Mato Grosso
Regionais da Sema recebem Equipamentos de Proteção Individual
Os servidores das Diretorias Unidades Desconcentradas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT) irão receber uniformes e kits de proteção individual para assegurar sua segurança durante a execução de trabalhos de campos. Os equipamentos serão entregues diretamente aos servidores das nove regionais pela gerência de Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho.
Serão distribuídos 100 uniformes que incluem camiseta manga longa com proteção UV, camiseta manga curta, gandola, colete, calça, chapéu legionário com proteção de nuca e orelha e perneira de segurança contra animais peçonhentos. Também serão entregues kits de segurança com colete salva-vidas homologado pela marinha, abafadores de ruído, capa de chuva, lanterna tática e kits de primeiros socorros. Os uniformes serão entregues diretamente aos servidores, enquanto os equipamentos de segurança poderão ser retirados e cautelados de acordo com a demanda de trabalho.

Os materiais e as regras para utilização dos mesmos foram apresentados aos diretores das regionais em reunião realizada em Cuiabá na última terça-feira (16.07) na sede da Secretaria. Na ocasião, a secretária Mauren Lazzaretti apresentou os dados de produtividade no setor de Licenciamento e Recursos Hídricos. “A gestão quer auxiliar as regionais a terem bons índices de tempo de resposta ao cidadão assim como alguns setores da sede já vem alcançando. Por isso, estamos orientando que seja feito um diagnóstico para que as soluções sejam viabilizadas”, complementou.

Já a secretária Adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto, apresentou como estão sendo conduzidas as audiências unificadas para conciliação, regularização e legalização das propriedades que tiveram os Cadastros Ambientais Rurais (CARs) cancelados durante a Operação Polygonum e quais as oportunidades para reestruturação das unidades regionais por meio dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) que estão sendo firmados. Durante a operação Polygonum foi constatado que cerca de 340 CARs apresentaram inconsistências que podem configurar crime. A ação realizada pelo Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição de Danos Ambientais está prevista no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado entre os órgãos em janeiro deste ano com o objetivo de adequar e dar credibilidade e celeridade às análises do CAR.
As regionais da Sema estão instaladas em Sinop, Alta Floresta, Cáceres, Barra do Garças, Juína, Rondonópolis, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Confresa. Na vinda à capital, os diretores também ouviram as orientações da gerência de Transportes para melhor uso dos veículos e sobre os procedimentos e regras de abastecimento.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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