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Renegociações avançam em meio a lentidão e poucos recursos
A linha emergencial de renegociação de dívidas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a ganhar tração, mas ainda está longe de atender ao tamanho da crise enfrentada pelos produtores, especialmente no Rio Grande do Sul. No primeiro mês de operação, foram aprovados R$ 2,45 bilhões em pedidos — o equivalente a 20% dos R$ 12 bilhões em recursos públicos disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. A linha segue aberta até fevereiro de 2026.
O programa foi criado para socorrer agricultores atingidos por eventos climáticos extremos nos últimos anos e já beneficiou produtores de 485 municípios, em 16 estados, segundo balanço repassado ao governo. No total, 8,3 mil operações foram aprovadas, com ticket médio próximo de R$ 296 mil.
A maior parte dos recursos — R$ 1,5 bilhão, ou 61% — ficou com agricultores familiares e médios produtores, público prioritário da linha. Ao todo, 47 agentes financeiros estão habilitados e 12 já liberaram operações, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, cooperativas e bancos regionais.
Demanda gigantesca e recursos escassos
Apesar do avanço, a avaliação das entidades rurais é de que os valores ainda são insuficientes. Só no Rio Grande do Sul, o endividamento total dos produtores chega a R$ 73 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões já estão estressados, em atraso ou renegociados.
“Não há motivo para comemoração. As lavouras já deveriam estar plantadas e o programa atende uma fração mínima do problema”, afirmou o economista-chefe da maior federação agropecuária do Estado, durante audiência pública no Senado.
O presidente da entidade endossa o diagnóstico e defende uma solução mais profunda: a aprovação do projeto que autoriza o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para renegociação de dívidas rurais — medida que, segundo ele, não afetaria o arcabouço fiscal. “Não estamos pedindo perdão. Estamos pedindo prazo”, declarou.
Operações com recursos livres ganham ritmo
Ao mesmo tempo, as renegociações feitas com recursos livres dos bancos — que não dependem do orçamento público — começaram a acelerar. Uma mudança recente no Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que operações vinculadas a determinadas fontes, como poupança rural e LCAs, fossem renegociadas com juros livres sem comprometer o direcionamento das instituições financeiras.
Segundo o Banco Central, após a alteração, algumas instituições passaram a renegociar R$ 100 milhões por dia.
Mesmo com esse impulso, a liberação de recursos públicos tem enfrentado entraves. O Banco do Brasil, por exemplo, utilizou R$ 448 milhões dos R$ 4,3 bilhões que tem disponíveis. Outros R$ 5,4 bilhões foram renegociados com recursos próprios.
No caso do Banrisul, os R$ 880,7 milhões recebidos foram totalmente demandados em apenas dois dias. Agora, as operações estão em fase de contratação, mas o banco alerta para a burocracia do processo. “Está muito truncado. Muitos produtores não conseguem regularizar sua situação com a velocidade necessária”, avaliou o superintendente de agronegócios.
Linha deve atingir R$ 40 bilhões em renegociações
A expectativa do Ministério da Fazenda é que, somando recursos públicos e livres, o volume renegociado alcance até R$ 40 bilhões — praticamente todo o estoque de dívidas críticas no Sul do país. O programa oferece carência de um ano e prazo de até nove anos para pagamento, condições consideradas razoáveis pelo governo para aliviar o fluxo de caixa imediato.
“O objetivo é focar nos produtores que realmente precisam, dada a escassez de recursos públicos”, afirmou um dos representantes da Fazenda.
Até a última sexta-feira, o saldo de operações aprovadas com recursos públicos subiu para R$ 864 milhões, segundo dados apresentados pelo Ministério da Agricultura. Já o Banco Central informou que o total renegociado sob as regras da MP 1.314/2025 chegou a R$ 3,57 bilhões, com 97,2% destinados ao Rio Grande do Sul.
Pressão política aumenta
A combinação de safra atrasada, endividamento elevado e demora na liberação dos recursos deve intensificar as pressões sobre o governo. A linha de crédito foi celebrada como um alívio emergencial, mas a demanda real mostrou que será necessário mais que ajustes operacionais.
Para as entidades rurais, o impasse deixou claro que os programas atuais não absorvem o impacto acumulado de anos de perdas climáticas severas. No Congresso, cresce a articulação por uma solução mais ampla e permanente, capaz de evitar que produtores recorram, ano após ano, a medidas provisórias e renegociações emergenciais.
Fonte: Pensar Agro
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Carnes e soja fazem exportações do agro somar R$ 80 bilhões em maio

Impulsionado pelo avanço das exportações de soja e proteínas animais, o agronegócio brasileiro movimentou cerca de R$ 80 bilhões em maio de 2026, registrando o segundo maior faturamento da história para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, as vendas externas do setor alcançaram aproximadamente R$ 80 bilhões, resultado 8,2% superior ao registrado em maio do ano passado.
O desempenho reforça o papel do agronegócio como principal sustentáculo da balança comercial brasileira. Mesmo em um cenário de volatilidade nos mercados internacionais, o setor conseguiu compensar a retração observada no complexo sucroenergético com embarques robustos de grãos e proteínas, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.
A soja continuou liderando a pauta exportadora nacional. Em maio, os embarques do grão alcançaram 14,8 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo produto somou aproximadamente R$ 31,5 bilhões, sustentada pela combinação entre grande oferta e preços internacionais mais favoráveis. O farelo de soja também apresentou crescimento expressivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja registrou uma das maiores altas do mês, avançando 34% em volume.
As proteínas animais também tiveram papel decisivo no resultado. As exportações de carne bovina in natura atingiram 262 mil toneladas em maio, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano passado. O faturamento do segmento chegou a cerca de R$ 8,5 bilhões, beneficiado pela valorização dos preços internacionais e pela forte demanda dos mercados asiáticos.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do período. Os embarques alcançaram 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. Já a carne suína manteve a trajetória positiva observada ao longo de 2026, com exportações de 111 mil toneladas, crescimento próximo de 5%.
Entre os demais produtos, o milho registrou a maior variação percentual. As exportações cresceram mais de 570% em relação a maio de 2025, embora os volumes ainda sejam considerados modestos devido ao início da colheita da segunda safra. O algodão também manteve forte ritmo de expansão, com avanço superior a 50% nos embarques, enquanto o suco de laranja apresentou crescimento de 17%, reforçando a liderança brasileira no mercado global da bebida.
Na contramão, o complexo sucroenergético enfrentou um cenário mais desafiador. As exportações de açúcar bruto recuaram 10%, pressionadas pela queda dos preços internacionais. O etanol sofreu retração ainda mais intensa, com redução de 79% nos embarques, refletindo a menor competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Além das questões de mercado, o setor acompanha com atenção as discussões comerciais nos Estados Unidos. Propostas de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros estão em análise pelas autoridades norte-americanas, embora boa parte dos principais itens do agronegócio — como carnes, café, frutas, cereais e suco de laranja — tenha permanecido fora das listas de sobretaxação.
Apesar das incertezas geopolíticas e da oscilação dos preços internacionais, os resultados de maio demonstram a resiliência do agro brasileiro. Com uma safra recorde e demanda firme por alimentos, fibras e proteínas, o setor continua ampliando sua participação no comércio mundial e reforçando sua importância para a geração de divisas e para o crescimento da economia nacional.
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Fundação Mato Grosso anuncia novos eventos para algodão e milho
Para o segundo semestre deste ano serão realizados encontros técnicos abrangendo as culturas do algodão e milho, além de um dia de campo, em junho, voltado exclusivamente para o algodão

Após três dias de uma intensa programação e difusão de informação, o 26º Encontro Técnico de Soja da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), evento ocorrido em Cuiabá, se posiciona mais uma vez na vanguarda como o primeiro canal de validação para os produtores rurais e todo mercado, reunindo toda a cadeia produtiva de grãos, trazendo inovação em diferentes áreas de conhecimento e fortalecendo vínculos com o ecossistema da cadeia sojicultura.
Para o Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, o 26º Encontro Técnico de Soja superou mais uma vez todas as expectativas de entrega ao público e na difusão de conhecimento por meio dos painéis e de networks aos produtores participantes e entre os principais players técnicos e gestores do agronegócio.
“O tema ‘Cada grão importa’, resume bem a realidade atual em tempos de margens muito apertadas, onde o produtor precisa cada vez mais estar com todo o posicionamento técnico-científico em mãos para a melhor tomada de decisão. O que nós da Fundação Mato Grosso entregamos são dados validados por nossa área de pesquisa com referência, posicionamento, qualidade e inovações no que há de melhor no mercado e para que o produtor tenha todas essas ferramentas em mãos para aplicar, seja na área de entomologia, fitopatologia, nas escolhas de cultivares, na genética, como na questão dos nematóides, matologia , mecanização e na área de solos buscando sempre a maior eficiência e resultado. No ponto de vista estratégico, a Fundação Mato Grosso por meio do seu Conselho Curador, se reuniu com várias das maiores companhias agrícolas parceiras e desenvolvedoras de P & D em um Lounge Business, visando alinhamentos na busca da perenidade, confiança, credibilidade e imparcialidade na entrega e posicionamento para o produtor. Além do fortalecimento de relacionamento, para que nós da Fundação MT sempre estejamos em “primeira mão” apresentando essas soluções inovadoras ao mercado”, destacou Garcia.
Assim que ocorreu o fechamento do Encontro Técnico de Soja, que contou com a participação de 300 pessoas nos dois dias de evento e 150 participantes de forma on-line, a Fundação Mato Grosso já anunciou mais dois grandes encontros para o segundo semestre deste ano, desta vez abrangendo as culturas do algodão e milho, nos meses de agosto e novembro respectivamente. Além de um dia de campo, nos dias 10 e 11 de junho, voltado exclusivamente para o algodão, trará para os participantes uma prévia dos resultados em campo da estação da Fundação Mato Grosso, na Fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal.
Para o gerente de Pesquisas Serviços e Operações da Fundação Mato Grosso, Luís Carlos de Oliveira, na área técnica-científica, a atual edição do Encontro Técnico de Soja, cumpriu o seu papel, com informação de qualidade e com a validação de muitas horas de pesquisas em painéis técnicos em paralelo estudos de campo, que trazem um cenário abrangente, em assunto sensíveis como o caruru e a mosca-branca, para que produtor possa tomar a melhor decisão no dia a dia de operação na fazenda. “Em resumo para nós, o encontro cumpriu o papel dele nestes 26 anos que é levar informação confiável para o produtor, então estamos cumprindo a nossa missão é a nossa satisfação maior é o legado que nós estamos deixando que foi o Encontro Técnico de Soja”, apontou o gerente.
Sobre a FMT:
A Fundação MT é uma instituição privada sem fins lucrativos, referência nacional em pesquisa e difusão de tecnologias para o agronegócio. Com foco em culturas como soja, milho e algodão, atua no desenvolvimento de soluções que aumentam a produtividade e a sustentabilidade no campo, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação prática junto aos produtores rurais.
Conta ainda com cinco estações de pesquisa distribuídas estrategicamente pelo estado de Mato Grosso, ampliando sua capacidade de geração e validação de tecnologias em diferentes condições de cultivo. Entre seus pilares institucionais, destaca-se a imparcialidade, garantindo credibilidade e isenção na geração e disseminação de informações técnicas.
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




