Saúde
Saiba como proteger o seu filho da bronquiolite
Bronquiolite… Nove em cada 10 mães com bebês recém- nascidos tem medo dessa palavra, principalmente aquelas que tem filhos que nasceram (ou vão nascer) no outono ou inverno. Mas o que é patologia? Como posso identificar no meu filho os sinais de gravidade?
Todas as mães tem horror só de pensar em levar seu filho ao pronto socorro e correr o risco de pegar esta temida doença. E com razão! Afinal, a bronquiolite
é a principal causa de internação entre os bebês menores de 2 anos nos meses mais frios do ano.
O que é bronquiolite?

A bronquiolite é a inflamação dos bronquíolos . Esses bronquíolos são a parte mais fininha da via aérea responsáveis por levar o ar aspirado dos brônquios aos alvéolos pulmonares. Durante a bronquiolite, esses bronquíolos incham e ficam inflamados com muco dentro, dificultando a troca de ar de dentro para fora dos pulmões.
A maioria das bronquiolites são causadas pelos vírus sincicial respiratório ( VSR). No entando, vários outros vírus podem causar essa condição como metapneumovírus, parainfluenza e influenza. Esses vírus são os responsáveis pelas gripes
e resfriados
comuns mas, nos bebês, além do resfriado, podem ” atacar os pulmões”, causando a inflamação nos bronquíolos e dificultando a respiração destas crianças.
Crianças de até 2 anos são as vítimas preferenciais da bronquiolite, pois seu sistema imune ainda não está amduro o suficiente para combater o agente viral.
Como é transmitido a bronquiolite?
Os vírus são trasmitidos através de contato com secreções de outras pessoas contaminadas. Portanto, é importante lavar as mãos do bebê e do cuidador com frequência para diminuirmos o risco de transmissão, além de manter o ambiente arejado e evitar lugares com muitas pessoas.
Fatores de risco
· Menores de 2 anos
· Preamturos
· Aleitamento artificial
· Cardiopatas
· Contato com muitas criancas ( creches)
· Carteira de vacinação desatualizada
Sintomas
A bronquiolite começa como uma leve infecção respiratória, um resfriado comum mesmo. Na maioria dos bebês vai se resolver normalmente porém, em outros, pode atingir o pulmão, levando a mudança do quadro ” benigno” para uma piora dos sintomas.
Essa piora geralmente ocorre até o terceiro dia de evolução da patologia e pode se caracterizar com chiado no peito, dificuldade para respirar, falta de ar, tosse, retrações intercostais (músculos ao redor das costelas que afundam à medida que a criança tende a respirar).
Tratamento
A grande maioria dos casos de bronquiolite pode ser tratada em casa com inalações com soro
fisiológico e limpeza nasal ( acompanhada ou não de aspiração nasal). Os antibióticos não são eficazes neste tipo de patologia por não se tratar de uma infecção bacteriana. Eles são aceitos somente se houver emcomplicaçações no quadro ( como pneumonias). Para evitar a desidratação, certifique-se de que seu bebê esteja tomando muito líquido no período. Geralmente em 7 dias a criança está recuperada da bronquiolite!
Mantenha sempre seu filho com a carteira de vacinação atualizada e tenha consultas periódicas com seu pediatra. É ele quem pode te ajudar e orientar nos primeiros sinais da bronquiolite
e de qualquer doença no seu filho.
Saúde
Reta final das férias: uso prolongado de telas pode aumentar dores na coluna de crianças e adolescentes
Especialista do INTO orienta sobre postura correta e destaca pequenas mudanças de hábito que ajudam a proteger a coluna

foto- Divulgação
Nos últimos dias das férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em casa utilizando celulares, tablets, computadores e videogames. O aumento do tempo em frente às telas, no entanto, pode trazer consequências para a saúde da coluna quando os dispositivos são usados de forma inadequada. Segundo o ortopedista e chefe do Centro de Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Luís Eduardo Carelli, o número de crianças e adolescentes com queixas relacionadas à má postura tem crescido nos consultórios.
“Percebemos um aumento significativo desse tipo de queixa. As dores mais frequentes são na região cervical, no pescoço, e na parte alta das costas, geralmente associadas ao hábito de permanecer muito tempo olhando para baixo durante o uso de celulares, tablets e outros dispositivos”, explica.
Entre as alterações mais comuns está a cervicalgia — dor na região do pescoço — e o aumento da cifose postural, caracterizada pela postura curvada para a frente. Segundo o especialista, estudos mostram que manter a cabeça inclinada por longos períodos aumenta o estresse biomecânico sobre a coluna cervical e torácica, isto é, faz com que a coluna do pescoço e da parte superior das costas suporte uma carga maior do que foi projetada, favorecendo o surgimento de dores e desconfortos.
Apesar de, na maioria dos casos, essas alterações serem reversíveis com a correção dos hábitos posturais e, quando necessário, tratamento fisioterapêutico, elas podem impactar a rotina das crianças.
“Normalmente, esses hábitos não provocam consequências permanentes na vida adulta, mas podem causar dores, desconforto e até reduzir a concentração durante os estudos, dificultando o aprendizado”, destaca o médico.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o principal fator de risco não é a fase de crescimento, mas sim a maneira como os dispositivos são utilizados.
Utilizar celulares e tablets com a coluna apoiada no encosto de uma cadeira ou sofá e manter a tela na altura dos olhos reduz significativamente a sobrecarga sobre a coluna. Já permanecer curvado, olhando para baixo, ou utilizar o aparelho apenas com uma das mãos aumenta o esforço sobre músculos, ligamentos e articulações.
Além das dores na coluna, a postura inadequada também pode provocar sobrecarga mecânica nos ombros, cotovelos e dedos.
Orientações para os pais
Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir os impactos do uso prolongado das telas:
- manter celulares e tablets na altura dos olhos;
- apoiar os braços sobre uma mesa ou outra superfície durante o uso;
- sentar-se com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá;
- fazer pausas frequentes para levantar, caminhar e mudar de posição;
- estimular atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, reduzindo o tempo contínuo em frente às telas.
“Essa simples adaptação na forma de utilizar celulares, tablets e até videogames reduz o estresse mecânico sobre a coluna e diminui o risco de dores e desconfortos”, conclui o especialista.
Saúde
Campanha orienta sobre riscos das apostas online e informa como acessar atendimento em saúde mental do SUS
Iniciativa informa sobre prevenção, sinais de uso problemático e serviços de acolhimento e tratamento disponíveis para apostadores e familiares

Foto- Assessoria
Está no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, do Ministério da Saúde. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio e redes sociais.
ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL – O teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.
COMO ACESSAR:
● Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
● Faça login com a conta gov.br.
● Na página inicial, selecione “Miniapps”.
● Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
● Responda ao autoteste disponível na plataforma.
As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identifi car o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.
PREVENÇÃO – Outra ferramenta disponível é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.
Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.
A partir da solicitação, o sistema bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas; impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.
A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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