Mato Grosso
Secretário e equipe técnica da Sinfra vistoriam operação de balsa no Manso
A balsa que atende a comunidade de João Carro, na região de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), nas proximidades do Distrito de Água Fria, no Lago do Manso, passou por vistoria na manhã desta sexta-feira (29.11). O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e equipe técnica da pasta acompanharam de perto o funcionamento da embarcação, que foi liberada para operação há uma semana após reforma geral.
O equipamento ficou seis meses sem transportar passageiros por questões de segurança. Para voltar a funcionar, recebeu equipamentos novos de salvatagem (salvamento) e sua estrutura foi adequada às normas exigidas pela Marinha. Todo trabalho de adequação foi coordenado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e contou com apoio da Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães e do Sindicato Rural do município.
O secretário Marcelo de Oliveira avaliou o resultado dos serviços na embarcação como bastante positivo, atendendo às necessidades da população local.
“Conseguimos recuperar as duas balsas aqui da Chapada, tanto do Rio da Casca quanto do Rio Quilombo, na comunidade de João Carro, uma das maiores dessa região. Com a reforma, as pessoas voltaram a ter condições de ir e vir com dignidade e segurança”, observou ele.

Segundo o gestor governamental, que assessora a Secretaria de Infraestrutura e Logística, Paulo Fernandes Rodrigues, as duas balsas reformadas estão operando regularmente, seguindo os horários fixados em escala. “As embarcações têm capacidade para transportar 40 pessoas e cerca de 10 carros, entre veículos pequenos e de maior porte”, relatou, dizendo que no caso da balsa da comunidade João Carro o movimento é intenso durante todo o dia.

Ainda, conforme Rodrigues, os serviços de manutenção das balsas foram divididos em quatro partes: revisão dos motores, manutenção da parte elétrica, dotação das balsas com equipamentos de salvamento como coletes salva-vidas, bóias e bote com capacidade para até 40 pessoas (a quantidade máxima de cada equipamento), além dos serviços de sinalização, iluminação, substituição dos equipamentos contra incêndio.
As embarcações, prossegue o gestor, vão receber ainda mais alguns reparos para cumprimento de todas as solicitações da fiscalização. Porém, já contam com a licença provisória da Marinha para operação por 60 dias, até que sejam finalizadas as adequações previstas.
Estrutura
As balsas do Rio da Casca e do Rio Quilombo (48 Km de Chapada), que atendem, principalmente, a comunidade de João Carro, beneficiam diretamente cerca quatro mil pessoas que vivem na região e têm as embarcações como um dos únicos modos de travessia do lago
A barcaça que atende a comunidade de João Carro, por exemplo, realiza por dia cerca de 16 viagens (ida e volta), num percurso de 600 metros. Já a do Rio da Casca, são 12 viagens (ida e volta) em média, num trajeto de 300 metro.
MT-020
Na viagem para vistoria das balsas, o secretário Marcelo de Oliveira aproveitou ainda para verificar os trabalhos de acabamento da obra de pavimentação de 23 quilômetros MT-020, rodovia na localidade de Chapada dos Guimarães que dá acesso ao Distrito de Água Fria e as comunidades, como do João Carro, até o Lago do Manso. A estrada já está totalmente pavimentada, sinalizada e agora recebe os últimos detalhes na área de drenagem superficial (meio-fio, sarjeta, por exemplo) e paisagismo. A entrega oficial da estrada acontece no próximo mês.
Também integraram a equipe de vistoria da Sinfra, o secretário adjunto de Obras Rodoviárias, Nilton de Britto, a gestora governamental, Maria Stella Conselvan, o assessor jurídico José Ricardo Elias, além dos engenheiros Zenildo Castro e José Carlos Ferreira.

Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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