Política MT
Xuxu Dal Molin comemora resultados de missão na China
Foto: Ronaldo Mazza
Foto: KATIANA PEREIRA
O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC-MT) comemorou o resultado da missão Brasil x China cumprida em maio de 2019, com liderança da ministra da Agricultura Tereza Cristina. Dal Molin representou o estado de Mato Grosso nas reuniões com autoridades chinesas em Xangai e Pequin, na China. Além disso, foi cumprida agenda em Tóquio e Niigata, no Japão; Hanói, no Vietnã; e na cidade de Jacarta, na Indonésia.
Na segunda-feira (9/9), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu um comunicado da GACC, órgão de sanidade chinês, informando a habilitação dessas plantas para a exportação de carnes para o país asiático.
Dos 25 frigoríficos habilitados, 17 são produtores de carne bovina, seis de frango, um de porco e um de asinino. As empresas já podem exportar imediatamente. Com a decisão do órgão de sanidade chinês, o número de plantas habilitadas passa de 64 para 89.
Somente em Mato Grosso, foram habilitados sete plantas frigoríficas, seis são indústrias produtoras de carne bovina e uma irá vender carne suína e de frango. Segundo Dal Molin, esse resultado também representa mais investimentos, mais empregos e aumento natural na arrecadação do Estado. “Essa notícia é o resultado da Missão Ásia que participamos em maio deste ano. Abrir mercado para a carne brasileira foi o nosso principal objetivo nessa viagem”, disse o representante de Mato Grosso na missão.
Outra vitória a ser comemorada pelos mato-grossenses é o avanço das tratativas para que o Governo de Mato Grosso instale um escritório de negócios na China. A ideia foi apresentada pelo deputado Dal Molin e tem sido apoiada por diversos deputados estaduais.“O ano de 2019 já pode ser considerado um ano de vitórias”, lembrou o parlamentar ao rever os números do mercado entre Brasil e China.
A quantidade de carne bovina matogrossense enviada para o gigante asiático cresceu 58%, somente em 2019. As exportações passaram de 9,859 mil toneladas em 2018 para 15,574 em 2019. Foram mais de 75 milhões de dólares negociados nos primeiros sete meses de 2019 com a China, 60,9% em comparação com o mesmo período do ano de 2018.
Moção de aplausos
Diante do sucesso da missão na Ásia, o parlamentar fez indicação para que a Assembleia conceda Moção de Aplausos à ministra Teresa Cristina e ao Secretário de Comércio e Relaçoes Internacionais do MAPA, Orlando Leite Ribeiro, pelos relevantes trabalhos pela expansão do mercado mato-grossense na Ásia.
Vejam as novas indústrias habilitadas em Mato Grosso:
1. Frigorífico Redentor – Bovino – Guarantã do Norte
2. Vale Grande Indústria e Comércio – Bovino – Matupá
3. Naturafrig Alimentos – Bovino – Barra do Bugres
4. Marfrig Global – Bovino – Tangará da Serra
5. Marfrig Global – Bovino – Várzea Grande
6. Agroindustrial de Alimentos – Bovino – Rondonópolis
7. BRF – Suíno e Frango – Lucas do Rio Verde
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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