Mato Grosso
Quiabo encarece 165% e preço do quilo já custa quase R$ 13
Quem buscou quiabo em feiras e supermercados nos últimos sete dias em Cuiabá e Várzea Grande se assustou com o preço do produto. O legume acumulou alta de 165% no preço na Central de Abastecimento de Cuiabá, que comercializa hortifrutigranjeiros no atacado e no varejo para restaurantes, supermercados e feiras livres de diversos bairros das duas cidades.
Na semana passada, de acordo com a pesquisa de preços divulgada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a caixa com 14 quilos do quiabo era comercializada a R$ 15. Nesta manhã de terça-feira (21.05) essa mesma quantidade está ao preço de R$ 40,00. Nas gôndolas dos supermercados o preço médio por quilo do legume está R$ 12,90.
As constantes chuvas e a incidência de pragas provocaram queda no estoque do legume, provocando assim, segundo engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Carvalho, a alta nos preços do quiabo e de mais outros quatro itens pesquisados pelo órgão estadual. Tiveram alta também no valor de comercialização o jiló, a pimenta-de-cheiro, o chuchu e o abacate. De R$ 20, o preço da caixa com 15 quilos do jiló duplicou para R$ 40. Já a pimenta-de-cheiro subiu 54%, passando de R$ 65 a caixa com 8 quilos para R$ 100.
Ainda no levantamento, em sete dias o chuchu saltou de R$ 20 para R$ 30 a caixa com 21 quilos, representando uma alta de 50%. Já o abacate acumulou o acréscimo de 20% no preço comercializado, ao ser vendido 60 ao invés de R$ 50, como na terça passada.
O tomate, um dos grandes vilões da inflação e sempre presente com alta no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), surpreendeu nesta semana. A fruta reduziu 15% no seu valor de comercialização. Passou de R$ 100 a caixa com 20 quilos para R$ 85.
A cotação de preços dos principais produtos da agricultura familiar é realizada semanalmente, toda terça-feira, a partir 5h, por técnicos da Seaf, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Prefeitura de Cuiabá. A pesquisa de preço é realizada na Central de Abastecimento de Cuiabá, levando em conta o preço mínimo, mais comum e o preço máximo dos produtos encontrados nas barracas em três horários distintos durante o período matutino.
Além disso, o índice de preço médio dos 48 principais produtos da agricultura familiar em 21 estados brasileiros podem ser conferidos no site http://www.prohort.conab.gov.br/
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Artigos16/07/2026 - 18:02Quando perder músculo também ameaça o cérebro
-
Mato Grosso15/07/2026 - 18:37“Achávamos que iam nos matar”: depoimento da filha expõe terror após execução de Renato Nery
-
Rondonópolis16/07/2026 - 16:2852ª Exposul contará com quatro dias de ciclo de palestras técnicas gratuitas
-
Nacional15/07/2026 - 19:07Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana
-
Política MT15/07/2026 - 19:01PL convoca convenção estadual para definir candidaturas e coligações em Mato Grosso
-
Nacional16/07/2026 - 15:10Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
-
Mato Grosso16/07/2026 - 16:50Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Agro News16/07/2026 - 15:14Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão








