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Tereza Cristina no Nordeste: “A assistência técnica é uma prioridade no ministério”
Em visita a cooperativas e projeto de assentamento localizado entre os municípios de Canindé do São Francisco e Poço Redondo, em Sergipe, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta sexta-feira (29) que será prioridade de sua gestão fazer os programas de assistência técnica chegarem de fato aos produtores rurais, principalmente, aos pequenos produtores e agricultores familiares. A ministra enfatizou ser necessário ensinar as pessoas do campo a produzir com mais eficiência, para ganhar competitividade e poder sobreviver de suas culturas. Ela falou de sua preocupação especial com a produção de leite, pois de 1,2 milhão de produtores de leite do país, poucos têm a eficiência necessária para sobreviver nesta cadeia produtiva.
“A assistência técnica é uma prioridade no nosso ministério. Precisamos conseguir dar assistência técnica de qualidade. Não adianta ser apenas papelório, não adianta preencher questionários e colocar no computador, não. Tem que vir e conversar com a Dona Mazé, saber como ela faz, o que está faltando, ensiná-la a produzir com eficiência. O mundo de hoje não permite mais a falta de eficiência”, disse a ministra.
Ela disse que os pequenos produtores terão tratamento especial do ministério e lembrou que o presidente Jair Bolsonaro pediu que seja dada prioridade à agricultura familiar. “Nós vamos privilegiar aqueles que produzem. O dinheiro vai chegar na ponta”, disse ela, explicando que o objetivo é fazer com que os pequenos produtores cresçam e tenham condições de “andar com as próprias pernas”, conquistando independência. “Jogou-se muito dinheiro fora nesse pais e agora esse dinheiro está fazendo falta. Nós vamos colocar dinheiro onde há necessidade, onde é prioridade. E as prioridades são os pequenos produtores no meu ministério”, disse Tereza Cristina.
A ministra visitou o projeto de assentamento Jacaré Curituba, considerado o maior da América Latina, com cerca de 5 mil moradores, localizado no Alto Sertão de Sergipe, entre Canindé de São Francisco e Poço Redondo. O projeto que conta com sistema de irrigação produz uma diversidade de culturas, como coentro, cebola, acerola, goiaba, banana e abacaxi. Em seguida, a ministra visitou cooperativas de agricultores familiares, entre elas a do Projeto Coofrucal, fundado em 1999 por produtores atendidos pela irrigação pública fornecida pelo governo do estado. Há produção de mel, bolos e pão de mel.
Tereza Cristina também conheceu um projeto de combate à desertificação e de recuperação de nascentes ao visitar a primeira experiência de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urads), realizada em parceria entre os governos federal, estadual e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em áreas de assentamentos.
Acompanharam a visita o coordenador da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), Riccardo Martins, e o superintendente do Incra em Sergipe, Gilson Martins. A ministra conversou com muitos pequenos agricultores, ouviu muitos dos problemas da região e pediu que todos se juntem em cooperativas, para ter mais força de reivindicação de melhorias e maior capacidade de produção. Ela disse que, em sua gestão, haverá trabalho duro, mas tudo feito com simplicidade, “sem a pretensão de inventar moda”. No caso do leite, por exemplo, explicou que já existe um programa muito bom no ministério, chamado Mais Leite Saudável. “Para que eu vou inventar outro? Nós temos que fazer com que todos, ou a grande maioria, consiga acessá-lo. Nós somos muito simples e não queremos fazer nada de mais, nós queremos fazer o básico. Se a gente conseguir isso vai ser muito mais do que foi feito no passado”, disse ela.
A primeira parada da ministra foi na Secretaria municipal de Agricultura de Canindé do São Francisco, onde falou dos programas de garantia de safra. Nesta tarde, ela indo ao município de Arapiraca, em Alagoas. De lá, irá a Coruripe (AL), onde visitará a Cooperativa Pindorama, considerada uma das maiores referências em agricultura familiar do país. A cooperativa se destaca pela produção de alimentos, exploração da pecuária bovina leiteira e de corte. Os associados exploram diversas culturas, com ênfase na produção de cana-de-açúcar e fruticultura.
Mais informações à ImprensaCoordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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