser inspiração para outras mulheres estarem assumindo cargos de liderança em todas as áreas”.

 Campanha 2019 #MulheresRurais, Mulheres com Direitos

De 1º a 15 de outubro, a Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”, com a hashtag #JuntoComAsMulheresRurais.

O principal objetivo da campanha é destacar o trabalho promovido por pescadoras, agricultoras, extrativistas, indígenas e afrodescendentes. A campanha no Brasil é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a FAO, a ONU Mulheres, a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) e a Direção-Geral do

Texto: Colaboração Mariana Martins (COOPFAM)

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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