Política MT
Projetos que tratam de preservação em pauta na ALMT
Foto: Karen Malagoli
Secretaria de Comunicação Social
A Assembleia Legislativa cumpre papel importante na preservação do meio ambiente no estado. Além de ter ajudado a construir a legislação vigente em Mato Grosso, o Parlamento continua a propor e votar leis na área ambiental. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta quarta-feira (5), são diversas as propostas em tramitação na Casa que abordam o tema.
Estão em discussão tanto matérias enviadas pelo Poder Executivo, como iniciativas dos deputados estaduais. Uma das propostas institui a Política Estadual de Consumo Sustentável. Se aprovado, o Projeto de Lei nº 116/2019 dá para o Executivo a possibilidade de implementar em Mato Grosso políticas públicas que estimulem, por exemplo, práticas sustentáveis em empresas e que incentivem o consumo consciente para atingir objetivos como a redução do gasto de água.
“O consumo sustentável indica como devemos nos portar para termos mais qualidade de vida e preservamos o meio ambiente”, explica a assessora do Núcleo Ambiental da ALMT Josevania Fonseca. De acordo com a técnica, muitas propostas pretendem frear a exploração do meio ambiente para que não haja um esgotamento dos recursos naturais do estado. Além de assessorar a Comissão de Meio Ambiente e as demais comissões permanente do núcleo, a equipe que Josevania integra também ouve a sociedade civil e busca soluções para desenvolvimento sustentável em eventos.
Também tramitam na Assembleia o PL nº 484/2019 e o PL nº 485/2019, ambos de autoria do deputado Lúdio Cabral (PT). O primeiro proíbe a “aplicação aérea de agrotóxicos, seus componentes e afins em todo território de Mato Grosso”, enquanto o outro impede a concessão de benefícios fiscais na produção e comercialização dessas substâncias. “70% daquilo aplicado por esse meio [aéreo] vai à deriva, vai para o ar, para o solo, não vai para a planta. Contamina culturas vizinhas, a população de abelhas tem se reduzido”, defende o parlamentar. Ele acredita que outros meios podem ser usados para controle de pragas nas lavouras.
De autoria de parlamentares, também podem ser citados os PLs n º 422/2019, 384/2019, 441/2016 e 544/2019, entre muitos outros.
Poder Executivo – O governo do estado assina duas matérias voltadas para o meio ambiente que estão hoje na casa. O Executivo entregou no Parlamento, no fim do ano passado, o Projeto de Lei nº 314/2018, que destina a maior parte do dinheiro arrecadado com a cobrança da Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA/MT) para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Hoje os recursos ficam inteiramente com o Ibama. De acordo com o secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Sandro Marega, isso vai contribuir com a fiscalização feita pela secretaria de atividades potencialmente poluidoras de recursos ambientais, num momento de dificuldade financeira pelo qual passa o estado. Ele destaca ainda que não está sendo criada uma nova taxa, apenas se pretende mudar a distribuição dos recursos arrecadados com a cobrança já existente.
A outra proposta foi aprovada no último dia 30 em segunda votação. O Projeto de Lei nº 219/2018, que institui a Política Estadual de Educação Ambiente e revoga a lei anterior que tratava sobre o tema. “O órgão ambiental fica feliz de saber que já foi aprovado em segunda votação. É um anseio dos servidores da Sema e da sociedade civil que participou [da discussão para elaboração da lei]”, ressaltou Alex Sandro Marega.
“O objetivo maior [do projeto] é formas pessoas que possam levar essa temática ambiental. Um dos objetivos estratégicos é a formação de uma cultura social voltada para a sustentabilidade. A gente faz isso através de cursos, palestras, programas e projetos que envolvam as comunidades, principalmente [as que estão] perto de áreas de conservação”, explicou.
Sociedade civil – O secretário executivo do Fórum Mato-Grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Formad), Herman Oliveira, reconhece que a aprovação da Política de Educação Ambiente é positiva. “Isso é muito importante na medida que a gente precisa que o governo haja nas questões ambientais e educacionais”, avaliou. “Também há uma co-responsabilização do empreendedor no que diz respeito a esses processos educativos”, destacou.
Entretanto, ele chama atenção que a sociedade também precisa assumir seu papel. Herman defende que as iniciativas como a do PL 116/2019 sobre consumo sustentável são louváveis, porém é necessário discutir com toda a população e com a iniciativa privada, para que haja uma discussão mais ampla. “Só onerando a sociedade, não se cria uma relação educativa em relação a sustentabilidade”, pontuou. Ele acredita que o mais eficiente é criar uma consciência ecológica plena.
Dia Mundial do Meio Ambiente – A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972 com objetivo de alertar a população e os governos sobre a importância de se preservar o planeta. No dia 5 de junho, assim como na semana da comemoração, são realizadas atividades em diversos países voltadas para a preservação e proteção do meio ambiente. A data foi escolhida por marcar a realização da primeira das Conferências da ONU sobre o ambiente humano.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
-
Rondonópolis10/06/2026 - 13:30Vereador Adonias Fernandes propõe concessão do Título de Cidadã Rondonopolitana a Secretária Rane Curto Nascimento Ferreira
-
Saúde08/06/2026 - 12:32Copa do Mundo: Combinação de estresse emocional e excessos acende alerta para a saúde cardiovascular e mental
-
Rondonópolis10/06/2026 - 11:08Torcedor poderá ganhar uma moto zero km e brindes nos jogos da Copa do Mundo
-
Rondonópolis09/06/2026 - 11:06Prefeito sanciona lei que inclui prevenção à violência contra a mulher na rede municipal de ensino
-
Rondonópolis09/06/2026 - 11:16Saúde de Rondonópolis recebe reforço de R$ 14,9 milhões por meio de emendas parlamentares
-
Rondonópolis09/06/2026 - 12:36Prefeitura destina R$ 100 mil para campanha “Nós Amamos Rondonópolis” por meio de parcerias com ACIR e CDL
-
Política MT09/06/2026 - 17:19Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite
-
Artigos08/06/2026 - 14:30O fim da escala 6×1 e a inclusão de pessoas com deficiência e pessoas idosas






