Mato Grosso
Sema atende 115 proprietários rurais e responsáveis técnicos durante Mutirão Ambiental de Tangará da Serra

As equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) atenderam 115 proprietários rurais e responsáveis técnicos durante o Mutirão Ambiental CAR Digital, em Tangará da Serra, sobre 250 Cadastros Ambientais Rurais. O evento foi organizado pelo Sindicato Rural de Tangará da Serra, abrangendo os municípios de Tangará da Serra, Sapezal, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Nova Maringá, São José do Rio Claro e Diamantino, e terminou nesta quinta-feira (26.09),
Os analistas ambientais da Sema tiraram dúvidas sobre a validação do registro ambiental das propriedades e nove CARs foram validados ainda durante o mutirão. Esse foi o caso de Gilberto Alves Camargo, do Assentamento Vale do Sol 2, em Tangará da Serra, que possui uma propriedade de quatro hectares e, em menos de 24 horas, conseguiu receber o seu CAR e Autorização Provisória de Funcionamento (APF), podendo assim investir em sua propriedade, buscando financiamentos bancários e realizando vendas dos produtos cultivados.
“Dentro do assentamento muitas pessoas desistem pela dificuldade. A gente nasceu e se criou dentro da roça, a vontade é produzir, ter qualidade e quantidade de produto que possa estar colocando no mercado. Não sabia por onde começar mas cheguei aqui e conversei com a pessoa certa, que fez isso aqui acontecer, para que de fato o pequeno produtor seja visto como um trabalhador que gosta de ver a produção sair boa. A vontade da gente é essa, mas quando não tem o lado técnico que pode ajudar, essa dificuldade é imensa”, destacou o pequeno empreendedor rural.
A secretária adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto, agradeceu a equipe da Sema pelo empenho e comprometimento em Tangará da Serra e destacou a importância do mutirão e a solidificação da posição da secretaria nos municípios.
“Demonstra que a Sema e a equipe estão comprometidos com relação ao Cadastro Ambiental Rural, juntamente com as instituições, os responsáveis técnicos e os produtores. O caso do senhor Gilberto, que saiu com o CAR validado e a APF emitida, que era um sonho que ele tinha de tantos anos, demonstra que aqui, com a ajuda de todos, é possível fazer, basta que as entidades e as instituições realmente fiquem próximos desse pequeno produtor”, ponderou.
Mutirão CAR Digital
O CAR Digital é um projeto único no Brasil, 100% automatizado para a análise dos cadastros de imóveis rurais do Estado. O sistema utiliza a tecnologia de imagens de satélites para apontar e gerar ao produtor o CAR aprovado pela Sema, trazendo mais agilidade em todo o processo.
O objetivo dos analistas durante o mutirão é instruir o produtor rural e o responsável técnico para analisar o CAR Digital confeccionado pela Sema e avaliar o seu cadastro ambiental rural para poder realizar a validação.
O evento foi aberto com a palestra “CAR Digital” – Oportunidades e Desafios da Regularização Ambiental em Mato Grosso, ministrada pela secretária adjunta Luciane Bertinatto. Também foi realizada uma roda de conversa com os responsáveis técnicos dos municípios inseridos no Mutirão Ambiental CAR Digital.
O evento teve a parceria da Sema, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Mato-grossense de Carne (Imac) e JBS.
Também apoiaram o evento o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tangará da Serra e a Diretoria de Unidade Desconcentrada da Sema no município.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
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