Mato Grosso
Aluno de escola plena cria clube de astronomia para reforçar ensino de matemática aos colegas
Os estudantes do Ensino Médio Alex Moreira Cristofolini e Lais Ferreira da Cruz protagonizam o estudo da astronomia na Escola Estadual Plena Ramon Sanches Marques, de Tangará da Serra (a 239 quilômetros a médio-norte da capital).
Eles se destacam no estudo do tema abordado na disciplina de matemática da professora Silvana Copcesk, que domina o tema com maestria. Na Escola, Alex criou o clube de astronomia, que funciona como reforço de conteúdo tendo a colega Lais como auxiliar.
Silvana explica que usa a astronomia como parâmetro. “Quando apresentei o plano cartesiano, a primeira visualização que é a ligação com os pontos, entrei com astronomia mostrando as constelações. No momento do clube de astronomia, o Alex mostrou as constelações mais simples reforçando o conteúdo”, exemplifica.
Não satisfeitos com a astronomia somente na própria escola, os dois, acompanhados da professora Silvana, visitam outras escolas da cidade para divulgar a astronomia. Os estudantes levam telescópio e chegam fantasiados de astronautas. Com isso chamam a atenção dos alunos.
Alex ficou em primeiro lugar em Cuiabá num concurso de astronomia, em 2018, ao construir um telescópio com material reciclado. Ainda no ano passado, ele participou do concurso de redação da Nasa, mas não foi classificado. Mesmo assim não desistiu.
Neste ano, foi convidado a fazer uma palestra 12º Congresso Nacional de Astronomia e Astronáutica, em abril, no Rio de Janeiro. “Foi uma experiência única, porque não imaginei que eu, um simples aluno iria tão longe. Toda essa conquista e experiência se torna uma bela bagagem que vou levar quando sair da escola. E que serão de grande utilidade no futuro”.
Lais, por sua vez, relata que o seu primeiro contato com a astronomia foi na escola, quando a professora apresentou o projeto caça asteroides, que fazia a parte de caçar os asteroides e registra-los. “Desse dia em diante eu tive muito interesse pelo assunto, e a professora Silvana ajudou a me aprofundar mais ainda nesse assunto. Acredito que muitos alunos ainda não tenham despertado o interesse na astronomia também, por muitas vezes não terem a oportunidade do primeiro contato”, assinala.
Nasa
A professora Silvana Copcesk tem uma grande experiência na área – é a primeira mulher de Mato Grosso a conhecer a Agência Espacial Americana (Nasa), em setembro de 2016. Na ocasião, acompanhou a aluna Maria Gisllany Bezerra da Silva, 18 anos.
Silvana é também a única participante do Instituto de Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (Iasc na sigla em inglês). “O Iasc fornece dados astronômicos de alta qualidade para os cientistas cidadãos em todo o mundo. Eles são capazes de fazer descobertas astronômicas originais e participar da astronomia prática. Esse serviço é fornecido sem custo”, explica a professora.
Mato Grosso
Liminar suspende supressão de árvores em avenida de cidade de MT
A 29ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística obteve decisão liminar favorável para que sejam imediatamente paralisadas as atividades de retirada e supressão das árvores na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, no Bairro São Francisco, em Cuiabá. A decisão foi proferida no âmbito de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que apontou riscos de danos ambientais decorrentes da erradicação de árvores adultas na região.

Conforme demonstrado pelo Ministério Público, 24 árvores já haviam sido suprimidas, existindo previsão de retirada de até 82 no local. Na ação, o MPMT sustentou que as intervenções vinham sendo realizadas sem a observância adequada de medidas como hierarquia de mitigação dos impactos ambientais, compensação baseada em equivalência ecológica e transplante das árvores quando tecnicamente viável. O Ministério Público também destacou que a substituição de árvores adultas por mudas não recompõe, em curto prazo, os serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada.
Ao conceder a liminar, a Justiça reconheceu a existência de risco de dano irreversível ao meio ambiente, ressaltando que árvores adultas desempenham funções essenciais, como sombreamento urbano e regulação térmica, especialmente em Cuiabá, cidade marcada por elevadas temperaturas. Segundo a decisão, a continuidade das supressões poderia tornar ineficaz a própria prestação jurisdicional diante da irreversibilidade dos impactos ambientais.
A ordem judicial estabelece que eventual retomada das intervenções ficará condicionada à demonstração de que foram adotadas medidas técnica e ambientalmente adequadas, incluindo critérios de equivalência ecológica para compensação arbórea, transplante dos indivíduos quando possível e monitoramento contínuo. O juiz também determinou a intimação dos responsáveis e a realização de fiscalização para verificar a situação das árvores remanescentes na área afetada.
O pedido do Ministério Público para suspensão de todas as autorizações de supressão arbórea vigentes no município e da emissão de novas autorizações ainda será analisado após manifestação prévia do Município de Cuiabá.
Mato Grosso
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