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2026 – A Eleição que Pode Decidir o Futuro de Alguns… Mas, e o Seu?

Ilson Galdino, advogado e servidor-público municipal
Você já reparou como, em época de eleição, os assuntos mais discutidos muitas vezes parecem distantes da sua realidade e os debates eleitorais nem sempre têm relação direta com a sua vida?
Enquanto a gente lida com filas no posto de saúde, escolas sem estrutura e o preço da comida subindo, a política parece ocupada com outra prioridade: garantir perdão para aliados poderosos.
As eleições de 2018 e 2022 foram marcadas por uma polarização intensa entre esquerda e direita. E, ao que tudo indica, 2026 seguirá a mesma rota, mas com uma pauta central ainda mais alarmante: eleger a maioria no Senado para viabilizar uma anistia geral e irrestrita.
Vamos entender juntos, com clareza e sem juridiquês.
Anistia é o perdão amplo concedido pelo Legislativo. No Brasil, ela extingue a punibilidade de determinados crimes por meio de uma lei federal aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República.
Indulto, por sua vez, é um ato de clemência do Executivo, o Presidente concede perdão ou redução de pena a um grupo específico de pessoas já condenadas.
Ambos são instrumentos legítimos, mas nesse contexto, parecem estar sendo instrumentalizados com um objetivo muito específico: beneficiar indivíduos com influência política, e não a população em geral.
Eleitor, você deveria basear seu voto nessa pauta?
Enquanto temas urgentes para a maioria da população seguem em segundo plano, o debate democrático corre o risco de ser reduzido a disputas por impunidade. A política, que deveria ser um instrumento de mudança, transforma-se em palco de manobras para proteger interesses restritos.
Votar em 2026 com base em uma pauta que favorece poucos, em detrimento de milhões, é um retrocesso.
Seu voto tem valor, tem impacto e deve estar conectado ao que realmente importa para o presente e o futuro do Brasil.
Ao decidir seu voto, pergunte-se: Essa proposta vai melhorar minha vida?
Vai melhorar a vida da minha comunidade?
Vai construir um país mais justo e digno para todos?
Se a resposta for não, talvez seja hora de reconsiderar.
Anistia e indulto podem até ser temas relevantes nos bastidores da política, mas não devem ser o centro das decisões de um eleitor consciente.
Em 2026, mais do que nunca, o Brasil precisa de votos que construam, não que absolvam.
O cientista político e sociólogo Robert Michels, em sua obra Sociologia dos Partidos Políticos, formulou a Lei de Ferro da Oligarquia: mesmo em democracias, partidos tendem a se transformar em estruturas dominadas por elites internas que concentram o poder em benefício próprio, distantes dos interesses da base popular.
Esse padrão se reflete com nitidez no cenário político atual, especialmente na direita, onde discursos de renovação e combate ao sistema frequentemente mascaram a manutenção de privilégios de grupos específicos.
Um exemplo dessa lógica, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem atuado ativamente nos Estados Unidos em ações de lobby contra o próprio país. Busca influenciar o governo americano a adotar medidas de pressão econômica e jurídica contra instituições brasileiras, em especial o Judiciário, tudo como parte de uma agenda que favorece interesses ideológicos alinhados à extrema-direita internacional.
Essa articulação entre oligarquias internas, pressões externas e estratégias transnacionais é mais uma razão para estarmos atentos ao verdadeiro conteúdo das pautas eleitorais.
Quem ganha com certas alianças? Quem perde? E, principalmente: onde está o povo nesse jogo de poder?
Por Ilson Galdino, advogado e servidor-público municipal
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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Quando a imprudência mata, não é “acidente”

Há exatos 30 anos, perdi meu filho Ricardo Viveiros de Paula Filho e minha neta Mariana, de apenas sete meses, vítimas de um motorista que avançou um sinal vermelho na região central de São Paulo. O responsável fugiu sem prestar socorro. Testemunhas afirmaram que estava alcoolizado. Meu filho tinha 26 anos, era ilustrador, cartunista, marido e pai de três crianças.
Passei quase duas décadas buscando Justiça. Quando finalmente veio a condenação, ela chegou tardia e insuficiente. O réu recorreu, reduziu sua pena e permaneceu em liberdade. Desde então, uma pergunta me acompanha: qual é, na prática, a diferença entre matar alguém conscientemente pelo uso de uma arma e assumir o volante após beber, sabendo que isso pode resultar em morte?
A discussão sobre crimes de trânsito continua cercada por uma palavra que suaviza tragédias: “acidente”. Acidente sugere fatalidade, algo inevitável. Mas o que há de inevitável quando alguém decide dirigir alcoolizado, exceder a velocidade ou ignorar um semáforo vermelho? Essas são escolhas. E escolhas têm consequências previsíveis.
Os números reforçam essa reflexão. Segundo levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o Brasil registrou, em 2024, 13.075 mortes em ocorrências de trânsito relacionadas ao consumo de álcool, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior. A taxa de mortalidade chegou a 6,2 óbitos por 100 mil habitantes, a maior desde 2016. Mesmo com mais fiscalização e mais operações da Lei Seca, o problema persiste.
A Lei Seca, que completou 18 anos, salvou incontáveis vidas e tornou-se referência internacional. No entanto, a realidade demonstra que a legislação, sozinha, não basta. Falta transformar a consciência coletiva. Ainda existe tolerância social com quem bebe e dirige. Ainda há quem enxergue a infração como um deslize, e não como uma ameaça concreta à vida.
Especialistas alertam que o álcool reduz reflexos, compromete a percepção de risco e estimula comportamentos mais agressivos e imprudentes. Em outras palavras, quem dirige alcoolizado sabe – ou deveria saber – que aumenta significativamente a possibilidade de matar alguém.
Por isso, é necessário enfrentar um debate desconfortável: em determinadas circunstâncias, mortes causadas por motoristas embriagados não deveriam ser tratadas apenas como resultado de culpa, mas como consequência de uma conduta que assume conscientemente o risco de produzir vítimas. Não se trata de vingança, mas de responsabilidade.
Nenhuma sentença devolverá meu filho ou minha neta. Nenhuma decisão judicial apagará a dor de milhares de famílias que, todos os anos, recebem a notícia de que um ente querido morreu porque alguém resolveu misturar álcool e direção. Mas a sociedade precisa decidir se continuará chamando essas mortes de acidentes ou se passará a reconhecê-las pelo que muitas vezes são: tragédias anunciadas, produzidas por escolhas deliberadas.
Enquanto essa mudança cultural não acontecer, continuaremos contabilizando vidas interrompidas e famílias destruídas. E continuaremos perguntando quantas mortes mais serão necessárias para que dirigir alcoolizado deixe de ser visto como imprudência e passe a ser encarado, definitivamente, como uma grave violação do direito à vida.
*Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta, aos domingos às 7 horas (da manhã), na TV Cultura, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”.
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1 em cada 10 pessoas no Brasil sofre de cálculos urinários

Dr Walid Khalil
Estima-se que 1 em cada 10 pessoas no Brasil sofram com as crises de cólica renal, causada pelos cálculos urinários ou “pedra nos rins” e nos EUA 1/1.000 adultos são hospitalizados anualmente em decorrência desses cálculos urinários. Costuma acometer mais os adultos jovens, entre 20 e 35 anos e é mais frequente nos homens.
Mas afinal o que são cálculos urinários? São partículas sólidas no sistema urinário que podem causar dor forte na região lombar ou na lateral do abdômen, náuseas, vômitos, urinar em pequenas quantidades, dores irradiadas para os testículos ou para vagina e em algumas situações calafrios e febre decorrentes de infecção secundária.
O diagnóstico é feito através do exame físico do paciente, exames de imagens como Ultrassom do aparelho urinário e/ou Tomografia Computadorizada de Abdome total e o exame simples de urina.
TIPOS DE CÁLCULO
1 – Oxalato de Cálcio = é o tipo mais comum, cerca de 80% dos cálculos. Tem relação ao consumo de proteínas e de muito sal.
2 – Ácido Úrico = Cerca de 5% dos cálculos tem relação com excesso de proteínas, obesidade e diabetes.
3 – Fosfato-amoníaco-magnesiano ou Estruvita= Cálculos associados a infecção de urina de repetição, causadas pelas bactérias E. coli, Proteus, Klebsiella e Pseudomonas.
4 – Cistina – casos mais raros, associados a doenças genéticas com surgimento na infância.
O QUE CAUSA
Tomar cafés, chás, bebidas alcoólicas e refrigerantes à base de cola ajudam na formação de cálculos. O café e os chás, especialmente os escuros, contém oxalato, um dos principais componentes dos cálculos.
Já as bebidas gaseificadas, como refrigerantes, sobretudo as à base de cola, contêm ácido fosfórico que também é prejudicial.
Já a bebida alcoólica apesar de ser diurética resulta em uma relativa desidratação posterior (daí a sede). Ela elimina as purinas, que estão ligadas à formação de cálculos
DICA PARA EVITAR
Em climas quentes como em Mato Grosso, há o aumento da transpiração sem a hidratação adequada, vêm os cálculos.
É necessário então:
– Beber de dois a três litros de água por dia(conforme a constituição física (peso, altura, percentual de gordura corporal)
– Reduzir o consumo de sal;
– Fazer atividades físicas e perder peso;
– Reduzir o consumo de carnes vermelhas
– Aumentar a ingestão de sucos cítricos
– É importante sempre observar a cor da urina. Se transparente, incolor significa que está bem hidratado. Se estiver amarelada ou alaranjada, esse é um sinal de concentração e geralmente indica que o volume de líquido ingerido está baixo.
Procurar um urologista para descobrir qual o seu caso e o tratamento adequado é muito importante.
Dr Walid Khalil é Doutor em Urologia e especialista em Andrologia e Urologia Clínica e Cirúrgica – CRM-MT 5689 – RQE 26526, atende na Clínica UROLASER em Cuiabá
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