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Tolerância Zero derruba criminalidade, fortalece Sistema Prisional e reforça segurança pública em MT

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O programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, lançado em novembro do ano passado pelo Governo do Estado, resultou na redução dos índices criminais, no aumento das apreensões de drogas e no fortalecimento do Sistema Prisional de Mato Grosso. O balanço dos sete meses de ações foi divulgado nesta quarta-feira (16.7) pelo governador Mauro Mendes e pelos secretários de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, e de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, no Palácio Paiaguás.

O governador Mauro Mendes relembrou o período crítico enfrentado por Mato Grosso nos anos de 2017 e 2018, quando o Estado atravessava uma grave crise financeira. Ele citou problemas básicos na área da segurança pública, como viaturas sem combustível e sem manutenção. Contudo, destacou a reestruturação fiscal promovida desde 2019 e os investimentos realizados nas forças de segurança.

“Na segurança pública, ao olharmos os números, me orgulho muito de todos os investimentos que conseguimos realizar ao longo desses anos. Lembro quando começamos a falar sobre o programa de rádio digital e do quanto ele seria importante. Hoje, Mato Grosso talvez ainda seja o único estado com 100% de cobertura em rádio digital. É, possivelmente, um dos poucos estados que têm 100% das suas forças de segurança equipadas com o que há de melhor em termos de armamento e tecnologia disponíveis no país, equipamentos importados de alta qualidade. Tudo o que há de mais moderno em armamentos está à disposição”, afirmou.

O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que a Segurança Pública por dois anos foi a Pasta que mais recebeu investimentos do Governo do Estado. “A partir de 2019, foi destinado o maior orçamento da história de Mato Grosso para a segurança pública. Durante os dois primeiros anos, a segurança recebeu o maior volume de recursos do Estado. Isso foi uma decisão do governador Mauro Mendes, que compreendeu, assim como eu, a urgência de investir nessa área”, afirmou.

“Viemos dos municípios, ele foi prefeito de Cuiabá, e eu, de Lucas do Rio Verde. Ambos vivenciamos a aflição das nossas forças de segurança sem as mínimas condições para prestar um bom serviço. Faltavam veículos, combustível, pneus. Muitas vezes, as polícias dependiam de favores, de ajuda de terceiros, para que os policiais pudessem exercer seu dever. Viramos essa página em 2019. E hoje temos convicção de que contamos com uma polícia, tanto a Militar quanto a Civil, com a autoestima elevada, uma polícia que se sente autoridade, porque é, de fato, a face do Estado”, asseverou o vice-governador.

O deputado estadual Beto Dois a Um elogiou os esforços do Governo do Estado nas ações de segurança pública e no combate às facções criminosas. “Este é um governo que avança em várias áreas e segmentos, é protagonista nacional no desenvolvimento e em todos os setores e a segurança pública também acompanha esse avanço. É importante tocarmos no ponto de desconstruir narrativas equivocadas que vêm sendo propagadas. Temos números que comprovam isso, contra fatos, não há argumentos”, afirmou.

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Ao apresentar os índices criminais de Mato Grosso, o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, relembrou a criação do Tolerância Zero às invasões de terras, iniciado em março de 2023, que frustrou 56 tentativas de invasões em Mato Grosso e obteve 100% de eficiência em suas ações.

“Nenhuma dessas invasões teve êxito, nenhuma prosperou porque os senhores e senhoras das forças de segurança atuaram conforme um protocolo criado lá atrás. Esse protocolo também deu subsídio para o Tolerância Zero às facções criminosas, e estamos, inclusive, oferecendo suporte a outros estados”, afirmou.

Ainda dentro do programa Tolerância Zero as facções criminosas, foi lançado em março deste ano o Disque Extorsão, que recebeu 930 denúncias, sendo 543 relacionadas a facções criminosas e 387 referentes a extorsões. Por meio do número 181, o cidadão pode denunciar com garantia de sigilo absoluto.

Índices criminais

Os dados de criminalidade comparam os registros de dezembro de 2024 a junho de 2025 com o mesmo período do ciclo anterior (dezembro de 2023 a junho de 2024).

Os registros de homicídios dolosos caíram 28%, saindo de 535 para 385. Os latrocínios (roubos seguidos de morte) reduziram de 12 para 7, uma queda de 42%. Lesões corporais seguidas de morte diminuíram de cinco para três registros, redução de 40%. Já os casos de feminicídio houve aumento de 12,9%, passando de 31 para 35.

“Não vamos mascarar os dados. Tivemos aumento no número de feminicídios desde o lançamento do programa até o fechamento de junho. Esse tipo de crime é covarde, e ocorre dentro das residências. Dos 27 casos registrados de janeiro a junho deste ano, 77% aconteceram dentro de casa. Desses, apenas quatro tinham registro de ocorrência anterior e, infelizmente, apenas dois contavam com medida protetiva. Na maioria dos casos, não tínhamos conhecimento que a mulher estava sendo vítima de ameaças, perseguições ou que poderia ser vítima de um possível feminicídio. O feminicídio é um crime que, na maioria das vezes, ocorre em ambiente privado. Não é apenas um problema de segurança pública, ele é um problema que o Governo do Estado enfrenta com parte social”, destacou o secretário de Segurança, coronel Roveri.

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Como exemplo de ações do Governo do Estado voltadas à proteção da mulher, o secretário Roveri citou a Expedição Ser Mulher, liderada pela primeira-dama Virgínia Mendes; a implantação das Salas Lilás nas unidades da Politec e da Polícia Civil; o Plantão 24 horas da Mulher em Cuiabá; a Sala da Mulher 24 horas em Rondonópolis; além da aquisição de viaturas especializadas para atendimento a mulheres vítimas de violência, destinadas à Polícia Militar (Patrulha Maria da Penha) e à Polícia Civil.

Crimes contra o patrimônio

Os crimes patrimoniais também apresentaram queda significativa de dezembro de 2024 a junho de 2025 com o mesmo período do ciclo anterior (dezembro de 2023 a junho de 2024).

Os registros de roubo a propriedades rurais caíram de 81 para 54, uma redução de 33%. O número de furtos a instituições financeiras caiu 20%, passando de cinco para quatro registros, enquanto os roubos a instituições financeiras não tiveram nenhuma ocorrência no período.

O roubo de insumos agrícolas caiu pela metade (50%), passando de 10 para cinco casos. O furto de cargas passou de 67 para 55 ocorrências, o que representa uma redução de 18%. Já o roubo de cargas caiu de 59 para 26 casos, uma queda de 56%.

Os roubos de veículos reduziram 36%, passando de 482 para 309 registros. Os furtos de veículos caíram 11%, de 1.167 para 1.037. Já os roubos em geral apresentaram queda de 37%, caindo de 2.655 para 1.673 registros. Os furtos em geral reduziram 22%, passando de 19.430 para 15.152 casos.

Em relação aos entorpecentes retirados de circulação, Mato Grosso apresentou um aumento de 43% nas apreensões realizadas pelas forças de segurança. A quantidade de droga apreendida passou de 19,9 toneladas para 27,4 toneladas, o que representa um prejuízo estimado de R$ 441 milhões às facções criminosas.

O secretário Roveri enfatizou ainda que o programa Tolerância Zero às facções criminosas é uma iniciativa voltada ao combate de todo tipo de crime em Mato Grosso e apresentou os panorama dos últimos dez anos. Leia mais sobre a queda dos índices criminais nos últimos dez anos AQUI.

“Este balanço foi apresentado após alguns meses de implantação do programa. Destacamos resultados relevantes, como o aumento nas apreensões de drogas e a redução nos índices de homicídios e outros crimes. Também apresentamos a série histórica dos últimos dez anos, demonstrando como Mato Grosso tem se comportado durante o Governo Mauro Mendes. Mesmo no nosso pior ano, os números ainda estiveram muito abaixo dos registrados entre 2015 e 2018. Trazemos esses dados com transparência, para que toda a sociedade tenha conhecimento dos índices criminais. Os crimes contra a vida apresentaram uma redução significativa nos primeiros seis meses deste ano, em comparação com o mesmo período dos últimos dez anos”, ressaltou.

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Fortalecimento do Sistema prisional

Dentro do programa Tolerância Zero, houve o desmembramento dos sistemas Prisional e Socioeducativo da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que passaram a integrar a nova Secretaria de Justiça (Sejus), comandada pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira. A mudança resultou na redução de fugas e no fortalecimento da segurança nas unidades prisionais em todo o estado.

O secretário de Estado de Justiça apontou que o resultado das 405 operações no Sistema Penitenciário é reflexo do trabalho, intensificado desde o início do Programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas e uma das estratégias para redução dos índices criminais e aprimoramento da segurança no interior das unidades prisionais de Mato Grosso.

“A Polícia Penal e nossos servidores têm atuado com muita dedicação para remover os ilícitos e, de forma simultânea, ajustar procedimentos operacionais internos e implementar equipamentos eletrônicos que reforçam a segurança nas unidades prisionais. O mais importante é que, nas últimas operações, esse aparato empregado tem surtido efeito e vamos continuar nosso trabalho contínuo para que a população mato-grossense tenha a sensação de segurança necessária para viver tranquilamente em nosso Estado”, assegurou o gestor da Sejus.

Além da localização e remoção de 2.387 celulares, usados pelos criminosos presos para a comunicação com as ruas e ordens para crimes, as ações operacionais e o aprimoramento na segurança prisional resultaram na remoção de outros materiais ilícitos, como 907 chips de telefonia celular, 4.805 porções de entorpecentes variados, 27 drones, 1.072 carregadores de celular e 248 armas artesanais.

Na avaliação do secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, o enfrentamento às facções passa diretamente pela reestruturação da política penitenciária em Mato Grosso, para fechar o cerco às ações criminosas e auxiliar na redução da criminalidade.

Também estiveram presente no evento, a secretária de Comunicação do Estado, Laice Souza; Secretário-chefe da Casa Militar, tenente coronel Fernando Turbino; Comandante-geral da PMMT, coronel Fernando Carneiro Tinoco; Delegada-geral da PJC, Daniela Maidel; Comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Flávio Gledson; e o presidente da Fundação Nova Chance, Winkler Freitas.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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