Mato Grosso
Universidade federal realiza pesquisa nacional em Cuiabá durante blitz de Lei Seca
A Universidade Federal de Goiás (UFG) começou na quinta-feira (28.11), em Cuiabá, a coleta de dados da pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde para avaliar o efeito do Programa Vida no Trânsito (PVT), que estima a prevalência e fatores associados ao beber e dirigir e velocidade excessiva nos condutores de automóveis ou motocicletas.
A pesquisa foi aplicada durante blitz de Lei Seca, na avenida do CPA. A abordagem iniciou às 21h50 e seguiu até às 2 horas.
A capital de Mato Grosso é a penúltima a ser avaliada. Ao todo, o estudo vai avaliar o comportamento dos motoristas nas cidades de Palmas, Campo Grande, Curitiba, Teresina, Belo Horizonte, Boa Vista, Florianópolis, São Luís, São Paulo, Macapá, Goiânia, Salvador e Vitória.
Durante as quatro horas de operação, foram aplicados 102 testes de alcoolemia, uma pessoa foi presa por embriaguez, 10 foram multadas por dirigir sob efeito de álcool, 3 se recusaram a fazer teste de etilômetro, cinco motoristas foram multados por conduzir veículo sem CNH e 15, por estar dirigindo veículo sem licença. Ao todo, 16 carros e 10 motocicletas foram removidos.
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O coordenador da pesquisa, o médico infectologista e pesquisador da UFG, Otaliba Libânio de Morais Neto, coordenou a aplicação dos questionários. Assim que os motoristas eram abordados, os documentos eram checados, enquanto os estudantes aplicaram o questionário para a pesquisa nacional e teste de etilômetro para fins da pesquisa. Em seguida, o condutor faz ou não o teste da Lei Seca.
“Na pesquisa avaliamos através das entrevistas e também pelo teste de etilômetro para ver a dosagem de alcoolemia nos condutores de veículo, então ela permite a gente avaliar quais os principais fatores associados aos acidentes de trânsitos, e principalmente, com as mortes e feridos graves causados pelos os acidentes de trânsitos. Avaliamos uso detratores, como de aparelho celular e outros aparelhos que o condutor utiliza e que diminui a atenção, o que pode estar relacionado ao acidente de trânsito”.
Conforme o pesquisador, assim como nas demais capitais, em Cuiabá houve apoio das forças de segurança e dos órgãos de trânsito e da área da saúde.
“Esses resultados da pesquisa vão possibilitar que o Ministério da Saúde, os órgãos de trânsito do município e dos estados e do Denatran tome ações efetivas para reduzir esses fatores e reduzir o acidente de trânsito”, destacou o médico.
Lei Seca
Em 2019, foram realizadas 35 operações Lei Seca em Mato Grosso, contemplando os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis e Campo Novo do Parecis. Foram 161 pessoas presas por dirigir bêbadas, 4.363 testes de alcoolemia foram aplicados, 436 CNHs recolhidas, 367 documentos de veículos recolhidos, 854 veículos removidos, 437 pessoas dirigindo embriagadas e 96 se recusaram a fazer teste de bafômetro.
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O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Victor Fortes, diz que neste ano, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e a Câmara Temática de Trânsito resolveram intensificar as operações Lei Seca com objetivo de conscientizar e fiscalizar a combinação de uso de bebidas alcoólicas e direção.
“A gente também destaca a parceria e a integração de todos os órgãos e instituições que atuam na fiscalização, órgãos municipais, estadual e federal, participação ativa de todas as forças de segurança. O objetivo de todos é comum é preservar a vida e garantir a segurança de todos”.
O coordenador de trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Michel Diniz, destaca que o trabalho integrado é fundamental para o sucesso da operação e que todos os órgãos são responsáveis desde a abordagem dos motoristas até à remoção dos veículos.
“Somando esforços conseguimos fazer trabalho de orientação, abordagem, aferição, se a pessoa está dirigindo alcoolizada ou não. Conseguimos fazer desde a lavratura do auto até mesmo a remoção veicular. Hoje, a Polícia Militar e a Polícia Civil têm a autonomia para também fazer remoções por meio de convênios. No caso de acidentes de trânsito, a Polícia Civil faz a remoção, nas barreiras da Polícia Militar, ela faz a remoção. Essa operação é importante para redução de acidentes e a sociedade só tem a ganhar com essa fiscalização”.
Participaram da ação o GGI/Sesp, Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Semob, Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE), Ciosp e Polícia Rodoviária Federal.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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