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Uma live para amenizar a dor
*Ussiel Tavares, é advogado atua em MT e SP, ex-presidente da OAB-MT, fundador e presidente do Instituto Mário Cardi Filho

Foto: Assessoria
No próximo dia 05 de outubro, discutiremos um tema muito importante para pacientes oncológicos, “o uso terapêutico e legal da cannabis”. A live é promovida pelo Instituto Mário Cardi Filho, do qual sou presidente, em parceria com o Hospital do Câncer de Mato Grosso.
Um benefício da tecnologia é que todos, não só em Mato Grosso, mas no país e no mundo, poderão participar. Esse é um assunto que precisa ser discutido por toda a sociedade. E para nos posicionarmos é preciso entender o tema, tirar dúvidas. Para dar visibilidade ao assunto montamos um time de peso. Vamos promover a discussão trazendo diversos pontos de vista: o político, o do direito, o da justiça, da medicina, a bioética e a Anvisa.
Terei o prazer de mediar a discussão que reunirá nomes como do Promotor de Justiça de Mato Grosso Alexandre Guedes, Presidente da Comissão Especial de Bioética e Biodireito no Conselho Federal da OAB Henderson Furs, do Gerente de produtos controlados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Thiago Brasil Silvério, do Médico oncologista Wilson Garcia, do Médico anestesiologista do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Felipe Audi Bernardino e do Dr. em Direito e Pensamento Político Marcos Marrafon.
Alguns podem se perguntar o que eu, Ussiel Tavares, advogado, entende desse assunto. Mas quero compartilhar com vocês um pouco da minha história. Fundamos o Instituto Mário Cardi Filho, para desenvolver atividades de assistência social de advocacia com olhar especial no atendimento às pessoas com câncer e de baixa renda que não têm condições de arcar com a contratação de um operador do Direito.
A criação do Instituto foi uma homenagem ao Mário Cardi Filho, meu sócio e amigo durante vários anos. Infelizmente ele faleceu vítima de câncer de pulmão. Pudemos presenciar o sofrimento que uma pessoa portadora de câncer passa. Mesmo ele com condições financeiras de arcar com o custo de um tratamento, sofreu muito. Acho que a maior dor do portador de câncer é a dor física e a falta de acesso a medicamentos que possas amenizar essa dor. Foi uma experiência terrível, e agora realizamos esse trabalho.
Além do trabalho judicial, a advocacia pro bono, o Instituto realiza o trabalho de conscientização para difundir quais são os direitos dos portadores de câncer. É importante que as pessoas conheçam o trabalho do Instituto e que mais escritórios de advocacia se proponham ao voluntariado. Lembrando que atendemos pelo Instituto somente pessoas que não têm condições financeiras, que ganham até seis salários mínimos, do contrário seria captação de clientela. Tomamos muito cuidado com isso para não haver nenhuma dúvida com relação à nossa postura ética.
Convido todos a participarem dessa, que tenho certeza, será uma ótima discussão, pois a regulamentação da cannabis medicinal é um tema controverso no nosso país. No Senado e Câmara Federal projetos de leis tramitam enquanto pacientes tentam vencer além da doença, o preconceito, as ações judiciais e o alto custo para a importação desses medicamentos.
A live será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Mário Cardi Filho, dia 05 de outubro, a partir das 19h, nos encontramos lá pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=3WWWxuHrY6A
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O infarto pode começar no intestino?

A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:
Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.
O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?
Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.
Os pesquisadores observaram que:
o infarto altera a microbiota intestinal;
aumenta a permeabilidade do intestino;
bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;
isso amplifica a inflamação do organismo;
e piora a lesão cardíaca.
Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.
O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO
Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo),
derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.
E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:
maior o tamanho do infarto;
maior a inflamação;
pior a função do coração.
Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:
O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.
O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?
Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:
colesterol;
pressão arterial;
remédios.
Hoje sabemos que:
inflamação intestinal,
microbiota desequilibrada,
resistência insulínica,
obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,
privação de sono,
estresse crônico
Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.
O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO
O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;
ativação exagerada do sistema imunológico;
maior dano ao músculo cardíaco.
É exatamente por isso que:
obesidade,
diabetes,
má alimentação,
sedentarismo,
sono ruim
Estão tão conectados ao risco cardiovascular.
A NOVA ERA DA PREVENÇÃO
A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais
cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.
Precisamos:
modular inflamação;
melhorar microbiota;
preservar massa muscular;
controlar glicose;
reduzir gordura visceral;
melhorar sono;
aumentar capacidade física;
restaurar metabolismo.
Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.
CONCLUSÃO
Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.
E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:
saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.
Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.
Será sobre Estratégia Metabólica.
Dr. Max Wagner de Lima Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
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