Mato Grosso
Vacinação do rebanho bovino e bubalino começa nesta segunda-feira (01.05)
A primeira etapa de vacinação contra febre aftosa começa na segunda-feira (01.05) e segue até o dia 31 de maio. A campanha foi lançada nesta quinta-feira (27.04), na Fazenda Porangaba, em Vila Rica (1.259 km de Cuiabá). O governador Pedro Taques, revelou que as unidades do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), serão reformadas, por meio de convênio firmado com o Fundo Mato-Grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT).
Taques reforçou ainda, a qualidade da carne mato-grossense. “Mato Grosso é estado de carne forte, e o Governo por meio da secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Indea e Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) está trabalhando para que a nossa carne possa ser, cada vez mais, reconhecida por sua qualidade. Estamos junto com os sindicatos, Acrimat e Famato, para mostrar que Mato Grosso tem a melhor carne no Brasil, quem sabe, a melhor do mundo”.
Em 2017, as etapas de vacinação contra febre aftosa foram invertidas em Mato Grosso, uma demanda antiga do setor, devido à dificuldade de manejo do rebanho no mês de novembro, período de maior incidência de chuva. Na primeira etapa, que compreende o período de 1º a 31 de maio, passa a ser obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos de todas as idades, de mamando a caducando, com exceção para os animais de propriedades localizadas no baixo pantanal mato-grossense.
A diretora técnica do Indea, Daniella Soares, esteve representando o presidente da cuida autarquia, Guilherme Nolasco, licenciado para cuidados de saúde. Daniella informou que o produtor rural já pode adquirir as doses de vacina. “A venda da vacina contra febre aftosa será liberada em todas as revendas autorizadas pelo Indea, a partir desta sexta-feira (28.04), em todo o Estado”.
O secretário da Sedec, Ricardo Tomczyk, ressaltou o trabalho desenvolvido pela autaquia. “O Indea vem desempenhando seu papel com maestria, são eles que serão os responsáveis pela condução correta dessa campanha, bem como os produtores que são referência em questão de responsabilidade com a produção. Somos referência dentro do país, a operação “Carne Fraca” mostrou que Mato Grosso está um passo à frente. A nossa carne é forte. Recentemente reformulamos toda a nossa legislação de sanidade animal, temos agora mais agilidade e eficiência, com uma lei moderna e ainda o reforço na estrutura do Indea, com veículos e equipamentos novos”.

O presidente do Sindicato Rural de Vila Rica, Anísio Vilela Junqueira Neto, o “Netão”, um dos organizadores da abertura da etapa no município, ressaltou a importância da produção local para o desenvolvimento econômico da região. “Estou feliz pela realização desse evento aqui, acredito que por sermos o sétimo maior rebanho bovino do Estado e estarmos na fronteira com o Pará, temos algo a contribuir com Mato Grosso. Aqui, agricultura e pecuária caminham juntos. Precisamos fazer com que o município se desenvolva, sei o quanto o governador está trabalhando para melhorar o Estado e que continuará trabalhando para isso”.
Estima-se que 30 milhões de animais sejam vacinados nesta etapa. A comunicação da imunização do rebanho pode ser feita até 12 de junho nos escritórios locais do Indea. A única exceção é para as propriedades localizadas no baixo pantanal, que tem até 15 de dezembro para fazer a comunicação.
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares, destacou a relação entre Governo e cadeia produtiva. “É um governo que tem estreitado o relacionamento com a cadeia produtiva. Almejo que esses laços de parceria se fortaleçam, pois, é o que vai fazer com que o nosso negócio e o nosso estado cresçam ainda mais. Venho fazer um chamamento aos produtores, para que continuemos com essa responsabilidade de manter os nossos rebanhos vacinados. Não podemos esquecer nunca da nossa responsabilidade, de continuarmos fazendo nosso dever de casa até chegarmos em 2021”
A multa para quem deixar de vacinar o rebanho dentro do período da campanha é de 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado. O produtor que atrasar a comunicação fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.

O vice-governador do Estado, Carlos Fávaro, secretários de Estado, o diretor de Operações do Imac, Cândido Rosa Júnior, representantes de entidades do setor produtivo, o prefeito de Vila Rica, Abmael Borges e demais autoridades do município participaram do evento.
Atualização de saldo
Nesta etapa os produtores poderão aproveitar para regularizar o saldo de animais da propriedade. “Essa é uma das novidades dessa etapa, onde o produtor poderá regularizar o saldo de animais sem sofrer penalidade. Como estamos caminhando para a retirada da vacina em 2021, esse é um dos grandes passos que temos que fortalecer, o cadastro das propriedades, com o saldo correto do número de animais, dado importante para o trabalho da defesa sanitária animal”, destacou a diretora técnica do Indea, Daniella Soares.
Na primeira campanha de vacinação contra febre aftosa após o início da vigência da Lei 10.486, fica vedada a aplicação da sanção, no caso de declaração cadastral sobre animais vivos divergente da situação efetiva do estabelecimento rural. A partir da segunda etapa, a ser realizada em novembro deste ano, para casos de divergência será 1,50 UPF, por bovino ou bubalino.
A informação declaratória cadastrada e/ou registrada é de cunho exclusivamente sanitário e direcionada ao controle e planejamento das ações de defesa sanitária animal no território estadual. Não caracteriza garantia de posse e/ou propriedade de terras ou animais.
Fronteira

Serão 35 dias voltados para as atividades de fiscalização da vacinação contra a febre aftosa. Vinte equipes do Indea compostas por 20 médicos veterinários e 23 agentes fiscais da autarquia que irão atuar na fiscalização da vacinação contra febre aftosa em 964 propriedades rurais, nos municípios de Cáceres, Porto Espiridião, Pontes e Lacerda, e Vila Bela da Santíssima Trindade. As propriedades escolhidas receberão a visita inicial das equipes, para o agendamento da data de vacinação do rebanho.
Brucelose
O produtor pode aproveitar o manejo do rebanho para vacinar as fêmeas com idade de 03 a 08 meses contra brucelose. A primeira etapa da campanha teve início em 1º de janeiro e vai até 30 de junho. A vacinação precisa ser feita uma única vez. A comunicação deve ser feita até o dia 10 de julho, nos escritórios do Indea.
É proibida a vacinação em machos de qualquer idade e de fêmeas com idade superior a 08 meses. As bezerras deverão receber a marca com a letra V, acompanhada do algarismo final do ano da vacinação, por exemplo: V7. A vacinação deve ser feita por médico veterinário ou vacinador sob sua supervisão.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Mato Grosso29/05/2026 - 09:18Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa
-
Rondonópolis28/05/2026 - 21:15Rondonópolis|Prefeito decreta luto oficial por 3 dias pela morte de Mohamed Zaher
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:40Rondonópolis|Conselho do Procon aprova compra de duas Fiat Toro e discute modernização com Inteligência Artificial
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Rondonópolis29/05/2026 - 09:13Com entrada gratuita Semana do Cavalo Rondonópolis e É o Bicho Rodeio Festival entram em contagem regressiva
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:00Comércio de Rondonópolis poderá abrir de forma facultativa no feriado de Corpus Christi
-
Rondonópolis29/05/2026 - 10:11Prefeitura de Rondonópolis contrata curso de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para capacitação de servidores
-
Artigos29/05/2026 - 11:52Tradição não paga conta no agronegócio moderno






