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Projeto de inclusão social qualifica mais de cem mulheres

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Foto: LUCAS PERRONE

Há 120 dias começava o projeto Flor do Cerrado em Mato Grosso. A inciativa, idealizada pelo deputado estadual Thiago Silva (MDB), foi lançada no mês de maio no município de Rondonópolis. A proposta do trabalho é oferecer cursos gratuitos de crochê e pintura em tecido para mulheres de baixa renda. As primeiras a receberem qualificação foram as moradoras dos bairros Jardim Eldorado, Mirassol, Santa Fé, Copacabana, Vila Olinda e Ana Carla.

A última região atendida foi bairro Lúcia Maggi. Assim como nos núcleos anteriores, todas as vagas foram preenchidas e o número de interessadas aumentou consideravelmente. Em menos de quatro meses de existência, o Flor do Cerrado já qualificou mais de cem mulheres. “É uma marca positiva. São cem trabalhadoras que agora tem capacitação para produzirem e gerarem complemento para a renda de suas famílias. Essa é grande finalidade de nosso projeto”, explica Thiago Silva.

Cerca de 90% das inscritas já estão vendendo seus produtos. Algumas em larga escala, como é o caso jovem artesã Marília Vitória da Silva. Aprendeu a pintar panos de prato com agilidade. O bom gosto na confecção das peças agradou a freguesia. Tudo que colocou à venda foi negociado. “Eu agora vou pegar meu dinheiro e dobrar a quantidade que produzi. Espero vender e ajudar minha família. Esse curso foi muito bom aprendi bem rapidinho”, conta.

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Aquele dom de criar que Catiuscia Lucilene da Silva Santos jurava que não tinha. “Eu sempre quis aprender algo que pudesse somar na minha renda de casa, mas nunca tive jeito. Fui descobrir minha capacidade com este curso,  muito bem organizado pelo deputado Thiago Silva. A professora Maura Silvério é sensacional, tem muito conhecimento e sabe tirar o melhor de cada uma daqui. O que aprendemos aqui vai servir para hoje, amanhã e daqui a trinta anos. Foi tudo muito proveitoso. Muito obrigada pela oportunidade”.

Mesmo antes da implantação em outros municípios, o Flor do Cerrado ganhou fama fora de Rondonópolis. A dona de casa Sincera Patrícia Ferreira dos Santos Moraes ficou sabendo o projeto pelos meios de comunicação. Procurou informação e quando soube da abertura de vagas para novas turmas não perdeu tempo. Percorreu os 215km de distância entre Chapada dos Guimaraes e Rondonópolis só pela oportunidade de qualificação. “Um curso desses, de graça e com material incluso é muito caro. Poucas pessoas têm condição para pagar. Achar um igual esse idealizado pelo deputado Thiago Silva é bem difícil. Como estava parada corri logo, fiz minha matrícula. Estou realizada e pronta para vender meu artesanato em Chapada e Cuiabá. Se tudo mundo pensasse em qualificar as pessoas ao invés marginalizar o número de desempregados neste país seria bem menor. Obrigado pela oportunidade deputado Thiago Silva”.

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Além das aulas com técnicas de artesanato, o Flor do Cerrado também oferece módulos de empreendedorismo. “Dessa forma, as futuras artesãs aprendem onde encontrar fornecedores, pontos de venda, preço agregado do produto e lucro. Eles também recebem orientações sobre o processo de formalização, o que é importante para nossa economia”, completa Thiago.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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