Saúde
Cirurgião desmistifica principais tabus sobre cirurgia bariátrica e afirma: “É um novo começo”

Obese boy who is overweight on a pink background.
O cansaço, mal estar, baixa autoestima, comorbidades e uma série de outros fatores são alguns dos problemas que surgem a partir da obesidade. A doença atinge em média um em cada quatro brasileiros, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Uma solução que tem sido buscada em média por 70 mil pessoas anualmente no Brasil tem sido a cirurgia bariátrica, conforme apontam dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Em 2019, foram 68.969 mil cirurgias realizadas no país.
O médico cirurgião bariátrico, Osvânio Salomão Pimenta, que atende no Hospital São Mateus, em Cuiabá, explica que a obesidade se transformou em uma realidade cada vez mais presente em razão do estilo de vida permeado de estresse, alimentação inadequada, hábitos não saudáveis e sedentarismo.
“A pandemia impactou em tudo na vida das pessoas, e para aqueles que têm obesidade mais ainda, uma vez em que a obesidade por si é considerada fator de risco isolado para a covid e suas complicações. Nesse contexto o paciente obeso tem permanecido mais ansioso e depressivo. Porém as cirurgias estão sendo retomadas com sucesso uma vez que os protocolos de segurança e cirurgia segura tem garantido menor risco para os pacientes e equipe medica”, avalia o médico.
Principais tabus
Osvânio explica que a cirurgia bariátrica é uma oportunidade de recomeço para os pacientes que sofrem com obesidade, mas muitas dessas pessoas chegam ao consultório com temores ligados, principalmente, ao pós-operatório.
Uma das dúvidas, narra o médico, é se no pós-operatório o paciente vai conseguir comer. “A resposta é sim, porém, em quantidade menor e tendo saciedade com pouco”. Osvânio Pimenta explica que a cirurgia altera os níveis do Hormônio Grelina, que produz saciedade, e faz com que o paciente no pós-operatório já tenha grande saciedade e consiga comer pouco.
Outra dúvida é se a cirurgia bariátrica tem risco. “Assim como qualquer outra cirurgia tem riscos de complicações, porém a evolução das tecnologias utilizadas, do avanço das especializações médicas e aprimoramento da equipe do serviço hospitalar fez com que os riscos ficassem muito menores, possibilitando ao paciente sair do centro cirúrgico e logo em seguida já andar em seu quarto, com alta hospitalar no dia seguinte”.
Técnicas utilizadas
As duas técnicas mais utilizadas são o Sleeve (ou gastrectomia vertical) e By Pass Gástrico, sendo que é utilizada a técnica mais indicada para cada paciente.
O sleeve consiste na retirada de até 80% do estômago, por meio de uma cirurgia minimamente invasiva feita por videolaparoscopia. Já o by pass também reduz o tamanho do estômago e reconstrói o trânsito digestivo usando o intestino delgado.
O especialista explica que a cirurgia bariátrica tem como indicação a quem tem índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 kg/m2, que indica obesidade mórbida ou grau 3. A cirurgia também é indicada para quem tem IMC maior ou igual 35, sendo que nesses casos é obrigatório haver alguma comorbidade associada ou agravada pela obesidade, como hipertensão, diabetes, apneia do sono, dislipidemia ou patologias ortopédicas.
“Aqueles que desejam realizar a cirurgia bariátrica, primeiramente devem marcar consulta com um cirurgião habilitado e com experiência em cirurgia bariátrica para avaliação de seu índice de obesidade e quanto à possibilidade para fazer ou não a cirurgia (avaliar critérios de indicação para a cirurgia, critérios esses já definidos e aprovados pelas sociedades médicas, Conselho Federal de Medicina e Ministério da Saúde). Caso o paciente seja eletivo para a cirurgia, deverá passar por avaliação multidisciplinar e retornar a seu cirurgião para a programação final”, explica o médico.
Cuidados
O processo pré-operatório inclui consultas e exames com cardiologista, pneumologista, endocrinologista, psicóloga, psiquiatra e nutricionista. No pós-operatório os cuidados também são essenciais, com seguimento à risca das orientações nutricionais, manter hidratação adequada, exercícios físicos de acordo com cada etapa do pós-cirúrgico.
“A cirurgia bariátrica hoje é um procedimento muito seguro e de baixo risco, desde que realizado com responsabilidade, não somente pelo cirurgião e sua equipe, mas também pelo próprio paciente. A cirurgia bariátrica apresenta um excelente resultado na perda de peso, um resultado fantástico no controle das doenças metabólicas possibilitando redução ou retirada das medicações no pós-operatório, ou seja, mudando a qualidade de vida. Esse ganho de saúde melhora a inserção do mesmo na sociedade, melhora autoestima e traz uma nova condição de vida”, ressalta.
Osvânio Pimenta reforça ainda que é importante o paciente entender que a cirurgia não é um “milagre” e que seus resultados precisam da participação do paciente. “Precisamos trabalhar psicologicamente a necessidade de mudança de hábitos. O resultado da cirurgia é uma somatória : equipe multidisciplinar, cirurgião e paciente. Particularmente, tenho me envolvido muito com os pacientes para fazê-los entender e modificar seus hábitos”, pontua.
Saúde
Julho Laranja: 6 dicas para proteger a saúde bucal das crianças desde os primeiros anos de vida
Campanha de conscientização reforça que acompanhamento odontológico na infância é decisivo para prevenir alterações no desenvolvimento da arcada dentária e promover mais qualidade de vida às crianças

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde bucal infantil. A campanha Julho Laranja chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce de alterações no desenvolvimento da arcada dentária, e incentiva pais e responsáveis a incluírem a avaliação odontológica na rotina de cuidados com as crianças. O objetivo é prevenir problemas que, quando identificados nos primeiros anos de vida, podem ser tratados de forma mais simples e confortável, com intervenções menos complexas.
De acordo com o dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Dr. Roberto Shimizu, ao contrário do que muitos imaginam, a ortodontia não começa apenas quando os dentes permanentes nascem ou quando surge a necessidade de colocar aparelho, seja o fixo convencional ou o alinhador transparente. A avaliação precoce permite identificar alterações na mordida, no crescimento dos ossos da face, hábitos como chupar o dedo ou usar chupeta por tempo prolongado e dificuldades respiratórias que podem comprometer o desenvolvimento infantil.
Muitos tratamentos podem ser simplificados quando o acompanhamento é iniciado precocemente. “Quanto mais cedo identificamos alterações no desenvolvimento da criança, maiores são as chances de intervir de forma preventiva, evitando problemas mais complexos na adolescência e na vida adulta”, explica o especialista. Em muitos casos, a intervenção precoce também reduz a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro, como extrações dentárias e outros procedimentos mais invasivos.
A recomendação é que as crianças passem por avaliações odontológicas regulares e, entre os 6 e 12 anos, realizem acompanhamento ortodôntico anual. Nessa fase, é possível acompanhar o crescimento ósseo e a troca dos dentes de leite pelos permanentes. A campanha Julho Laranja reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce durante esse período do desenvolvimento infantil.
Além da saúde bucal, o diagnóstico precoce também pode contribuir para a qualidade do sono, da mastigação, da fala, da respiração e até da autoestima da criança. Atualmente, a Ortodontia dispõe de diferentes recursos terapêuticos, como os alinhadores transparentes, que podem ser indicados para casos específicos em crianças e adolescentes, sempre mediante avaliação profissional. Por serem removíveis, eles facilitam a higiene bucal, podem proporcionar maior conforto durante o tratamento e permitem que a criança mantenha sua rotina com menos restrições. Além disso, o planejamento digital e o escaneamento intraoral tornam o acompanhamento mais preciso e personalizado.
Seis cuidados para manter o sorriso infantil saudável
Durante o Julho Laranja, algumas orientações simples ganham destaque:
- Realizar consultas odontológicas periódicas desde o primeiro ano de vida.
- Observar alterações na mordida, no alinhamento dos dentes e no crescimento da face.
- Incentivar hábitos adequados de higiene bucal, com escovação supervisionada e uso do fio dental.
- Evitar hábitos prejudiciais, como chupar o dedo ou usar chupeta.
- Manter uma alimentação equilibrada, evitando o consumo excessivo de açúcar.
- Procurar avaliação ortodôntica durante a fase de crescimento, mesmo sem sinais aparentes de problemas.
Para Shimizu, a principal mensagem da campanha é que os cuidados com a saúde bucal devem começar cedo. “O Julho Laranja reforça que a prevenção é o melhor caminho para garantir um desenvolvimento saudável da criança. Um diagnóstico precoce permite intervenções mais simples, contribui para funções importantes, como mastigação, respiração e fala, e pode evitar tratamentos mais complexos no futuro. Cuidar do sorriso desde a infância é investir na saúde e na qualidade de vida ao longo de toda a vida”, conclui.
Sobre a ClearCorrect
A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.
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