Mato Grosso
Técnicos da Empaer e Seaf fazem trilha religiosa do século 18 para identificar potencial de turismo rural
Para o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da Empaer, Glieber Henriques Beliene, a trilha oferece uma experiência única de imersão na natureza, exercício físico e contato com a cultura local. Além disso, oportuniza a prática de ecoturismo responsável e fortalece o turismo sustentável em áreas rurais.
“O papel da Empaer no projeto é identificar as potencialidades das propriedades que estão no caminho do roteiro, consolidá-las como produtos e auxiliar os produtores a gerarem renda no seu empreendimento”, destacou.![]()
Os agricultores familiares e moradores nas comunidades tradicionais poderão oferecer aos visitantes café da manhã, refeições e realizar exposição e venda de produtos transformados, de origem animal (queijo, requeijão, manteiga, doces de leite, embutidos, etc.) e de origem vegetal (doces, conservas, pães), artesanato e manifestações culturais, além de artesanato que alguns já produzem, como é o caso do Romoaldo Paes da Silva, que vive na propriedade rural com a esposa, Iraci Guimarães da Silva.
Ele produz peças em madeira e, com o roteiro consolidado, a visita de turistas será mais frequente, o que deve contribuir com as vendas das artes. “Quando recebemos pessoas aqui, vendo pelo menos uma peça em casa visita. Esse dinheiro já ajuda na renda que hoje vem da aposentadoria”, afirmou.
O casal produz mandioca para subsistência e tem o sonho de ver os filhos voltarem a viver na comunidade. “Esse projeto irá trazer novas oportunidades e com trabalho e renda meus filhos que saíram para trabalhar podem voltar. Esse é meu maior sonho”, contou Iraci.
A ideia do Instituto INCA (Inclusão, Cidadania e Ação) é retomar o antigo roteiro do “Caminho de Santana”, localizado entre as unidades de conservação ambiental das Cabeceiras do Rio Cuiabá e Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.
Para a visita técnica, o grupo partiu da Comunidade Rio dos Médicos, em Cuiabá, e seguiu até o município de Chapada dos Guimarães, num percurso de 6 km. São 4 horas de caminhada com dificuldade moderada a partir da Trilha Top de Fita até a Pousada do Parque.
Na recepção, a presidente da Associação dos Moradores da Comunidade Rio dos Médicos, Antônia Gomes, contou que o objetivo é montar uma horta comunitária e que para isso contará com o apoio da Empaer. “Muitos moradores estão de acordo e será mais uma atividade desenvolvida no coletivo”, frisou.![]()
De acordo com o técnico da Empaer e especialista no segmento, Geraldo Donizete Lucio, o turismo rural é uma modalidade de turismo que tem como objetivo oferecer experiências autênticas e imersivas em ambientes rurais. “É uma oportunidade para os turistas conhecerem a cultura local, a gastronomia típica e a vida no campo”.
As atividades que podem ser oferecidas incluem passeios a cavalo, visitas a fazendas e sítios, degustações de produtos locais e trilhas ecológicas. “As trilhas são uma das principais atrações do turismo rural, pois permitem aos visitantes entrar em contato direto com a natureza e conhecer as belezas naturais da região”, pontuou o técnico.
Para o engenheiro sanitarista da Seaf, Aurilineu Tizot, o projeto ajuda a criar formas de otimizar a atração de investimentos públicos e privados em infraestrutura para a revitalização econômica e social das comunidades que fazem parte do roteiro.
“Nosso trabalho é observar e oportunizar para os que trabalham com o segmento mais oportunidades de desenvolver regiões inteiras, aumentar o senso de pertencimento a valorização cultural e, além do mais, poderemos brindar os turistas com melhores experiências de lazer”, afirmou.
Também participaram da visita técnica a assessora da Seaf Aline Emanuelle Rosendo, além de representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e moradores locais. Parte da equipe aproveitou a oportunidade para identificar os pontos de parada no percurso da trilha. Estratégia ajuda os participantes a recuperarem o folego, beber água, comer uma fruta, entre outros.
No período da tarde, o grupo ainda conheceu a produção de cana de açúcar que resulta no melado e na cachaça do produtor Marcos Sguarezi. Na oportunidade, ele explicou sobre a história da propriedade e os desafios do mercado.![]()
Projeto Caminhos de Santada
A finalidade do projeto “Caminhos de Santana” é resgatar a viagem de Nossa Senhora de Santana do Sacramento, padroeira de Chapada dos Guimarães, realizada em 1779, do Porto Geral de Cuiabá até a Igreja de Santana na cidade de Chapada. Além da cultura e história, a ideia é preservar a beleza ambiental e promover o turismo e a economia criativa.
Para que isso aconteça, está sendo realizado o estudo de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social, em um circuito de caminhada de longa distância na natureza, com destaque na prática de esportes não competitivo, lazer, cultura e de peregrinação, com interação entre as comunidades locais envolvidas e comercialização direta do agricultor familiar.
Ainda, colocará à disposição de fiéis refazer a trilha percorrida no século 18, em pleno Mato Grosso, no centro geodésico da América do Sul, com a imagem de Santana na igreja chapadense. Semelhante ao Caminho de Santiago de Compostela, uma rota milenar de peregrinação, localizada na Europa. Seria uma trilha cultural e religiosa, com sustentabilidade.
O projeto Caminhos de Santana foi idealizado pela Associação da Região Turística de Cuiabá e Várzea Grande (Astur-MT) e conta com a realização do Instituto INCA-Inclusão, Cidadania e Ação, por meio de emenda parlamentar impositiva, via Secel. Também parcerias da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Empaer, Comunidade Rio dos Médicos, Icthus Soluções em Turismo Ltda.
Foto: Marcelo Okamura
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
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