Mato Grosso
Capivara resgatada na BR-163 passa por cirurgia ortopédica para reconstrução de membro
Tratamento proporcionado pela Concessionária incluiu a colocação de placa de aço, pino intramedular e oxonioterapia
Uma capivara resgatada pela Rota do Oeste em Rondonópolis passou por uma cirurgia para reconstrução da pata traseira com pino e placa de metal. Com isso, o animal silvestre poderá retornar à natureza depois que estiver totalmente reabilitado. Atualmente, a capivara segue recebendo os cuidados médicos e tem recebido sessões de tratamento com ozônio para acelerar o processo de recuperação.
As veterinárias Tayomara Heiderich e Lara Faria receberam com surpresa e satisfação a oportunidade de tratar mais um animal silvestre, uma prática, segundo elas, pouco habitual na nossa sociedade, mas que vem crescendo. “Foi uma surpresa poder fazer esse tratamento. Não é um paciente que costumam levar ao veterinário”, comenta Lara. Tayomara comemora essa mudança de comportamento e destaca que tem observado cada vez mais o interesse no bem-estar animal e a preocupação em oferecer um tratamento adequado a todos eles.
Somente este ano, a Rota do Oeste resgatou e tratou nove animais, sendo seis deles silvestres. A atuação da Concessionária perante a fauna segue protocolos definidos pela empresa e aprovados pela SEMA/MT, sempre com foco no bem-estar e preservação da vida: é feito o resgate e o encaminhamento ao hospital veterinário conveniado e especializado para cada situação.
O gerente de Sustentabilidade da Rota do Oeste, Wilmar Manzi, explica que esse cuidado é um compromisso da empresa com o meio ambiente e com a vida de forma ampla. Ele entende que ao ter essa postura, a Concessionária dá um passo importante para a sensibilização da sociedade com a causa animal.
“Desconheço outra concessionária de rodovia que atua dessa forma. Fazemos isso com muito prazer, buscamos oferecer os melhores tratamentos e meios de reinserir o animal ao habitat dele. Quando não é possível, fazemos o encaminhamento para instituições acolhedoras adequadas para cada espécie”, comenta.
A capivara em tratamento foi encontrada em 14 de junho no canteiro central da BR-163, na região de Rondonópolis. O animal apresentava um ferido na perna traseira, mas continuava andando. A equipe fez o resgate e a encaminhou à Clínica Xaolin para uma avaliação especializada.
A veterinária Tayomara recebeu o animal e após submetê-lo a uma radiografia, identificou que o membro apresentava múltiplas fraturas e acionou a especialista em ortopedia Lara Faria para analisar qual o melhor procedimento a ser adotado para o quadro e espécie.
Segundo Lara, foi escolhida a técnica de tratamento com implante interno, com uso placa de aço e colocação de um pino intramedular por se tratar de um animal silvestre. A opção impede que a capivara tenha acesso à cirurgia e de alguma forma prejudique a recuperação. “O membro estava fraturado em várias partes e não tinha como alinhar e imobilizar de forma mais simples. Acreditamos que a recuperação levará entre 60 e 90 dias e depois ele terá condições de voltar à natureza”.
Agora, sob os cuidados da veterinária Tayomara, a capivara está comendo, sendo medicada e o pós-operatório conta com sessões de oxonioterapia. Ela explica que o pós-operatório é muito importante para a recuperação do animal silvestre, que naturalmente é mais estressado fora do seu habitat natural. Mesmo com a cirurgia, ele segue apoiando na perna ferida, não poupa o membro. Mas estamos monitorando isso também.
Os próximos passos da capivara para a recuperação dependem da alta médica. Assim que tiver condições clínicas, ela será levada para um abrigo em meio à natureza, onde passará pelo processo de reintrodução na natureza.
Manzi explica que alguns animais não conseguem voltar ao habitat natural e passam a viver nos abrigos especializados e conveniados com a Rota do Oeste: Pousada Mutum e a ONG AMIBEM.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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