Política MT
Seminário discute empreendedorismo em Mato Grosso
Começou hoje (22), no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), o seminário de Capacitação de Gestores Públicos Municipais de Desenvolvimento Econômico. Evento é uma iniciativa da Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas da Assembleia Legislativa em conjunto com a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM). O evento conta com apoio da TCE-MT.
O seminário teve início na manhã desta segunda-feira (22) e vai até amanhã (23), quando o ministro das Micro e Pequenas Empresas do governo federal, Márcio França, faz o encerramento do seminário. No período matutino desta segunda-feira, foram realizadas cinco palestras. Entre elas o de projetos e programas para o desenvolvimento local, ministrada pela Dra. Luciana Sousa Barros, diretora de Administração da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).
De acordo com Barros, a linha de crédito disponível para os empreendedores de micro e pequenas empresas mato-grossenses. Os recursos estão disponíveis através do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Segundo ela, há dois programas voltados tanto para o setor rural quanto para o empresarial com linhas especificas.
“Para o setor rural, o Fundo financia tudo. Temos um segmento que abarca 99% das atividades bancadas pelo governo federal. Hoje, há o FCO-Verde. Temos uma inovação que é o empreendedorismo feminino. A linha de crédito voltada para isso que é o do FCO- Mulheres Empreendedoras. Esse programa já foi lançado no final do ano passado”, explicou Luciana Barros.
A superintendente afirmou que o FCO colocou à disposição para as micros e pequenas empresas um montante orçamentário de R$ 11 bilhões para o exercício de 2024. “A cada ano, o fundo vem avançando nesses números, porque quando mais é pago pelas pessoas, que fizeram o financiamento, retroalimenta o caixa do fundo. E no exercício seguinte, esse volume é maior para ser ofertado para os tomadores de empréstimos”, afirmou Barros.
Em nível de Estado, a presidente do Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Mayran Beckman Benicio, afirmou que as linhas de financiamento que o estado oferece às pequenas e micros empresas são voltadas, por exemplo, para o programa Jovem Mulher Empreendedor. “Todas as linhas de crédito vão até um milhão e meio de reais. Os empresários que quiserem reformar os negócios, o governo tem a disposição as linhas subsidiadas aos empreendedores mato-grossenses”, disse Benicio.
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Maxi Russi (PSB), afirmou que é imprescindível que o setor das micros e pequenas empresas seja fortalecido com novas linhas de financiamento. Mas para isso é necessário que se faça um amplo debate para que o segmento fortaleça à geração emprego, renda e impostos para o estado.
De acordo com Russi, no final dos trabalhos da CST, o foco é o de construir um relatório consistente e que dê ao Poder Legislativo condições de trabalhar políticas públicas voltadas ao fortalecimento das micros e das pequenas empresas.
O 1º secretário afirmou que o fortalecimento do setor é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento de todo o Estado, principalmente, dos municípios que estão com suas economias exauridas. “Um dos objetivos da CST foi o de buscar alternativas para fortalecer os negócios e o empreendedorismo das cidades menos desenvolvidas e, com isso, aumentar a oferta de crédito às cadeias produtivas dessas cidades”, destacou Russi.
O presidente da CST de Apoio ao Empreendedorismo e às MPE’s, Cleber Ávila, afirmou que a Câmara saiu das dependências da ALMT e passou a dialogar com o setor produtivo e público em todo o estado. “Com isso foi possível identificar quem tem informações e qualificar o gestor local. Por isso, as pessoas que participarem do evento serão os multiplicadores das informações sobre como empreender, como exportar seus produtos”, disse Ávila.
Entre os desafios apontados por Ávila está o de encurtar caminhos para que as pessoas possam alavancar novos empreendimentos. Antes do término dos trabalhos, de acordo com ele, a CST deve realizar uma pesquisa sobre o setor produtivo e depois disso fazer o fechamento dos trabalhos da CST por meio on-line com os empreendedores das micros e pequenas empresas.
O conselheiro e presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, afirmou que “Mato Grosso é um estado de desigualdades sociais”. Segundo ele, Mato Grosso é um estado que cresce muito, mas “não cresce para todos”. Ele apontou que em Mato Grosso existem municípios ricos, porém muitos outros são pobres.
A partir de 2010, de acordo Sérgio Ricardo, “cerca de 51 municípios mato-grossenses perderam parte da população. Dos três milhões e seiscentas mil habitantes vivendo em Mato Grosso, cerca de oitocentas mil vivem do Bolsa-Família. Temos com isso um estado diferente. Segundo o conselheiro, em 2010, o município de Araguainha tinha 1,4 mil habitantes, mas hoje não tem mais de 950 habitantes”, explicou.
“No Congresso Nacional sempre chegam projetos para extinguir centenas de municípios. O último, mas que foi engavetado, queria a extinção de 1,5 mil municípios em todo o Brasil. Desse total, 35 eram de Mato Grosso. São municípios que não caminham financeiramente com as próprias pernas. Eles não têm sustentação financeira sem os repasses do Estado e da União”, afirmou Sérgio Ricardo.
Na abertura do evento compuseram a Mesa o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, 1º secretário da ALMT, Maxi Russi, secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Graziela Bugalho; presidente da Câmara Setorial Temática, Cléber Ávilla; a presidente da Agência de Fomentos Desenvolve MT, Mayran Beckman Benicio; o diretor-geral do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT- Campus Primavera do Leste), Fred Martins; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Sapezal, Jucélia Ferreira da Silva, diretora de Administração da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Luciana Barros; superintendente do Banco da Amazõnia em Mato Grosso, Lucilene Moreira e o diretora-executivo do Instituto Inova Brasil, Edilson Proença.
O seminário continua amanhã (23) com a seguinte programação:
8h – 8h30 – Recapitulação do dia anterior
8h30 – 9h – Impulsionando Negócios, Transformando Realidades: A Jornada do Banco do Brasil em Mato Grosso e o Fortalecimento das MPE’s
Palestrante: Representante da Superintendência do Banco do Brasil – MT
9h – 9h40 – Programas de Financiamento da FINEP: Como Alavancar Projetos Inovadores nas MPE’s
Palestrante: Dr. Márcio Stefanni, Diretor Financeiro, de Crédito e Captação da FINEP
Mediador: Dr. Marcos Sá, Presidente da FAPEMAT
9h40 – 10h20 – É do Brasil. É para o Mundo Todo
Palestrante: Dra. Cíntia Marques Faleiro, Representante Regional da Apex-Brasil no Centro-Oeste
10h20 – 10h45 – Intervalo (Coffee-break)
10h45 – 12h – Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
Encerramento – Palestra com o Exmo. Sr. Ministro Márcio França
12h – 12h30 – Sessão de Encerramento
Avaliação do seminário pelos participantes
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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