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Projeto combate desperdício na captura de camarão
A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a FAO (Organização dasNações Unidas para a Agricultura e Alimentação) e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente executam projeto voltado para a gestão sustentável da pesca e redução de desperdícios na captura de camarões e vão elaborar em conjunto um plano para a atividade. “É a iniciativa oficial de maior proporção que trata da pesca do crustáceo já desenvolvida no Brasil”, considera Sandra Silvestre, coordenadora de Ordenamento e Desenvolvimento da Pesca Marinha do Mapa.
O projeto denominado Manejo Sustentável da Fauna Acompanhante na Pesca de Arrasto na América Latina e Caribe (Rebyc II – LAC, conforme o nome em inglês) visa ampliar o conhecimento sobre a captura incidental associada a pescarias de camarão e desenvolver tecnologias para mitigar o impacto da atividade.
São levados em conta aspectos socioeconômicos e empoderamento das mulheres no sistema pesqueiro. A parceria foi viabilizada por meio de convênio com os organismos internacionais, tendo contrapartida brasileira de U$$ 3,15 milhões para o desenvolvimento das ações durante cinco anos.
Seis países participam. Além do Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Suriname, Trinidade e Tobago. Todos compartilham recursos pesqueiros e têm na pescaria de arrasto de fundo para camarão e peixes uma importante atividade socioeconômica, contribuindo para a geração de emprego, renda, segurança alimentar e divisas.
No caso brasileiro, em função das grandes dimensões do país e multiplicidade de artes de pesca e de métodos utilizados, o projeto está concetrado na pesca de arrasto de camarão, de norte à sul, de forma a abranger os principais estados envolvidos na atividade: Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. Técnicos e consultores treinados estão percorrendo 37 munícipios e realizando oficinas com os pescadores.
Elaboração do plano
Sandra Silvestre destaca que “envolvidos nesse processo estão, de fato, sendo participativos, o que demonstra o caráter democrático e social do projeto”. Nos encontros, explicou, “são levantados os principais problemas, gargalos e conflitos da atividade, a partir do depoimento dos pescadores, visando a elaboração do Plano de Gestão da Pesca de Camarões no Brasil”.
Vencida a etapa de encontros locais, serão realizadas reuniões estaduais, e, posteriormente, encontros regionais com representantes das comunidades pesqueiras e demais representantes de governo e de entidades não governamentais.
Ana Silvino, consultora da FAO para o projeto, explica que “a abordagem ecossistêmica na gestão pesqueira representa a convergência entre duas realidades”. A primeira, observa, “é a gestão de ecossistemas, cujo objetivo é preservar a estrutura, diversidade e o funcionamento dos ecossistemas por meio da aplicação de medidas de gestão focadas em seus componentes biofísicos”. A segunda, segundo ela, “é o da gestão da atividade, com o objetivo de satisfazer a necessidade de alimentos e benefícios socioeconômicos das sociedades e pessoas, por meio de medidas de gestão focadas na pesca e nos recursos pesqueiros.”
De acordo com o cronograma oficial do projeto, a intenção é que até o fim do ano que vem, a pesca de camarão esteja com o mínimo de descartes e captura incidental, mínimo de impacto ambiental da pesca de arrasto, melhor utilização de capturas, agentes cadastrados envolvidos na atividade e crescente respeito ao período de defeso, entre outras melhorias sócio econômicas.
Mais informações à Imprensa:Teresa Cristina Lyra
Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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