Agro News
Produtores têm até 17 de janeiro para regularizar cadastro das lavouras de soja
Com o encerramento do calendário oficial de semeadura da soja no início de janeiro, os produtores rurais de Goiás entram agora na fase final para regularização do cadastro obrigatório das lavouras. O prazo para registro das áreas plantadas termina no próximo sábado 17.01), conforme estabelecem as normas estaduais de defesa sanitária vegetal.
O cadastramento é uma exigência legal e deve ser realizado de forma totalmente digital, por meio do sistema oficial de defesa agropecuária do Estado. O procedimento reúne informações estratégicas sobre a safra, como área cultivada, tipo de cultivar, datas de plantio e colheita, além da origem da semente utilizada e do sistema de cultivo — irrigado ou de sequeiro.
Após o preenchimento dos dados, o sistema gera um boleto para pagamento da taxa correspondente. A validação do cadastro ocorre somente após a confirmação do pagamento. O produtor que não cumprir o prazo está sujeito a sanções administrativas previstas na legislação vigente, o que pode incluir multas e restrições operacionais.
A regularização das lavouras é considerada uma etapa central para a manutenção da competitividade do agronegócio goiano. O controle das informações permite o monitoramento eficiente das áreas cultivadas e dá suporte às ações de vigilância fitossanitária, alinhadas às diretrizes nacionais de prevenção e controle da ferrugem asiática da soja — uma das doenças mais severas da cultura, responsável por perdas expressivas de produtividade quando não manejada adequadamente.
Os dados declarados pelos produtores subsidiam estratégias de prevenção e permitem atuação mais precisa do sistema de defesa agropecuária, reduzindo riscos sanitários e protegendo o desempenho da safra. A rastreabilidade das informações também contribui para a credibilidade do Estado junto a mercados compradores e para a segurança do fluxo produtivo.
O alerta ocorre em um momento de forte desempenho da soja em Goiás. Na safra 2024/2025, o Estado registrou produção recorde de 20,7 milhões de toneladas, crescimento de 23% em relação ao ciclo anterior. O resultado garantiu a Goiás a terceira posição entre os maiores produtores do grão no País. A produtividade média também avançou e atingiu 4,2 toneladas por hectare, a mais elevada do Brasil naquele ciclo.
Com números expressivos de produção e produtividade, o cumprimento das exigências sanitárias e cadastrais ganha ainda mais relevância. A regularização dentro do prazo assegura não apenas conformidade legal, mas também contribui para a sustentabilidade econômica da cadeia da soja e para a manutenção do protagonismo de Goiás no cenário nacional do agronegócio.
Fonte: Pensar Agro
Agro News
Produto perde espaço no prato do consumidor e ganha valor de mercado
O Brasil comemorou nesta terça-feira (10.02) o Dia Mundial do Feijão em meio a um paradoxo: enquanto o alimento perde espaço no prato do consumidor, ganha valor no mercado. A combinação de redução de área plantada, problemas climáticos e estoques baixos elevou as cotações mesmo durante a colheita da primeira safra.
O consumo per capita gira hoje em torno de 12 quilos por habitante ao ano, bem abaixo dos 18,8 quilos registrados na década de 1990. A queda ocorre de forma gradual há anos, mas ganhou força recente com mudanças no padrão alimentar, maior busca por praticidade nas refeições e substituição por produtos industrializados.
Representantes da cadeia produtiva discutem estratégias para conter o recuo da demanda. O principal diagnóstico é que o feijão deixou de ser rejeitado pelo sabor e passou a ser abandonado pela rotina: preparo mais demorado e hábitos urbanos reduziram sua presença nas refeições diárias.
Enquanto o consumo diminui, o mercado reage na direção oposta. Levantamentos apontam valorização relevante do grão. O feijão-carioca de melhor qualidade chegou a cerca de R$ 297 por saca de 60 quilos no leste de Goiás em fevereiro, alta superior a 12% no mês. O feijão-preto no sul do Paraná atingiu aproximadamente R$ 183 por saca, também em elevação.
A sustentação dos preços ocorre por fatores de oferta. A primeira safra foi menor — cerca de 20% inferior para o carioca e entre 20% e 25% no feijão-preto — reduzindo a disponibilidade imediata no mercado. A segunda safra só chega com maior volume a partir de maio, o que mantém o abastecimento ajustado no primeiro trimestre.
Dados oficiais indicam retração estrutural da produção. A área plantada da safra 2025/26 é estimada em 807,6 mil hectares, queda de 11,1% ante o ciclo anterior, com produção prevista de 983,6 mil toneladas, recuo de 7,4%. O produtor migrou parte das lavouras para culturas mais rentáveis e previsíveis, como soja e milho.
O comportamento é típico de uma cultura de ciclo curto e sensível ao risco. O feijão responde rapidamente a preços: quando a rentabilidade cai, perde área; quando a oferta diminui, as cotações sobem. Essa volatilidade dificulta planejamento de longo prazo e afasta investimentos mais robustos.
No campo, o clima também interfere. Chuvas excessivas em parte do Sudeste prejudicam qualidade e rendimento, enquanto regiões do Sul enfrentam calor e irregularidade hídrica em lavouras tardias. O resultado é heterogeneidade produtiva e menor volume disponível.
A pressão de custos também pesa. O feijão exige maior acompanhamento agronômico e apresenta risco elevado de perdas, o que reduz sua competitividade frente a commodities com mercado internacional estruturado.
Apesar da queda de consumo, o Brasil permanece como um dos poucos países com três safras anuais do grão, garantindo abastecimento interno ao longo do ano. Ainda assim, a produção é voltada quase exclusivamente ao mercado doméstico, o que torna o setor altamente dependente do comportamento do consumidor brasileiro.
No curto prazo, a expectativa é de preços firmes até abril, período anterior à entrada mais consistente da segunda safra. Para o restante do ano, o mercado dependerá do plantio irrigado da terceira safra. Caso a área não se recupere, o feijão pode manter valorização — mesmo com menor presença no prato.
Fonte: Pensar Agro
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Vendas de soja se aproximam de 50%, enquanto oferta global maior pressiona preços
A comercialização da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 49,49% da produção estimada até o fim de janeiro, avanço mensal de 5,34 pontos porcentuais, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo é ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior, quando as vendas estavam em 48,97%.
O avanço ocorre em meio ao início da colheita e reflete, principalmente, a necessidade de formação de caixa por parte dos produtores. Apesar disso, o volume negociado poderia ser maior. A queda das cotações ao longo de janeiro e a concentração dos trabalhos no campo reduziram a realização de novos contratos.
O preço médio das negociações ficou em R$ 104,12 por saca, recuo de 3,96% frente ao mês anterior, indicando que parte dos produtores optou por vender apenas volumes pontuais, aproveitando janelas específicas de mercado.
A estratégia predominante tem sido de cautela. Produtores travam parcelas da produção para garantir liquidez e custeio, mas evitam comprometer grandes volumes diante da incerteza de preços ao longo do ano.
No cenário internacional, a maior oferta reforça esse comportamento. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa de produção brasileira para 180 milhões de toneladas, ante 178 milhões projetados anteriormente. Com isso, os estoques finais do País foram revisados para 37,91 milhões de toneladas, enquanto as exportações permanecem estimadas em 114 milhões de toneladas.
O aumento da disponibilidade global tende a manter as cotações pressionadas, sobretudo no segundo semestre, período em que o Brasil concentra embarques. Ainda assim, o País segue consolidado como principal fornecedor mundial da oleaginosa. A produção global foi ajustada para 428,18 milhões de toneladas, e os estoques finais passaram a 125,51 milhões.
A colheita brasileira também avança. Levantamento semanal indica que 17,4% da área plantada já foi retirada dos campos, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, embora ainda ligeiramente abaixo da média histórica de cinco anos.
Paralelamente, surgem os primeiros negócios da safra 2026/27, com 1,46% da produção futura já negociada e preço médio de R$ 102,33 por saca. O ritmo, porém, é considerado lento, reflexo da elevada oferta global e da ausência de sinais mais firmes de recuperação nas cotações.
Nos Estados Unidos, os principais números permanecem estáveis, com produção estimada em 115,99 milhões de toneladas. Já a Argentina manteve projeção de 48,5 milhões de toneladas, com leve aumento nos estoques internos.
A demanda chinesa, principal destino da soja brasileira, segue inalterada, com importações projetadas em 112 milhões de toneladas. Mesmo com o consumo firme, o mercado opera sob expectativa de ampla disponibilidade global, cenário que mantém produtores brasileiros seletivos nas vendas e mais atentos à gestão de risco do que à antecipação de comercialização.
Fonte: Pensar Agro
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Confinamento cresce 16% e atinge 9,25 milhões de cabeças, aponta censo
O número de bovinos terminados em confinamento no Brasil chegou a 9,25 milhões de cabeças em 2025, alta de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Censo de Confinamento divulgado nesta terça-feira (10). A atividade está distribuída por 2.445 propriedades em 1.095 municípios, indicando expansão geográfica e aumento de escala produtiva.
Os dados analíticos mostram também maior concentração: os 100 maiores confinadores reúnem 45% de todo o rebanho confinado, sinalizando avanço do modelo empresarial na pecuária de corte. A tendência reforça a profissionalização da atividade, com maior uso de gestão zootécnica, planejamento nutricional e integração com a indústria frigorífica.
O levantamento indica que a pecuária atravessa uma fase positiva do ciclo pecuário, com valorização ao longo de toda a cadeia — do bezerro ao boi gordo, da carcaça no atacado à carne no varejo. O cenário de preços mais firmes tem incentivado investimentos em terminação intensiva, reduzindo o tempo de abate e aumentando a padronização dos lotes.
Desde 2015, o confinamento apresenta expansão contínua, impulsionada principalmente pela adoção de tecnologias nutricionais, melhoria genética e maior previsibilidade comercial. A intensificação permite elevar produtividade por área e reduzir a exposição a variações climáticas, um dos fatores que historicamente limitavam o desempenho da pecuária extensiva.
Mato Grosso segue líder nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, avanço de 29,6% sobre 2024. São Paulo aparece na sequência com 1,4 milhão de animais e crescimento de 7,7%, seguido por Goiás, também com 1,4 milhão de cabeças e alta de 13,6%. Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 900 mil bovinos (+17,8%), enquanto Minas Gerais completa o grupo dos cinco principais Estados, com 800 mil animais e estabilidade em relação ao ciclo anterior.
O aumento do confinamento ocorre em paralelo à maior integração entre pecuária e agricultura, com uso intensivo de grãos na alimentação animal. A proximidade com regiões produtoras de milho e farelo de soja tem sido determinante para a expansão, especialmente no Centro-Oeste, onde a oferta de insumos e logística favorece o modelo intensivo.
Para analistas do setor, a ampliação da terminação em cocho indica mudança estrutural na pecuária brasileira. Além de elevar produtividade, o sistema melhora previsibilidade de oferta para frigoríficos e contribui para a regularidade das exportações, cada vez mais dependentes de padronização e volume constante de carne bovina.
O levantamento foi realizado pela multinacional europeia de nutrição animal dsm-firmenich, que acompanha o confinamento bovino no País por ser fornecedora de tecnologias nutricionais e de gestão ao setor, utilizando esses dados para monitorar mercado, demanda e tendências produtivas da pecuária brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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