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Saúde

29 de outubro – Dia Mundial do AVC Mitos e verdades sobre a reabilitação pós-AVC

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Cada dia conta e é essencial para garantir a boa recuperação após um derrame; mais da metade dos sobreviventes de um acidente vascular cerebral fica com sequelas¹
O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte do mundo e, de acordo com a World Stroke Organization, são registrados por ano cerca de 13 milhões de novos casos de AVC no mundo.² Somente no Brasil, ocorrem mais de 400 mil casos por ano e 100 mil óbitos, segundo o Ministério da Saúde.³
Entretanto, apesar da letalidade da doença, é necessário prestarmos atenção também na grande parcela de pessoas que sobrevive ao episódio, conscientizando e informando sobre os vários recursos disponíveis para auxiliar esses pacientes no pós-AVC.

Estudos apontam que complicações motoras podem aparecer em 50% a 83% dos casos pós-AVC, problemas cognitivos em cerca de metades dos pacientes e distúrbios psicológicos em cerca de 20% deles.¹ “Mas, a boa notícia é que a medicina evoluiu e há uma série de recursos na área da fisiatria, neurologia, fisioterapia e fonoaudiologia que auxiliam o paciente na retomada de sua vida, lhe dando independência novamente e qualidade de vida”, informa a médica Regina Chueire, fisiatra e Professora Adjunta da Faculdade de Medicina de São José de Rio Preto-Autarquia Estadual.

Para desvendar alguns mitos e verdades que permeiam o assunto, a médica elencou alguns temas que precisam ser desmistificados.

Não é possível se recuperar das sequelas de um AVC?
Mito: Após um AVC, algumas pessoas podem apresentar limitações em consequência do evento e a recuperação é diferente em cada caso. Entretanto, o tratamento médico imediato, associado à reabilitação adequada, pode minimizar as incapacidades, evitar as sequelas mais graves e proporcionar ao indivíduo o retorno mais breve possível às suas atividades diárias.4

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O tratamento pós-AVC é interdisciplinar e multiprofissional?
Verdade: A avaliação funcional é a base do tratamento das sequelas do AVC, mas no geral o tratamento é interdisciplinar e multiprofissional para trazer qualidade de vida para o paciente. O acompanhamento feito por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, neurologistas, fisiatras, e outros tipos de terapias como arteterapia ou musicoterapia, são medidas benéficas para os pacientes.5 “O programa de reabilitação deve conter objetivos gerais e específicos, traçados juntamente com o paciente e seus familiares. O número de sessões e o tempo vão ser estipulados em conjunto, tudo visando melhorar o bem estar e atingir ao máximo as expetativas do paciente”, explica a Dra. Regina.

É preciso esperar dias para iniciar a reabilitação pós-AVC?
Mito: A reabilitação do paciente que sofreu um AVC se inicia ainda no hospital com o objetivo de prevenir retenção e acúmulo de secreções, escaras e contraturas articulares. Além disso, também são feitos exercícios respiratórios e outros ativos com o paciente sentado ou em pé. A fisioterapia também é necessária para manter ou ganhar amplitude de movimento, contraturas e deformidades e prevenir dores articulares.6 A fisioterapia feita ainda dentro do hospital é extremamente necessária, mas o paciente pós-AVC não deve deixar sua reabilitação de lado uma vez que recebe alta hospitalar. “Um dos pontos mais importantes na reabilitação pós-AVC é a avaliação completa de seu quadro e reavaliações periódicas para que se possa verificar efeitos do tratamento e evolução neuromotora conforme o tempo for passando” explica a médica.

Pacientes pós-AVC sofrem de espasticidade?
Verdade. A espasticidade é um distúrbio motor caracterizado pelo aumento do tônus muscular, provocando rigidez e dificuldade de movimentar a região afetada, além da dor. É semelhante à cãibra, com a diferença de ser constante. A espasticidade é comum em crianças com paralisia cerebral e em adultos após traumatismo cranioencefálico e AVC.7 “A espasticidade está associada diretamente com a redução da capacidade funcional, limitação da amplitude do movimento articular, desencadeamento de dor e prejuízo nas tarefas diárias básicas como alimentação, locomoção, transferência e cuidados pessoais”, acrescenta a médica.
O manejo da espasticidade é multifatorial e pode requerer tratamento medicamentoso com toxina botulínica A, além de não medicamentoso com manobras de manutenção da amplitude do movimento articular, treinos e órteses de posicionamento e até mesmo cirurgias.7

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A toxina botulínica A utilizada no tratamento da espasticidade é a mesma usada em procedimentos estéticos?
Verdade. Não existe diferença na composição da toxina botulínica A usada para procedimentos estéticos e para o tratamento da espasticidade, o que muda realmente é a finalidade do procedimento. Enquanto na dermatologia o medicamento é utilizado para amenizar linhas de expressão e rugas profundas, na reabilitação pós-AVC a aplicação da toxina botulínica A no músculo atingido pode melhorar a capacidade funcional de locomoção, transferência e atividades de vida diária, prevenir contratura e deformidades, diminuir a dor e a frequência e severidade dos espasmos.7,8

Mudanças de humor são comuns em pacientes em reabilitação?
Verdade: Cerca de um terço das pessoas que sofreram um AVC apresentam alterações de humor como depressão e ansiedade.9 Por isso, é importante ficar atento às mudanças que podem vir durante a reabilitação de um AVC e buscar ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras.
Com esse cenário apresentado, fica fácil entender o motivo da reabilitação ser tão importante na vida pós-AVC. Muito além de necessitar de atendimento rápido após os primeiros sinais de que o acidente vascular cerebral está acontecendo, é necessário também entender como funcionará a reabilitação após a alta hospitalar para que o paciente consiga aumentar sua qualidade de vida e recuperar sua autonomia. Cada caso deve ser analisado junto ao médico especialista e seguido rigorosamente para a os melhores resultados.

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Referencias
1. Toward an epidemiology of post stroke spasticity, Neurology, Jörg Wissel, MD, FRCP, Aubrey Manack, PhD and Michael Brainin, MD, 2013.
2. Organização Pan-Americana de Saúde. 10 principais causas de morte no mundo. Organização Pan-Americana de Saúde. Disponível em [http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5638:10-principais-causas-de-morte-no-mundo&Itemid=0].
3. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral. Disponível em [http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_acidente_vascular_cerebral.pdf]
4. Rede Reab AVC. Disponível em [http://www.reabavc.com.br/reabilitacao/reabilitacao-pos-avc-e-terapia-ocupacional]
5. Piassaroli CAP et al. Modelo de Reabilitação Fisioterápica em Pacientes Adultos com Sequelas de AVC Isquêmico. Revista Neurociências 2012 Volume 20. 128-137. Disponível em [http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2012/RN2001/revisao%2020%2001/634%20revisao.pdf]
6. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Espasticidade. Disponível em [http://www.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-espasticidade-livro-2009.pdf]
7. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em [http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/procedimentos/toxina-botulinica-tipo-a/13/]
8. Hacket ML et al. Neuropsychiatric outcomes of stroke. Lancet Neurology 2014 Volume 13, No. 5, p525-534

Sobre a Ipsen na América Latina e no Brasil
Na América Latina, a Ipsen tem presença direta, com filiais no Brasil e no México e está presente através de parceiros comerciais em outros países, como Colômbia, Argentina, Venezuela, Chile e Peru. No Brasil, na área terapêutica da neurociência a Ipsen consolidou sua posição de liderança com o Dysport® no mercado público e vem crescendo fortemente sua participação de mercado no segmento privado.

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Saúde

Meningite pode matar em 24h: especialista de Mato Grosso alerta sobre sinais da doença

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Segundo pediatra, automedicação em casa mascara sintomas e dificulta diagnóstico precoce em meio ao aumento de óbitos no estado.

Mato Grosso registra aumento nas notificações de meningite, com casos confirmados e óbitos recentes em cidades como Cuiabá, Sinop e Sorriso. Além da baixa adesão à vacinação, um fator silencioso tem contribuído para a gravidade da doença: o hábito de medicar crianças logo nos primeiros sinais de febre. Segundo a Dra. Lanna Maluf, médica e docente do curso de pós-graduação em pediatria da Afya Educação Médica Cuiabá, a automedicação pode mascarar sintomas importantes para a identificação precoce da meningite.

“Ao perceber a febre, muitas famílias administram medicamentos por conta própria. Isso é perigoso, porque esconde sinais que o médico precisa avaliar para diferenciar uma virose comum de uma infecção grave”, explica a médica. Como a meningite pode evoluir para quadros fatais em menos de 24 horas, é fundamental observar sintomas que vão além da febre. “Os pais devem ficar atentos à rigidez na nuca, quando a criança não consegue encostar o queixo no peito. Em bebês, outros sinais de alerta são a recusa para mamar e a moleira alta ou estufada”, acrescenta.

Além da automedicação em casa, outro fator que pode atrasar o diagnóstico ocorre no pronto atendimento. De acordo com a pediatra, a triagem não deve subestimar os sintomas iniciais e precisa estar atenta a sinais como irritabilidade intensa, sensibilidade à luz e apatia. “O tratamento, seja com antibióticos nos casos bacterianos ou com suporte clínico nos casos virais, deve começar antes mesmo da confirmação laboratorial”, afirma. Para ela, a rapidez no atendimento é decisiva para evitar sequelas graves ou óbitos, especialmente em regiões onde o acesso a exames mais complexos pode demorar.

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Apesar da urgência no atendimento, o controle da doença depende principalmente da vacinação. A Dra. Lanna Maluf destaca que, na prática clínica, a ausência do cartão de vacinação físico durante a consulta faz com que a imunização seja considerada inadequada. “Não importa se o prazo foi perdido: todas as doses atrasadas precisam ser atualizadas. Um esquema vacinal incompleto deixa a criança vulnerável e pode transformá-la em transmissora silenciosa da doença em creches e escolas”, alerta.

Serviço

Em Mato Grosso, a Afya Educação Médica Cuiabá oferece atendimentos gratuitos em diversas especialidades como Pediatria, Clínica da Dor, Ultrassonografia, Nutrologia e Psiquiatria. As consultas são realizadas mediante agendamento, conforme disponibilidade. Os interessados podem enviar mensagens para o número: (65) 99689-7280.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

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Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

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Artigos

O infarto pode começar no intestino?

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A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:

Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.

O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?

Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.
Os pesquisadores observaram que:
o infarto altera a microbiota intestinal;
aumenta a permeabilidade do intestino;
bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;
isso amplifica a inflamação do organismo;
e piora a lesão cardíaca.
Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.

O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO

Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo),
derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.
E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:
maior o tamanho do infarto;
maior a inflamação;
pior a função do coração.
Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:
O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.

O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?
Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:
colesterol;
pressão arterial;
remédios.
Hoje sabemos que:
inflamação intestinal,
microbiota desequilibrada,
resistência insulínica,
obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,
privação de sono,
estresse crônico
Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.

Veja Mais:  Ministério da Saúde vai reduzir o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra covid-19

O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO
O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;
ativação exagerada do sistema imunológico;
maior dano ao músculo cardíaco.
É exatamente por isso que:
obesidade,
diabetes,
má alimentação,
sedentarismo,
sono ruim
Estão tão conectados ao risco cardiovascular.

A NOVA ERA DA PREVENÇÃO
A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais
cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.
Precisamos:
modular inflamação;
melhorar microbiota;
preservar massa muscular;
controlar glicose;
reduzir gordura visceral;
melhorar sono;
aumentar capacidade física;
restaurar metabolismo.
Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.

CONCLUSÃO

Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.
E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:
saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.
Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.
Será sobre Estratégia Metabólica.

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308

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Saúde

Gordura no fígado não é “só do fígado”

Publicado

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista

E o problema pode estar muito mais ligado ao seu coração do que você imagina. Você provavelmente já ouviu falar em “fígado gorduroso”.  E talvez tenha pensado: “Isso é coisa de quem bebe”. ou  “Não deve ser algo tão importante assim”

Mas a medicina moderna mudou completamente essa visão. Hoje sabemos que o chamado fígado gorduroso — tecnicamente conhecido como
MASLD (doença hepática associada à disfunção metabólica) não é apenas uma condição do fígado. É um dos sinais mais importantes de que o organismo inteiro está em desequilíbrio.

O QUE É, NA PRÁTICA?

Essa condição acontece quando o fígado começa a acumular gordura em excesso.Mas isso não ocorre por acaso.
Ela está diretamente ligada a fatores como:
* ganho de peso (principalmente abdominal)
* resistência à insulina
* alterações no colesterol
* pressão elevada

Ou seja:
Não é uma doença isolada
É uma manifestação de um problema metabólico mais amplo.

POR QUE ISSO IMPORTA (E MUITO):

Hoje, essa condição já atinge cerca de 1 em cada 3 adultos no mundo
E na maioria dos casos, ela:

não causa sintomas no início
não dá sinais claros
passa completamente despercebida

Esse é o ponto mais perigoso.  O Grande Erro : PENSAR QUE É “SÓ NO FÍGADO”

Aqui está o que poucos pacientes sabem e que muda tudo:A principal causa de morte em pessoas com essa condição não é problema no fígado . E doença cardiovascular.

Veja Mais:  Aleitamento materno em prematuros é essencial e pode reduzir mortalidade

O que os estudos mostram

* maior risco de infarto
* maior risco de AVC
* maior risco de insuficiência cardíaca
* aumento global de mortalidade

Em outras palavras:  O fígado é apenas o “sinal visível”. O problema real está acontecendo no corpo inteiro.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO DENTRO DO SEU CORPO

O processo geralmente começa assim:
1. O organismo passa a ter dificuldade em lidar com açúcar (resistência à insulina)
2. A gordura começa a se acumular no abdômen
3. Parte dessa gordura vai para o fígado
4. O fígado começa a funcionar de forma inadequada
5. O corpo entra em um estado inflamatório silencioso

E isso gera:

* piora do colesterol
* inflamação dos vasos
* aumento do risco de entupimento das artérias

Ou seja: Impacto direto no Coração

Como a doença evolui :Ela não acontece de uma vez. Existe uma progressão:

* gordura no fígado (fase inicial)
* inflamação
* cicatrização (fibrose)
* cirrose
* câncer de fígado

Mas atenção: antes de chegar nesses estágios, o paciente pode já ter tido um infarto

COMO DESCOBRIR   ?
Na prática, muitos casos são descobertos em exames simples, como:  ultrassom abdominal e exames de sangue
Mas hoje sabemos que isso não é suficiente. Uma avaliação moderna precisa entender:
* o metabolismo como um todo
* o nível de inflamação
* o risco cardiovascular associado

Porque? Não basta saber se tem gordura é preciso entender o impacto disso no organismo

Veja Mais:  Mais que um estalo de dedos, um estalo do maxilar

ONDE ENTRA O CARDIOLOGISTA?

Esse é um ponto central e estratégico.Tradicionalmente, o fígado era visto como território de outra especialidade.
Mas hoje sabemos: essa é uma doença cardiometabólica. E isso muda completamente o cuidado.

Por quê?Porque o cardiologista é o especialista em:
* avaliar risco cardiovascular
* prevenir eventos graves
* integrar múltiplos fatores (pressão, colesterol, glicose, estilo de vida)
E é exatamente isso que essa condição exige.

Um fato importante . Pacientes com essa condição têm: até 30% mais risco de doença cardiovascular.

O TRATAMENTO NÃO É SOBRE O FÍGADO
Esse é outro erro comum. Não existe um tratamento isolado para o fígado.O tratamento real envolve:
* redução de gordura corporal
* melhora do metabolismo
* ajuste alimentar
* exercício físico estruturado
* controle de glicose, colesterol e pressão

ou seja: abordagem completa

A VERDADE QUE MUDA TUDO

Você não desenvolve essa condição de repente. Ela é o resultado de:

* anos de hábitos
* desorganização metabólica
* rotina desestruturada

E o mais importante:  ela pode ser revertida principalmente nas fases iniciais

CONCLUSÃO:

Fígado gorduroso não é um detalhe. É um alerta. Um dos mais importantes que o seu corpo pode dar.

REFLEXÃO FINAL:

Se o seu corpo já está mostrando sinais de desequilíbrio. Você vai esperar aparecer um sintoma?
Ou vai agir antes?

Na medicina moderna, não tratamos órgãos isolados. Tratamos o organismo como um sistema integrado.

E isso significa:
entender o fígado
entender o metabolismo
e, principalmente, proteger o coração

Veja Mais:  Seus olhos estão te dando um alerta? Coceira, vermelhidão e lacrimejamento podem indicar alergia ocular; saiba quando procurar o oftalmologista ou ir à urgência

Porque, no fim, é isso que define sua longevidade.

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