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Versatilidade de serviços é a chave do negócio

Publicado

Eduardo Carvalho*

No instante em que estamos preocupados em oferecer o melhor produto ou serviço estamos ligados ao valor inegociável de qualidade na entrega final para o nosso cliente. É evidente para nós, que o cliente busca receber aquilo que foi combinado, mas se encanta quando recebe além do esperado. Esse é um fator que aumenta a percepção de valor do cliente em relação ao nosso produto.

O CXTrends, um estudo anual sobre a experiência do cliente no Brasil, revelou que a qualidade do serviço e o atendimento são os dois principais fatores que influenciam na compra. Ao todo, 68% dos entrevistados utilizaram a qualidade como critério de compra e 65% fizeram referência às condições de atendimento das empresas.

As altas taxas do estudo CXTrends evidenciam que a compra do cliente está mais relacionada a forma com que a empresa se posiciona diante do consumidor do que relativamente ao preço do produto. Isso é o que nós chamamos de percepção de valor. Quando o cliente compreende todos os benefícios da compra para além do seu produto.

Recentemente, tive a oportunidade de participar do painel “Segmentação e Experiência no Mercado de Eventos”, na 11ª Feira do Empreendedor realizada pelo Sebrae/MT. A feira tem o objetivo de ampliar as oportunidades de capacitação e de acesso a ideias de novos negócios para empresários e futuros empreendedores.

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Para além da qualidade como espírito de um negócio, pude chamar a atenção para a importância da versatilidade no menu de serviços de uma empresa. Carregar a versatilidade como valor do negócio está ligado ao nosso relacionamento com o cliente, a nossa capacidade de estar presente sempre que ele precisar, em todas as ocasiões.

No ramo em que atuamos, estamos diretamente ligados ao sonho de nossos clientes, pois seja um casamento, bodas, formatura, aniversário ou evento corporativo, a expectativa criada é imensurável e sabemos que a nossa entrega tem que ser maior do que eles esperam.

Quando trabalhamos com o sonho de outra pessoa a nossa responsabilidade aumenta e, por isso, a chave do sucesso está não somente na experiência, mas na qualidade e preocupação em entender o que o cliente deseja, tornando cada evento único. Ao você conquistar esta reputação, estará pronto para aumentar seu leque de produtos, pois, neste momento, você terá um cliente fidelizado esperando mais de sua empresa e serviços.

Sentimos isso na prática do negócio. Ao longo desses 25 anos da Cia Sinfônica, pudemos realizar casamentos, logo depois o 1º aniversário dos filhos, mais à frente a festa de 15 anos e o casamento dos filhos de nossos primeiros clientes. É um relacionamento duradouro e uma parceria sincera que perdura ao longo da existência da empresa.

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Mesmo com mais de duas décadas de serviços prestados nunca deixamos de estar atentos nas alterações que transformam o mundo diariamente, não somente em tecnologia, mas na mudança do comportamento humano. Numa pesquisa realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), apontou que em torno de 52 milhões de brasileiros possuem um negócio próprio, com maior evidência de acordo com a Confederação Nacional de Jovens Empresários para os jovens empresários de 18 a 39 anos.

Por isso destacamos aos jovens empreendedores que estão iniciando no mundo dos negócios, que a versatilidade além de auxiliar na propagação da empresa, está diretamente ligada na perpetuação do negócio. É a chave para a inovação que te faz sempre atual no seu nicho de mercado. A nossa versatilidade possibilita ofertar serviços diferentes em lugares distintos. Isso faz o cliente ser fã de nossa marca.

*Eduardo Carvalho é sócio diretor da Cia Sinfônica, empresa líder no segmento de produções musicais em Mato Grosso, com atuação no Brasil e exterior

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Afinal, quando Lei Geral de Proteção de Dados  entra em vigor?

Publicado

Leandro Casadio

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709/2018) estava prevista para entrar em vigor em 14 de agosto deste ano. Contudo, diante da pandemia do novo coronavírus, passou-se a ganhar força nos Poderes Executivo e Legislativo o entendimento de que ela deveria ser prorrogada, visto que a LGPD demanda a adoção de processos de adequação pelas empresas que podem ser custosos, e o país está enfrentando um período de recessão.

Sendo assim, o Senado Federal aprovou, no dia 3 de abril, o Projeto de Lei (PL) 1.179/20, que dispõe sobre o regime jurídico emergencial e transitório das relações jurídicas de direito privado no período da pandemia causada pela covid-19, o qual também traz disposições acerca da prorrogação da LGPD.

De acordo com a versão aprovada pelo Senado, a vigência da LGPD seria postergada para janeiro de 2021, sendo que as disposições relativas a multas e sanções administrativas seriam vigentes a partir de agosto de 2021. O referido Projeto de Lei foi, então, encaminhado para a Câmara dos Deputados, para votação.

Ocorre que, antes de finalizada a votação na Câmara dos Deputados, o Governo Federal prorrogou a vigência da LGPD para 03 de maio de 2021, por meio da Medida Provisória (MP) 959/20, publicada no Diário Oficial da União em 29 de abril deste ano.

Ainda, em 14 de maio, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o PL 1.179/20, com mudanças ao projeto inicialmente aprovado pelo Senado. A proposta foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Enrico Misasi (PV-SP), segundo o qual, em relação à vigência da LGPD, a aplicação das penalidades pelo descumprimento da LGPD ficaria suspensa até 1º de agosto de 2021, conforme previsto no projeto aprovado pelo Senado, sendo, contudo, mantido o disposto pela MP 959/20, que adiou para 3 de maio de 2021 a data de entrada em vigor dos demais artigos da LGPD.

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Por ter sido modificado pela Câmara, o texto retornou ao Senado, para mais uma votação. Com relação à manutenção do disposto pela MP 959/20, acatada pela Câmara dos Deputados, a senadora Simone Tebet esclareceu haver problema de técnica legislativa. Isso porque a MP 959/20 ainda não foi apreciada pelo Congresso, de modo que seu conteúdo pode vir a ser rejeitado integralmente, pode ter o dispositivo referente à data da entrada em vigor da LGPD suprimido, ou a Medida Provisória pode caducar por não ser aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional.

Por outro lado, o senador Weverton apresentou um destaque para que a LGPD passasse a valer a partir de agosto deste ano, conforme previsto em sua atual redação, havendo prorrogação da vigência apenas dos artigos que tratam das multas e sanções administrativas para agosto de 2021. De acordo com o senador, essa mudança seria importante para o enfrentamento das fake news. Levado a votação em 19 de maio, o destaque foi aprovado por 62 votos a 15, tendo sido rejeitado o substitutivo da Câmara dos Deputados.

Assim, para recapitular, com relação à LGPD, o Projeto de Lei que segue agora para sanção presidencial prevê:

•    Multas e sanções: vigência a partir de 1 de agosto de 2021; e

•    Demais artigos: vigência a partir de 14 de agosto de 2020.

Ressalta-se, contudo, que ainda está em vigor a MP 959/20, que prevê a prorrogação da vigência da LGPD para 3 de maio de 2021. Assim, a expectativa é de que esse artigo não seja provado pelo Congresso Nacional, sendo mantidos, portando, os prazos previstos no texto aprovado pelo Senado, conforme ressaltado acima.

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Dessa forma, cabe às empresas e entes afetados pela LGPD acompanhar atentamente os desdobramentos da sanção presidencial quando ao PL 1.179/20 e eventual votação do Congresso Nacional acerca da MP 959/20, para que finalmente haja uma definição sobre a vigência da LGPD.

De qualquer forma, este cenário de incertezas demonstra que o ideal não é contar com eventual prorrogação da LGPD, sendo recomendável a manutenção dos processos de adequação já eventualmente iniciados pelas empresas, ou iniciá-los, se ainda pendentes.

Esta recomendação é ainda mais relevante diante da recente decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no dia 07 de maio, referendou decisão liminar para suspender a MP 954/2020, que previa a liberação do compartilhamento de dados pessoais por empresas de telefonia com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os Ministros entenderam que a Medida Provisória não definia como e para que os dados coletados seriam utilizados, além de não apresentar mecanismos técnicos para evitar vazamentos acidentais ou o uso indevido dos dados. Portanto, a Medida Provisória não primava alguns princípios básicos previstos na LGPD, como os princípios da finalidade e da segurança.

Dessa forma, apesar das tentativas de prorrogação da LGPD, parece que a conclusão se encaminha para a manutenção de sua vigência em agosto deste ano, ainda que a aplicação das multas e sanções administrativas por sua eventual violação seja prorrogada para agosto de 2021.

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Leandro Casadio é advogado do escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia.

Beatriz Valentim Paccini é advogada do escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia.

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Pandemia: Um congresso da humanidade em tempo real

Publicado

Por Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

Nunca a humanidade esteve tão conectada na ciência médica, sendo acompanhada em cada descoberta, conclusão científica pelas pessoas de todo o planeta. Uma corrida científica para minimizar as mortes por todos os países. Um congresso nada teórico, totalmente prático, empírico.

Esta conexão planetária pela internet, em aplicativos, criou uma comunicação instantânea, imediata. Desde os protocolos de prevenção, como de tratamento que foi se formando de acordo com as conclusões chegadas no dia a dia, a cada morte ou sucesso do tratamento. Todos os congressos que participei são basicamente apresentações dos sucessos dos tratamentos ou muito raramente os insucessos.

Muitos vão para aproveitar a parte comercial, o turismo e as festas. Um clima de alegria, vaidade, paqueras, tudo de bom, como ir ao shopping, por exemplo. Mas este congresso da pandemia é oposto. É real. É guerra da humanidade contra um outro planeta inimigo que veio para matar os terráqueos e destruir a Terra. Já vimos muitos filmes assim, comendo pipoca e depois saindo do cinema e voltando para vida fora da história. Agora, estamos todos no elenco do filme e esperando a nossa vez de entrar em ação, indo para um hospital e até mesmo saindo dele encaixotado.

A ciência com todos profissionais, interligados em tempo real e em todos os países buscando urgentemente um tratamento mais adequado que possa evitar mais mortes.

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O gás ozônio ganhou destaque, por ser virucida, passou a ser usado para os ambientes, roupas, na paramentação e desparamentação. No Brasil, não é aprovado para usar nos humanos pela medicina, mas na Itália e Espanha, pesquisas foram realizadas, com nível de sucesso muito alto. Na pesquisa de 36 casos condenados a entubação, somente um foi para a respiração mecânica. Em São Paulo, a cada 5 internados na UTI, 1 falece. Acredito que o uso do ozônio como protocolo nos tratamentos da covid-19, salvaria muitos brasileiros.

Na corrida contra o tempo, foi se adequando o momento a dose e eficácia em cada fase da doença, do uso da cloroquina, do anticoagulante, dos corticoides e ventilação mecânica.

Diante do caos, a humanidade sempre irá evoluir, e neste momento já expandimos muito nesta intercomunicação global imediata. A forma de relação humana, principalmente na profissional não será a mesma, teremos uma relação muito maior no online. E, além disso, cursos e congressos passarão a acontecer com maior frequência. Os hospitais construídos nesta pandemia, poderão ficar para os atendimentos cotidianos e os gestores do futuro, aprenderão que com vontade tudo pode ser feito rapidamente e com qualidade.

Sempre a economia mandou no mundo, na política e no judiciário até mesmo nas igrejas. Agora, vimos que a saúde do ser humano e a economia andam juntos. Quem movimenta a economia é este serzinho que somos e quando paramos, a economia entra em falência múltipla dos órgãos e terá que ir para UTI, ser entubada.

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Desconfio que irá faltar respirador para a senhora economia global. Que para se poupar, não quis gastar com isto.

*Rosário Casalenuovo Júnior é dentista, professor de odontologia há 30 anos, músico e articulista dos principais jornais de Mato Grosso. Cristão, atleta, pai de Pedro e Giovanna. Contato: [email protected]

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Um Tribunal de Contas voltado para a busca de soluções

Publicado

Guilherme Antônio Maluf

Os Tribunais de Contas vêm passando por um processo de intensa modernização e certamente estão entre as instituições que mais evoluíram no país nas últimas décadas. Há um efetivo esforço de disseminação de boas práticas, de orientação preventiva, de integração a partir do uso crescente das ferramentas digitais e da inteligência artificial, consolidando novos parâmetros que vão muito além das missões básicas de fiscalizar e julgar as contas dos gestores públicos, sem delas descuidar.

Os desafios colocados às instituições de controle externo neste século XXI exigem esforços coordenados para o bom desempenho da sua missão constitucional, respondendo com rapidez e eficiência às demandas de uma sociedade que exige serviços públicos de qualidade. Pode-se dizer que o próprio futuro da democracia depende da construção de instituições sólidas e eficientes. Instituições técnica e politicamente capazes de dar respostas efetivas, assegurando a correta execução das políticas públicas em benefício do cidadão, objetivo final de todo o processo de gestão do Estado.
Grandes desafios trazem oportunidades ainda maiores e, neste momento, vivenciamos uma nova e instigante função assumida pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso: a função de indutor de soluções e de segurança jurídica para os gestores públicos. O TCE passa a oferecer estudos técnicos que ajudam a assegurar a efetividade das políticas públicas. Em outras palavras, garantem que a correta gestão da saúde, da educação, da segurança, da infra-estrutura, etc, atenda na prática às necessidades da população.
Nesta perspectiva de ir direto ao ponto que interessa ao cidadão, a eficiência dos serviços públicos, nosso corpo técnico colocou foco especial nos estudos propositivos. Com adequada fundamentação técnica e normativa, eles apresentam aos gestores estaduais e municipais caminhos e soluções para os principais problemas, com ênfase na segurança jurídica, pilar estruturante de todo e qualquer ordenamento institucional.
Esses estudos técnicos são instruídos por auditores de carreira do Tribunal e despachados pela Presidência, compartilhados com o Procurador-Geral de Contas, com os membros do Tribunal, e com os jurisdicionados, bem como divulgados no site do TCE-MT. A emissão dos estudos propositivos atende à determinação contida na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que em seu artigo 30 prevê: “as autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na aplicação das normas”.
Neste ano, geramos aos nossos jurisdicionados e à sociedade em geral, estudos técnicos propositivos sobre temas urgentes como as medidas legais de enfretamento da emergência de saúde pública causada pelo novo Coronavírus. Entre outros aspectos, os estudos abordaram situações fáticas como as alternativas para a autenticação de documentos em licitações diante da restrição de atividades de cartórios. Soluções adequadas para problemas concretos, que fazem parte do dia a dia dos gestores na atualidade.
Também embasamos juridicamente a possibilidade de o Estado suspender o pagamento de sua dívida pública com a União, direcionando esses recursos para o combate à pandemia. Emitimos ainda estudos em defesa da legalidade do FETHAB, importante mecanismo de desenvolvimento regional e sobre a possibilidade de alterar a legislação para permitir que os municípios usem os recursos na saúde pública.
É importante destacar que a emissão dos estudos técnicos objetiva mostrar ao gestor caminhos e soluções, jogando luz sobre procedimentos por vezes desconhecidos, embora estratégicos. A tomada de decisão sobre o objeto dos estudos sempre será do administrador público. Em tempos de crise sanitária, é ainda mais imperioso reforçar canais de diálogo e orientação aos gestores municipais, conhecendo e levando em conta as dificuldades de quem gere a máquina pública. Este processo de empatia mútua trará resultados diretos na melhoria da execução das políticas públicas.
Boa parte das condutas que causam danos ao erário decorre de desconhecimento das normas ou má interpretações, vícios que pretendemos ajudar a corrigir com esta nova modalidade de produção de conhecimento técnico-jurídico. A função pedagógica e orientativa é sempre a melhor opção, mais efetiva que as funções repressivas e sancionatórias, porque antecipa e evita o erro e o mau gasto público.
Este novo campo de atuação ainda envolverá muito aprendizado, num processo permanente de monitoramento e revisão das atividades planejadas, um ciclo virtuoso de retroalimentação. Construir e oferecer soluções e segurança jurídica ao gestor público, no seu desafiante dia-a-dia laboral, agrega valor ao controle externo, aprimora a gestão e melhora os serviços públicos, que é o que interessa ao cidadão.

Guilherme Antônio Maluf é Presidente do TCE-MT

Veja Mais:  Auxílio Saúde no MP não é privilégio, mas, sim, tratamento paritário

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